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← Vencendo o Ebola | Bruce Aylward | TEDxPlaceDesNations

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Showing Revision 10 created 02/25/2015 by Tulio Leao.

  1. Quando me pediram, ou melhor, convidaram,
    a dar esta palestra há alguns meses
  2. nós discutimos uma série
    de títulos com os organizadores
  3. e muitos de títulos diferentes
    foram sugeridos e discutidos,
  4. mas ninguém sugeriu
    este que vocês veem hoje aqui.
  5. A razão para isso era que, há dois meses,
  6. o Ebola estava aumentando
    exponencialmente
  7. e se estendendo por mais áreas geográficas
    do que jamais tínhamos visto
  8. e o mundo ficou apavorado, preocupado,
    e alarmado com esta doença
  9. de uma forma nunca vista
    na história recente.
  10. Mas hoje, estou aqui para falar
    com vocês sobre como vencer o Ebola
  11. graças as pessoas
    de quem vocês nunca ouviram falar,
  12. pessoas como Peter Clement,
  13. um médico liberiano,
    que está trabalhando no Distrito de Lofa,
  14. um lugar que muitos de vocês nunca
    ouviram falar, provavelmente, na Libéria.
  15. O motivo que o Distrito de Lofa
    é tão importante
  16. é que há cerca de cinco meses,
  17. quando a epidemia
    estava apenas começando a escalar,
  18. o Distrito de Lofa estava bem
    no epicentro dessa epidemia.
  19. Naquele momento,
    a MSF e o centro de tratamento lá
  20. estavam atendendo dezenas
    de pacientes ao dia,
  21. e esses pacientes, estas comunidades,
    foram ficando cada vez mais apavorados
  22. com o passar do tempo com esta doença
    e o que ela fazia com as suas famílias,
  23. suas comunidades,
    seus filhos e seus parentes.
  24. Então Peter Clement ficou encarregado de
    guiar numa estrada acidentada por 12 horas
  25. da capital Monróvia até o Distrito de Lofa
  26. para tentar ajudar a trazer controle
    para a escalada epidêmica lá.
  27. E o que Peter encontrou quando chegou
    foi o terror que mencionei a vocês.
  28. Então ele sentou-se com
    os chefes locais e os ouviu.
  29. E o que ele ouviu foi desolador;
  30. ele ouviu sobre a devastação
    e o desespero das pessoas
  31. afetadas por esta doença.
  32. Ele ouviu as histórias desoladoras
  33. não apenas sobre os danos
    que o Ebola causou ao povo,
  34. mas o que fez com as famílias,
    e com as comunidades.
  35. E ele escutou a chefes locais
    de lá e eles disseram:
  36. "Quando nossos filhos
    estão doentes e morrendo,
  37. não podemos segurá-los em um momento
    que queremos estar mais próximos deles.
  38. Quando nossos familiares morrem,
  39. não podemos cuidar deles
    como a nossa tradição exige.
  40. Não somos permitidos a lavar
    os corpos para enterrá-los
  41. da forma como nossas comunidades
    e nossos rituais exigem.
  42. E por este motivo,
  43. eles estavam profundamente
    perturbados e alarmados
  44. e toda a epidemia foi
    se desenrolando na frente deles.
  45. As pessoas estavam buscando
    os profissionais da saúde,
  46. os heróis que tinham vindo tentar
    e ajudar a salvar a comunidade,
  47. e trabalhar com a comunidade,
    e não puderam ter acesso a eles.
  48. Em seguida Peter explicou aos líderes;
  49. os líderes o ouviram
    e reverteram a situação.
  50. E Peter explicou o que Ebola era
    como a doença era,
  51. e explicou o que fez
    para as comunidades deles,
  52. e que o Ebola ameaçava
    tudo o que nos tornava humanos:
  53. Ebola significa que não poderiam segurar
    os filhos como o fariam nesta situação,
  54. eles não poderiam enterrar
    seus mortos da maneira que fariam,
  55. eles teriam que confiar nas pessoas
    em trajes espaciais para fazê-lo por eles.
  56. E senhoras e senhores, o que aconteceu
    em seguida foi bastante extraordinário:
  57. a comunidade, os profissionais
    de saúde e Peter sentaram-se juntos
  58. e elaboraram um novo plano para
    controlar o Ebola no Distrito de Lofa.
  59. E a razão pela qual esta é uma história
    tão importante, senhoras e senhores,
  60. é que hoje, este distrito,
  61. que está bem no meio
    dessa epidemia que vocês têm visto,
  62. vocês têm lido nos jornais,
  63. vocês têm assistido na televisão,
  64. hoje, o Distrito de Lofa está há quase
    8 semanas sem um único caso de Ebola.
  65. (Aplausos)
  66. Isso não significa que o trabalho
    esteja completo, obviamente;
  67. ainda há um grande risco
    de que haverá casos adicionais lá,
  68. mas o que isso nos ensina
    é que o Ebola pode ser vencido.
  69. Essa é a questão chave.
  70. Mesmo com a escala,
  71. com o rápido tipo de crescimento
    que vimos em um ambiente como este aqui,
  72. nós sabemos que o Ebola pode ser vencido.
  73. Quando as comunidades se reúnem com
    profissionais de saúde, trabalham juntos,
  74. é quando esta doença
    pode ser interrompida.
  75. Mas como é que o Ebola foi parar
    no Distrito de Lofa em primeiro lugar?
  76. Bem, para isso, temos de voltar
    12 meses, para o início da epidemia.
  77. E como muitos sabem,
    este vírus não foi detectado,
  78. ele iludiu a detecção por três
    ou quatro meses quando começou.
  79. Isso porque não é
    uma doença da África Ocidental,
  80. é uma doença da África Central,
    metade de um continente distante.
  81. As pessoas não tinham visto
    a doença antes,
  82. profissionais da saúde
    não tinham visto a doença antes.
  83. Não sabiam com o que eles estavam lidando.
  84. E para torná-lo
    ainda mais complicado,
  85. o próprio vírus estava causando
    um sintoma, um tipo de apresentação
  86. que não era clássico da doença,
  87. por isso, as pessoas sequer reconheceram
    a doença, aquelas que conheciam o Ebola.
  88. Por isso, ele escapou
    detecção por algum tempo,
  89. mas, ao contrário da crença pública
    às vezes, esses dias,
  90. uma vez que o vírus foi detectado,
    houve uma rápida onda de apoio.
  91. A MSF rapidamente montou na área um centro
    de tratamento de Ebola, como devem saber,
  92. a Organização Mundial de Saúde
    e os parceiros com os quais ela trabalha
  93. dispuseram centenas de pessoas
    ao longo dos dois meses seguintes
  94. para ajudar a rastrear o vírus.
  95. O problema, senhoras e senhores,
  96. é que na época o vírus,
    bem conhecido agora como Ebola,
  97. tinha se espalhado para bem longe.
  98. Ele já havia superado
    o que era uma das maiores respostas
  99. que tinham sido montadas até então
    para um surto de Ebola.
  100. Em meados do ano,
  101. não apenas a Guiné, mas a Serra Leoa
    e a Libéria também estavam infectadas.
  102. O vírus se espalhou geograficamente,
    os números foram aumentando,
  103. e neste momento,
  104. não apenas centenas de pessoas
    foram infectadas e mortas pela doença
  105. mas igualmente importante,
  106. a linha de frente dos socorristas,
    pessoas que tinham ido para ajudar,
  107. os profissionais de saúde,
    os outros socorristas,
  108. também estavam doentes
    e moribundos às dezenas.
  109. Os presidentes destes países
    reconheceram as emergências.
  110. Eles se reuniram naquela época,
  111. eles concordaram sobre uma ação comum,
  112. e elaboraram um centro de operações
    de emergência conjunto em Conakry
  113. para tentar trabalhar juntos
    para terminar esta doença e detê-la,
  114. para implementar as estratégias
    que falamos antes.
  115. Mas o que aconteceu em seguida foi algo
    que não tínhamos visto antes com o Ebola.
  116. O que aconteceu foi que o vírus,
    ou alguém infectado com ele,
  117. embarcou num avião, voou para outro país,
  118. e pela primeira vez,
  119. vimos num outro país distante
    o vírus aparecer novamente.
  120. Desta vez foi na Nigéria,
  121. na enorme metrópole
    de Lagos, 21 milhões de pessoas;
  122. agora o vírus estava naquele ambiente.
  123. E como podem prever, houve um alarme
    e preocupação internacionais
  124. em uma escala não vista nos últimos
    anos causada por uma doença como essa.
  125. A Organização Mundial de Saúde convocou
    imediatamente um painel de peritos,
  126. observou a situação e a declarou
    uma emergência mundial.
  127. E ao fazê-lo, a expectativa seria
  128. que haveria uma enorme onda
    de assistência internacional
  129. para ajudar esses países que estavam com
    tantos problemas e preocupação na época.
  130. Mas vimos algo muito diferente.
  131. Houve uma grande resposta.
  132. Um número de países vieram para ajudar
    -- muitas ONGs e outros, como sabem --
  133. mas ao mesmo tempo,
    o contrário aconteceu em muitos lugares.
  134. O alarme escalou, e muito em breve,
  135. esses países passaram a não receber
    o apoio de que precisavam
  136. e ficaram cada vez mais isolados.
  137. O que vimos foi companhias aéreas
    começarem a voar para esses países,
  138. e pessoas que não haviam
    sido expostas ao vírus ainda
  139. não eram mais autorizadas a viajar.
  140. Isso causou problemas não apenas
    para os próprios países, obviamente,
  141. mas também para a resposta.
  142. Aquelas organizações
    que estavam tentando trazer pessoas
  143. para tentar ajudá-los a combater o surto,
    não conseguiam embarcar pessoas nos aviões
  144. e não conseguiam que entrassem
    nos países para ajudar.
  145. Em situações como essa,
    um vírus como o Ebola leva a vantagem.
  146. E o que vimos em seguida foi algo
    que também não tínhamos visto antes.
  147. Não apenas este vírus
    continuou nos lugares
  148. que já tinham sido infectados,
    mas também começou a escalar
  149. e vimos os números de casos
    que vocês veem aqui,
  150. algo que nunca vimos
    antes de tal escala,
  151. e aumento exponencial de casos de Ebola
  152. não somente nesses países
    ou áreas já infectadas destes países,
  153. mas também se alastrando
    cada vez mais fundo nestes países.
  154. Senhoras e senhores,
  155. esta foi uma das mais preocupantes
    emergências internacionais
  156. na saúde pública que já vimos.
  157. E o que aconteceu
    nestes países, em seguida,
  158. -- muitos de vocês viram, novamente,
    na televisão, leram no jornais --
  159. vimos o sistema de saúde entrar
    em colapso sob o peso dessa epidemia.
  160. Vimos as escolas começarem a fechar
  161. os mercados já não funcionavam
    da maneira que deveriam nestes países.
  162. Vimos a desinformação, as percepções
    incorretas começarem a se espalhar
  163. ainda mais rapidamente
    através das comunidades
  164. que ficaram ainda mais
    alarmadas sobre a situação.
  165. Elas começaram a recuar das pessoas
    que vocês viram nos trajes espaciais,
  166. -- como eles as chamam --
  167. que tinham vindo ajudá-las.
  168. E, em seguida, a situação
    deteriorou-se ainda mais:
  169. os países tiveram que declarar
    estado de emergência,
  170. grandes populações precisaram
    de quarentena em umas áreas
  171. e então revoltas eclodiram.
  172. Foi uma situação muito, muito terrível.
  173. E no mundo, muitas pessoas
    começaram a perguntar:
  174. "Podemos por um fim no Ebola
    quando começar a se espalhar assim?"
  175. "O quanto sabemos sobre esse vírus?"
  176. A realidade é que não sabemos
    o Ebola extremamente bem.
  177. É uma doença relativamente moderna
    em termos do que sabemos sobre ela;
  178. conhecemos a doença há apenas 40 anos
  179. desde que apareceu pela primeira vez
    na África Central, em 1976.
  180. Mas, apesar disso,
    nós sabemos muitas coisas:
  181. sabemos que este vírus provavelmente
    sobrevive em um tipo de morcego,
  182. sabemos que ele provavelmente
    entra na população humana
  183. quando entramos em contato
    com um animal selvagem
  184. que tenha sido infectado com o vírus
    e provavelmente adoeceu com ele,
  185. e sabemos que o vírus
    se espalha de pessoa para pessoa
  186. por fluídos corporais contaminados.
  187. E como vocês todos viram,
  188. conhecemos a terrível doença
    causada nos seres humanos,
  189. onde vimos febres severas,
    diarreia, vômitos,
  190. e depois, infelizmente -- e em 70%
    dos casos ou muitas vezes mais -- a morte.
  191. Essa é uma doença perigosa,
    debilitante e mortal.
  192. Mas apesar de não conhecermos
    esta doença por muito tempo,
  193. e não sabermos tudo sobre ela,
    nós sabemos como deter essa doença.
  194. Há quatro coisas
    que são críticas para deter o Ebola.
  195. Primeiro e acima de tudo,
  196. as comunidades precisam
    entender esta doença,
  197. como ela se espalha e como detê-la.
  198. E então temos
    que ser capazes de ter sistemas
  199. que possam encontrar cada único caso,
    todos os contatos daqueles casos,
  200. e começar a rastrear a cadeia de
    transmissão para interrompê-la.
  201. Temos que ter centros de tratamento
    especializados em Ebola,
  202. onde trabalhadores possam ser protegidos
  203. à medida que eles tentem
    dar apoio às pessoas infectadas,
  204. para que possam sobreviver à doença.
  205. E então, para aqueles que morrem,
    devemos garantir
  206. um processo de sepultamento seguro,
    mas ao mesmo tempo digno
  207. para que não haja propagação
    naquele momento também.
  208. Então nós sabemos como deter o Ebola.
  209. e essas estratégias funcionam,
    senhoras e senhores.
  210. O vírus foi interrompido na Nigéria
    por essas quatro estratégias,
  211. através da implementação do povo.
  212. Ele foi interrompido no Senegal
    onde tinha se espalhado,
  213. e também nos outros países
  214. que foram afetados
    por este vírus, neste surto.
  215. Portanto, não há nenhuma dúvida
    que estas estratégias funcionam realmente.
  216. A grande questão, senhoras e senhores,
  217. era saber se estas estratégias poderiam
    funcionar nesta escala, nesta situação,
  218. com tantos países afetados com
    o crescimento exponencial que vocês viram.
  219. Essa era a grande questão que estávamos
    enfrentando há dois ou três meses.
  220. Hoje nós sabemos a resposta
    para aquela pergunta.
  221. Sabemos a resposta
    graças ao trabalho extraordinário
  222. de um incrível grupo de ONGs,
    de governos, de líderes locais,
  223. de agências das Nações Unidas e muitas
    humanitárias e outras organizações
  224. que vieram e se juntaram à luta para
    tentar parar o Ebola na África Ocidental.
  225. Mas o que tinha de ser feito
    lá era um pouco diferente.
  226. Esses países tomaram
    essas estratégias que lhes mostrei
  227. -- engajamento das comunidades,
    detecção de casos, rastreio de contatos --
  228. e eles as inverteram.
  229. Havia tanta doença que eles
    a abordaram de forma diferente.
  230. Eles decidiram em primeiro lugar
    tentar desacelerar esta epidemia
  231. pela rápida criação
    de tantos leitos quanto possível
  232. em centros de tratamento especializados,
  233. para que pudessem prevenir que a doença
  234. se propagasse daqueles
    que haviam sido infectados.
  235. Eles montaram rapidamente
    muitas equipes de sepultamento.
  236. para que pudessem lidar
    com segurança com os mortos,
  237. e com isso, eles tentariam
    retardar a epidemia para ver
  238. se ela realmente poderia ser controlada
  239. usando a abordagem clássica de detecção
    de casos e rastreio de contatos.
  240. E quando fui para a África Ocidental
    há uns três meses,
  241. eu vi algo extraordinário.
  242. Eu vi presidentes
  243. abrindo centros de operação de emergência
    eles próprios contra o Ebola
  244. para que pudessem coordenar
    supervisionar e defender pessoalmente
  245. a onda de apoio internacional
    para tentar impedir esta doença.
  246. Vimos militares dentro desses
    países e de muito longe,
  247. vindo ajudar a construir
    centros de tratamento de Ebola
  248. que poderiam ser usados para isolar
    aqueles que estavam doentes.
  249. Vimos o Movimento da Cruz Vermelha
  250. trabalhando com suas
    agências parceiras no campo
  251. ajudando a treinar a comunidade
    para que eles mesmos pudessem
  252. enterrar seus mortos
    com segurança e dignidade.
  253. E vimos as agências das Nações Unidas,
    o Programa Mundial de Alimentos,
  254. construir uma enorme ponte aérea
    que poderia levar os socorristas
  255. a cada canto destes países rapidamente
  256. para implementar as estratégias
    que acabamos de falar.
  257. O que vimos, senhoras e senhores,
    que é provavelmente o mais impressionante,
  258. foi este incrível trabalho
    por parte dos governos
  259. e dirigentes desses países,
    com as comunidades,
  260. para tentar garantir que as pessoas
    haviam compreendido a doença,

  261. e as coisas extraordinárias que
    teriam de fazer para tentar deter o Ebola.
  262. E como resultado, senhoras e senhores,
  263. vimos algo que não sabíamos
    apenas dois ou três meses antes,
  264. se seria ou não possível.
  265. O que vimos foi
  266. o que vocês veem agora neste gráfico
    quando contamos em primeiro de dezembro.
  267. Nós vimos que podíamos
    dobrar a curva, digamos,
  268. alterar esse crescimento exponencial,
  269. e trazer alguma esperança de volta
    para a capacidade de controlar este surto.
  270. E por essa razão, senhoras e senhores,
    não há absolutamente nenhuma dúvida agora
  271. que podemos alcançar este surto na África
    Ocidental e podemos vencer o Ebola.
  272. A grande questão que muitas
    pessoas estão perguntando,
  273. mesmo quando viram esta curva:
  274. "Bom, espera aí;
    isso é ótimo, você pode retardá-lo,
  275. mas você pode trazê-lo para zero?"
  276. Já respondemos a essa pergunta
    logo no início desta palestra,
  277. quando eu falei sobre
    o Distrito de Lofa, na Libéria.
  278. Nós contamos a história de como
    o Distrito de Lofa chegou a uma situação
  279. na qual eles não viam o Ebola
    durante oito semanas.
  280. Mas existem histórias semelhantes
    de outros países também.
  281. Em Guéckédou, na Guiné,
  282. a primeira área onde o primeiro caso
    foi realmente diagnosticado,
  283. temos visto pouquíssimos casos
    nos últimos meses.
  284. E aqui em Kenema, na Serra Leoa
    -- outra área do epicentro --
  285. não temos visto o vírus
    por mais de duas de semanas.
  286. Muito cedo para declarar
    vitória, obviamente,
  287. mas a evidência é que a resposta
    não apenas pode alcançar a doença,
  288. mas a doença pode ser liquidada.
  289. O desafio agora, é claro,
    é fazer isso na escala necessária
  290. através destes três países
    e esse é um grande desafio,
  291. porque quando se está em algo
    por tanto tempo, nesta escala,
  292. duas outras grandes ameaças
    juntam-se ao vírus.
  293. A primeira das quais é a complacência,
  294. o risco de quando a curva
    desta doença começa a descer,
  295. a mídia e o mundo olham para outro lado.
  296. A complacência é sempre um risco.
  297. E o outro risco é que quando você vêm
    trabalhando tão duro por tanto tempo
  298. e dormindo tão poucas
    horas ao longo dos últimos meses,
  299. as pessoas ficam cansadas e fatigadas,
  300. e estes novos riscos
    começam a rastejar na resposta.
  301. Senhoras e senhores,
    eu posso lhes dizer que hoje
  302. -- acabei de voltar da África Ocidental --
  303. o povo e os líderes destes países,
  304. não são complacentes;
  305. eles querem eliminar
    o Ebola em seus países.
  306. E essas pessoas estão cansadas,
    mas elas não estão fatigadas.
  307. Elas têm uma energia e coragem,
  308. eles têm a força para por um fim nisso.
  309. O que eles precisam neste ponto é do
    apoio firme da comunidade internacional,
  310. para ficar com eles, para apoiá-los
  311. e trazer ainda mais apoio
    neste momento, para terminar o trabalho.
  312. Porque eliminar o Ebola nesse momento
  313. significa reverter a situação
    desse vírus e começar a caçá-lo.
  314. Lembrem-se, este vírus,
    -- ou melhor, toda esta crise --
  315. começou com um caso,
    e vai terminar com um caso.
  316. Mas ela só vai terminar se aqueles países
    tiverem suficientes epidemiologistas,
  317. profissionais de saúde e logística
    e suficientes pessoas trabalhando com eles
  318. para serem capazes de encontrar cada um
    daqueles casos, rastrear seus contatos
  319. e se certificarem de que esta doença
    pare de uma vez por todas.
  320. Posso dizer após ter recém retornado,
  321. que eles não são complacentes,
    não estão fatigados
  322. e eles vão terminar o trabalho,
    se tiverem o apoio de que necessitam.
  323. Senhoras e senhores,
    vocês conhecem a história do Ebola,
  324. -- nós acabamos de contar
    a história do Ebola --
  325. e ele pode ser vencido.
  326. Agora, precisamos que levem essa história
  327. e a contem para pessoas que irão ouvir
  328. e informá-las sobre
    o que significa vencer o Ebola.
  329. E o mais importante,
  330. é que precisamos de vocês
    como porta-vozes com pessoas
  331. que possam nos ajudar a trazer os recursos
    que precisamos nesses países,
  332. para vencer essa doença.
  333. Senhoras e senhores,
  334. há muitas pessoas lá fora
    que irão sobreviver e prosperar
  335. em parte por causa do que vocês farão
    para nos ajudar a vencer o Ebola.
  336. Obrigado.
  337. (Aplausos)