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← Humanidade vs. Ebola. Como podemos vencer uma guerra assustadora

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Showing Revision 34 created 11/20/2016 by Gustavo Rocha.

  1. Há dois meses, quando fui convidado
    para dar essa palestra,
  2. eu e os organizadores debatemos
    sobre possíveis títulos
  3. e várias opções foram
    sugeridas e discutidas.
  4. Mas não essa
    [Derrotando o Ebola]
  5. e o motivo é que há dois meses
  6. o Ebola crescia exponencialmente,
  7. se espalhando por áreas geográficas
    maiores que nunca,
  8. e todos estavam aterrorizados,
    preocupados e alarmados
  9. com essa doença,
    como há muito tempo não acontecia.
  10. Mas hoje eu posso vir aqui
    e falar sobre derrotar o Ebola,
  11. graças a pessoas que vocês
    nem sabem que existem,
  12. como Peter Clement, um médico liberiano
    que trabalha em Lofa County,
  13. uma região da Libéria de que muitos
    nunca ouviram falar.
  14. O que torna Lofa County tão importante
  15. é que há cinco meses,
  16. quando a epidemia estava apenas
    começando a se espalhar,
  17. Lofa County estava bem no meio,
    no epicentro da epidemia.
  18. Naquela ocasião, o MSF
    e seu centro de tratamento local
  19. estavam atendendo
    dezenas de pacientes por dia,
  20. e esses pacientes, essas comunidades,
    estavam cada vez mais apavorados
  21. com a doença e com as consequências
    para suas famílias,
  22. para a comunidade, crianças e parentes.
  23. Foi quando escolheram Peter Clement para
    dirigir 12 horas pela estrada acidentada
  24. que liga Monrovia, a capital,
    a Lofa County,
  25. para tentar ajudar a controlar
    a escalada da epidemia no local.
  26. Ao chegar lá, ele encontrou
    o terror que acabei de mencionar.
  27. Então, ele conversou com os líderes locais
    e escutou o que tinham a dizer.
  28. E o que ele escutou foi desolador.
  29. Ele ficou sabendo da devastação
    e do desespero
  30. das pessoas afetadas pela doença.
  31. Ouviu histórias angustiantes
  32. sobre como o Ebola estava
    prejudicando não só as pessoas,
  33. mas também as famílias
    e as comunidades.
  34. Ele escutou os líderes locais,
    e eles disseram:
  35. "Quando nossos filhos estão doentes,
    quando estão morrendo,
  36. não podemos abraçá-los no momento
    em que mais queremos estar perto.
  37. Quando nossos parentes morrem,
    não podemos seguir nossas tradições.
  38. Não podemos lavar os corpos
    para enterrá-los
  39. da forma como nossas comunidades
    e rituais exigem."
  40. Por esse motivo, eles estavam
    extremamente confusos e assustados
  41. enquanto a epidemia se alastrava
    diante de seus olhos.
  42. O povo estava se voltando contra
    os agentes de saúde,
  43. os heróis que tinham vindo
    para tentar salvar a comunidade,
  44. para trabalhar junto com a comunidade,
    mas que estavam inacessíveis.
  45. Depois foi a vez de Peter
    falar aos líderes.
  46. Os líderes escutaram,
    e eles trocaram de lugar.
  47. Peter falou sobre o Ebola.
    Explicou o que era a doença.
  48. Explicou como ela afetava
    as comunidades.
  49. E explicou que o Ebola ameaça tudo
    que nos torna humanos.
  50. O Ebola não deixa você abraçar
    seus filhos como faria nessa situação.
  51. Você não pode enterrar os mortos
    como gostaria.
  52. É preciso confiar que as pessoas
    em trajes espaciais farão isso por você.
  53. Senhoras e senhores,
    o resultado foi extraordinário:
  54. a comunidade, os agentes de saúde
    e Peter se reuniram
  55. e elaboraram um novo plano
    para controlar o Ebola em Lofa County.
  56. E essa história é tão importante,
    senhoras e senhores,
  57. porque hoje, essa região
    que está no epicentro da epidemia
  58. -- como vocês têm acompanhado,
    têm lido nos jornais,
  59. têm visto na TV --
  60. hoje Lofa County está há quase oito
    semanas sem registrar um caso de Ebola.
  61. (Aplausos)
  62. Obviamente, isso não significa
    o fim do trabalho.
  63. Ainda há um grande risco
    de surgimento de novos casos.
  64. Mas isso nos mostra
    que o Ebola pode ser derrotado.
  65. Isso é fundamental.
  66. Mesmo nessa escala,
  67. mesmo com o crescimento acelerado
    visto na região,
  68. sabemos que o Ebola pode ser derrotado.
  69. A união entre comunidades
    e agentes de saúde, trabalhando juntos,
  70. é o que pode eliminar essa doença.
  71. Mas primeiramente,
    como o Ebola surgiu em Lofa County?
  72. Para explicar, voltaremos 12 meses,
    para o início da epidemia.
  73. Como a maioria já sabe,
    o vírus demorou a ser detectado,
  74. permaneceu não identificado
    por três ou quatro meses no início.
  75. O motivo é que essa
    não é uma doença da Áfica Ocidental,
  76. é uma doença da África Central,
    que fica no meio do continente.
  77. O povo nunca tinha visto a doença antes;
  78. os agentes de saúde
    nunca tinham visto a doença.
  79. Eles não sabiam com o que estavam lidando,
  80. e para complicar ainda mais,
  81. o próprio vírus causava um sintoma,
    uma forma de apresentação
  82. que não era comum.
  83. As pessoas não reconheciam o Ebola,
    mesmo quem já o conhecia.
  84. Por isso, ele passou algum tempo
    sem ser detectado.
  85. Mas ao contrário do que
    a opinião pública acredita hoje em dia,
  86. assim que o vírus foi detectado,
    houve uma rápida mobilização de apoio.
  87. O MSF prontamente montou um centro
    de tratamento do Ebola na região.
  88. A Organização Mundial de Saúde
    e seus parceiros
  89. enviaram centenas de pessoas
    nos dois meses que se seguiram
  90. para ajudar a rastrear o vírus.
  91. O problema é que a essa altura,
  92. o vírus que hoje sabemos ser o Ebola
    já havia se alastrado,
  93. e consumido os recursos
    de uma das maiores ações de apoio
  94. já organizadas para conter
    um surto do Ebola.
  95. No meio do ano, não apenas a Guiné,
  96. mas também Serra Leoa e a Libéria
    já haviam registrado casos.
  97. Enquanto o vírus se espalhava
    geograficamente, os números cresciam
  98. e agora, além das centenas
    de pessoas infectadas
  99. e morrendo da doença,
  100. os profissionais da linha de frente,
  101. as pessoas que tinham ido tentar ajudar,
  102. os agentes de saúde
    e outros trabalhadores
  103. também estavam adoecendo
    em número elevado.
  104. Os presidentes desses países
    reconheceram a emergência.
  105. Eles se reuniram,
    concordaram em unir forças,
  106. e criaram um centro de operações conjuntas
    em Conakry,
  107. visando a trabalhar em conjunto
    para conter e eliminar a doença,
  108. e para implementar as estratégias
    que mencionamos.
  109. Foi então que aconteceu algo que nunca
    havia acontecido com o Ebola.
  110. O vírus, ou alguém infectado,
  111. embarcou em um avião,
    viajou para outro país,
  112. e pela primeira vez,
    vimos o vírus se manifestar novamente
  113. em um país distante da área afetada.
  114. Foi na Nigéria,
    na populosa metrópole de Lagos,
  115. com 21 milhões de pessoas.
  116. Agora o vírus estava naquele ambiente.
  117. E como vocês podem adivinhar,
    soou o alarme internacional,
  118. gerando interesse internacional
    como há muito não víamos
  119. em decorrência de uma doença
    como essa.
  120. A OMS reuniu imediatamente
    um painel de especialistas,
  121. analisou a situação e a declarou
    uma emergência internacional.
  122. Ao fazer isso, havia a expectativa
    de uma oferta maciça
  123. de apoio internacional
    para ajudar esses países
  124. que se encontravam com
    tantos problemas e dificuldades.
  125. Mas o que vimos foi algo diferente.
  126. O apoio foi significativo
    em alguns lugares.
  127. Vários países ofereceram assistência --
    várias ONGs e outros órgãos,
  128. mas ao mesmo tempo, aconteceu o oposto
    em vários lugares.
  129. O nível de alarme disparou
    e, em pouco tempo, esses países
  130. ficaram sem o apoio necessário
    e cada vez mais isolados.
  131. As empresas aéreas que atendiam
    a esses países apertaram o cerco,
  132. e pessoas que nem
    haviam sido expostas ao vírus
  133. passaram a ser proibidas de viajar.
  134. Isso trouxe problemas não apenas
    para os países em questão,
  135. mas também para quem queria ajudar.
  136. As organizações que tentavam
    enviar equipes
  137. para ajudar a conter o surto
  138. não conseguiam passagens aéreas.
  139. Não era possível enviar profissionais
    aos países necessitados.
  140. Nessa situação,
    senhoras e senhores,
  141. um vírus como o Ebola leva vantagem.
  142. Foi então que vimos
    outra coisa inédita.
  143. Além de permanecer
    ativo nos lugares
  144. onde já havia registro de casos,
    o vírus começou a se alastrar,
  145. e o número de casos mostra
  146. algo que nunca havíamos
    visto nessa escala,
  147. um aumento exponencial de casos de Ebola
  148. não apenas nesses países
    ou nas áreas já afetadas desses países,
  149. mas também se alastrando pelas
    áreas mais remotas desses países.
  150. Estamos falando de uma das
    mais preocupantes
  151. emergências de saúde pública
    internacional que já vimos.
  152. E o que aconteceu nesses países,
  153. muitos de vocês viram
    na TV ou leram nos jornais,
  154. foi que o sistema de saúde começou a ruir
    sob o peso da epidemia.
  155. Escolas começaram a fechar,
    supermercados não abriam mais
  156. nem funcionavam como deveriam
    nesses países.
  157. A disseminação de informações
    e percepções falsas se alastrou
  158. ainda mais rápido pelas comunidades,
    que ficaram ainda mais alarmadas
  159. com a situação.
  160. Eles começaram a temer as pessoas
    em trajes espaciais,
  161. que tinham vindo para ajudar.
  162. Foi então que a situação
    se deteriorou ainda mais.
  163. Os países precisaram declarar
    estado de emergência.
  164. Milhares foram postos em quarentena
    e protestos começaram a eclodir.
  165. Era uma situação
    extremamente assustadora.
  166. No resto do mundo,
    muitos começaram a questionar:
  167. "Será que conseguiremos conter o Ebola
    com essa taxa de disseminação?"
  168. O que realmente sabemos sobre esse vírus?
  169. A realidade é que não conhecemos
    o Ebola tão bem assim.
  170. É uma doença relativamente moderna
    em termos do que sabemos sobre ela.
  171. Só a conhecemos há 40 anos,
  172. quando apareceu pela primeira vez
    na África Central em 1976.
  173. Mas apesar disso, sabemos muitas coisas:
  174. sabemos que o vírus provavelmente
    sobrevive em uma espécie de morcego.
  175. Sabemos que ele se infiltra
    em uma população humana
  176. quando há o contato
    com algum animal selvagem
  177. infectado pelo vírus
    e com sintomas da doença.
  178. Sabemos também que o vírus
    é transmitido de uma pessoa para outra
  179. pelo contato com fluidos corporais
    contaminados.
  180. E como todos já viram,
  181. conhecemos os terríveis sintomas
    apresentados nos humanos,
  182. como febres extremamente altas,
    diarreia, vômitos,
  183. e infelizmente, em 70% dos casos
    ou mais, a morte.
  184. É uma doença muito perigosa,
    incapacitante e fatal.
  185. Mas apesar de não conhecermos
    a doença há muito tempo,
  186. e não sabermos tudo sobre ela,
    sabemos como contê-la.
  187. Há quatro coisas que são fundamentais
    para conter o Ebola.
  188. Primeiro de tudo, as comunidades
    precisam entender a doença,
  189. entender como ela se espalha
    e como contê-la.
  190. Depois precisamos de sistemas que
    possam identificar todo e qualquer caso,
  191. rastrear todos os contatos
    dos infectados,
  192. e começar a monitorar as cadeias
    de transmissão para que ela não ocorra.
  193. Precisamos de centros de tratamento
    especializados em Ebola,
  194. onde os trabalhadores
    estejam protegidos
  195. para tratar as pessoas infectadas,
  196. para que elas tenham chance de sobreviver.
  197. E para aqueles que morrerem,
  198. precisamos garantir um enterro
    seguro e ao mesmo tempo digno,
  199. para que a doença não seja transmitida
    também nesse momento.
  200. Então sabemos como conter o Ebola,
    e essas estratégias funcionam.
  201. O vírus foi eliminado na Nigéria
    por essas quatro estratégias,
  202. e, obviamente,
    pelas pessoas que as implementaram.
  203. Ele foi contida no Senegal, onde havia
    se alastrado, e também em outros países
  204. que tinham sido afetados
    pelo surto.
  205. Não há dúvidas de que essas
    estratégias realmente funcionam.
  206. A questão é, senhoras e senhores,
    se elas funcionariam
  207. nessa escala, nessa situação,
    com tantos países afetados
  208. e com o crescimento exponencial
    que vocês viram.
  209. Essa era a questão principal
    há dois ou três meses.
  210. Hoje sabemos a resposta.
  211. Tudo graças ao trabalho
    extraordinário
  212. de um incrível grupo de ONGs,
    governos, líderes locais,
  213. agências da ONU, várias organizações
    humanitárias e outras organizações
  214. que se juntaram à luta para tentar
    conter o Ebola na África Ocidental.
  215. Mas o que precisava ser feito lá
    era algo diferente.
  216. Esses países pegaram as estratégias
    que acabei de mostrar,
  217. envolvimento da comunidade, identificação
    de casos, rastreamento de contatos, etc.,
  218. e as viraram de cabeça para baixo.
  219. A doença estava tão disseminada
    que a abordagem foi outra.
  220. Eles decidiram primeiro tentar
    desacelerar a epidemia
  221. construindo o maior número de leitos
    nos centros de tratamento especializados
  222. para impedir a transmissão da doença
    pelos infectados.
  223. Eles formaram rapidamente
    várias equipes de enterro
  224. para lidar com os corpos
    de maneira segura,
  225. e assim, tentar desacelerar o surto
  226. para depois ver se era possível
    controlá-lo usando a abordagem clássica
  227. de identificação de casos
    e rastreamento de contatos.
  228. E quando eu fui à África Ocidental
    há uns três meses,
  229. vi uma coisa extraordinária.
  230. Vi presidentes criando centros de operações
    de emergência contra o Ebola
  231. para que pudessem pessoalmente
    coordenar, inspecionar e proteger
  232. a onda de apoio internacional
    para tentar conter a doença.
  233. Vimos os militares desses países
    e de vários outros
  234. chegando para construir
    centros de tratamento de Ebola
  235. que seriam usados para isolar
    os infectados.
  236. Vimos a Cruz Vermelha trabalhar
    com suas agências parceiras locais
  237. para ensinar as comunidades
    a enterrarem os mortos com segurança
  238. e de maneira digna.
  239. Vimos agências da ONU,
    o Programa Mundial de Alimentação,
  240. construírem uma enorme ponte aérea
  241. capaz de transportar rapidamente
    os trabalhadores a qualquer ponto do país
  242. para implementar as estratégias
    que acabamos de mostrar.
  243. E provavelmente o mais
    impressionante
  244. foi o incrível trabalho realizado
    pelos governos,
  245. pelos líderes desses países,
    junto às comunidades,
  246. para garantir que as pessoas
    entendessem a doença
  247. e as coisas extraordinárias
    que precisam ser feitas para contê-la.
  248. Como resultado,
    senhoras e senhores,
  249. vimos algo que, há dois ou três meses,
    não sabíamos
  250. se era possível ou não.
  251. Verificamos o que está
    ilustrado nesse gráfico
  252. referente à contagem feita
    em 1° de dezembro.
  253. Vimos que podíamos desviar essa curva,
  254. mudar esse crescimento exponencial,
  255. e renovar as esperanças
    na capacidade de controlar o surto.
  256. E por esse motivo, não temos mais dúvidas
  257. de que podemos recuperar o tempo perdido
    na África Ocidental e derrotar o Ebola.
  258. Mas a principal pergunta
    que muitos estão fazendo,
  259. mesmo depois de ver essa curva,
  260. é: "Espere aí... tudo bem que vocês
    conseguiram diminuir a curva,
  261. mas é realmente possível
    chegar a zero?"
  262. Já respondemos essa pergunta
    no início dessa palestra,
  263. quando falei sobre Lofa County,
    na Libéria.
  264. Falamos sobre como Lofa County
    chegou ao ponto
  265. de ficar oito semanas
    sem registrar casos de Ebola.
  266. Mas há histórias semelhantes
    também nos outros países.
  267. Em Gueckedou, na Guiné,
  268. a primeira área onde o primeiro caso
    foi realmente diagnosticado,
  269. vimos pouquíssimos casos
    nos últimos meses,
  270. e em Kenema, Serra Leoa,
    outra área no epicentro da epidemia,
  271. faz mais de duas semanas
    que não há registro de casos --
  272. obviamente é cedo para cantar vitória,
  273. mas isso prova,
    senhoras e senhores,
  274. que não só é possível
    estabilizar o surto,
  275. como eliminar de vez a doença.
  276. O desafio agora é fazer isso
    na escala necessária nesses três países
  277. e isso é um enorme desafio.
  278. Porque quando você está imerso
    em algo por tanto tempo, nessa escala,
  279. outras duas grandes ameaças
    surgem para se unir ao vírus.
  280. A primeira é a complacência,
  281. o risco de que, à medida que
    a curva comece a se inverter,
  282. a mídia desvie o olhar,
    o mundo desvie o olhar.
  283. A complacência é sempre um risco.
  284. E o outro risco, claro,
    é que trabalhar duro por tanto tempo,
  285. dormindo pouquíssimas horas
    nos últimos meses,
  286. deixa as pessoas cansadas, exaustas
  287. e esses novos riscos começam
    a atingir profissionais e voluntários.
  288. Senhoras e senhores
    -- acabo de voltar da África Ocidental --
  289. o povo e os líderes desses países,
  290. eles não são complacentes.
  291. Eles querem erradicar o Ebola
    em seus países.
  292. E, sim, eles estão cansados,
    mas não esgotados.
  293. Eles têm energia, coragem
  294. e força para ir até o final.
  295. O que eles precisam nesse momento,
    senhoras e senhores,
  296. é do sólido apoio
    da comunidade internacional,
  297. para dar suporte,
  298. para estimular e atrair ainda mais ajuda
    para finalizar o trabalho.
  299. Porque eliminar o Ebola nesse momento
    significa virar o jogo contra o vírus
  300. e transformar a caça em caçador.
  301. Lembrem que esse vírus e toda
    essa crise começou com apenas um caso,
  302. e terminará com apenas um caso.
  303. Mas só terminará se todos esses países
    tiverem epidemiologistas,
  304. agentes de saúde, analistas logísticos
    e outros parceiros em número suficiente
  305. para detectar os casos, monitorar
    quem teve contato com os infectados,
  306. e garantir que a doença seja eliminada
    de uma vez por todas.
  307. Senhoras e senhores, o Ebola
    pode ser derrotado.
  308. Precisamos divulgar essa história
    para todos que quiserem ouvir,
  309. ensiná-los como derrotar o Ebola,
  310. e acima de tudo, precisamos atuar
    junto às pessoas
  311. que podem nos ajudar a enviar os recursos
    necessários para esses países,
  312. para derrotar essa doença.
  313. Muitas pessoas ainda
    vão sobreviver e prosperar
  314. em parte graças ao que vocês fazem
    para nos ajudar a derrotar o Ebola.
  315. Obrigado.
  316. (Aplausos)