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← O cérebro em relação à improvisação

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Showing Revision 5 created 12/04/2016 by Margarida Ferreira.

  1. Eu sou um cirurgião que estuda
    a criatividade,
  2. e eu nunca tive um paciente
    que me dissesse:
  3. "Eu quero que você seja criativo
    durante a cirurgia."
  4. Eu acho que há um bocadinho
    de ironia nisso.
  5. No entanto, diria que,
    depois de ter feito muitas cirurgias,
  6. é parecido com tocar
    um instrumento musical.
  7. Para mim, este profundo e contínuo
    fascínio pelo som
  8. foi o que me levou a ser cirurgião
  9. e a estudar a ciência do som,
    em particular a música.
  10. Vou falar-vos da minha carreira
  11. em termos de como sou capaz
    de tentar estudar música
  12. e tentar agarrar-me a questões
  13. de como é o cérebro capaz de ser criativo.
  14. Fiz a maioria deste trabalho
    na Johns Hopkins University,
  15. e no National Institute of Health.
  16. Vou mostrar algumas
    experiências científicas
  17. e mostrar três experiências musicais.
  18. Vou começar por mostrar-vos um vídeo.

  19. Este vídeo é de Keith Jarrett,
    um improvisador de "jazz" bem conhecido
  20. e provavelmente o mais conhecido
    exemplo icónico
  21. de alguém que leva improvisação
    a um nível muito alto.
  22. Ele improvisa concerto inteiros
    de cabeça,
  23. e nunca volta a tocar exatamente
    da mesma maneira.
  24. Como forma de criatividade intensa,
  25. acho que este é um excelente exemplo.
  26. Então porque não clicamos no vídeo.
  27. (Música)

  28. É realmente extraordinário e magnífico
    o que acontece ali.

  29. Eu sempre — apenas como ouvinte e fã —
  30. ouço aquilo e fico espantado.
  31. Eu penso: "Como é que isto é possível?"
  32. Como é que o cérebro pode gerar
    tanta informação,
  33. tanta música, espontaneamente?
  34. Então parti deste conceito,
    cientificamente,
  35. de que a criatividade artística,
    é mágica, mas não é magia,
  36. ou seja, é um produto do cérebro.
  37. Não existem muitas pessoas
    com morte cerebral a fazer arte.
  38. Com esta noção de que
    a criatividade artística
  39. é, de facto, um produto neurológico,
  40. peguei nesta tese
    de que poderemos estudá-lo
  41. tal como podemos estudar
    outros processos neurológicos complexos.
  42. Coloquei algumas subquestões.
  43. Será possível estudar
    cientificamente a criatividade?
  44. Acho que esta é uma boa pergunta.
  45. Digo-vos, a maioria dos
    estudos científicos sobre a música,
  46. são muito densos.
  47. Quando os estudamos, é muito difícil
    reconhecer neles a música.
  48. De facto, parecem estar
    desprovidos de música
  49. e perdem a essência da música.
  50. Isso leva-nos à segunda questão:

  51. Deveriam os cientistas
    estudar a criatividade?
  52. Seremos as pessoas certas para o fazer?
  53. Talvez, mas direi que,
    de uma perspetiva científica
  54. — falámos muito sobre inovação hoje —
    a ciência da inovação,
  55. o quanto entendemos sobre
    a capacidade de inovação do cérebro
  56. está na sua infância.
  57. Sabemos muito pouco
    sobre como somos capazes de ser criativos.
  58. E acho que vamos ver,
    durante os próximos 10, 20, 30 anos
  59. uma verdadeira ciência da criatividade
    que está a nascer e irá florescer.
  60. Porque agora temos novos métodos
    que nos permitem
  61. levar este tipo de processo,
  62. improvisação de "jazz" complexa
    e estudá-lo rigorosamente.
  63. E chega ao cérebro.
  64. E todos nós temos um cérebro excecional,
  65. que é, no mínimo, muito pouco entendido.
  66. Penso que os neurocientistas
  67. têm muito mais perguntas do que respostas.
  68. Eu hoje, não vos darei
    muitas respostas,
  69. vou fazer apenas muitas perguntas.
  70. É sobretudo isso o que faço
    no meu laboratório.

  71. Como é que o cérebro
    nos permite fazer tais coisas?
  72. Este é o método que uso.
    Chama-se IRM funcional.
  73. Se já estiveram num "scanner" de IRM,
    é basicamente o mesmo,
  74. mas este está equipado de modo especial
  75. para não tirar apenas fotos do cérebro,
  76. mas para tirar fotos também
    das partes ativas do cérebro.
  77. Isto é feito do seguinte modo:
  78. A Imagem BOLD é a imagem do nível
    dependente de oxigénio no sangue.
  79. Quando se está num scanner IRMf,
  80. está-se dentro de um grande íman
  81. que alinha as moléculas em certas áreas.
  82. Quando uma área do cérebro está ativa,
    ou seja, uma área neural ativa,
  83. recebe fluxo de sangue desviado
    para essa área.
  84. Esse fluxo sanguíneo aumenta
  85. o sangue local nessa área
  86. com uma mudança de concentração
    de desoxihemoglobina.
  87. A desoxihemoglobina
    pode ser detetada na IRM,
  88. enquanto que a oxihemaglobina não pode.
  89. Através deste método
  90. — estamos a medir fluxo sanguíneo,
    não a atividade nervosa —
  91. dizemos que a área do cérebro
    que recebe mais sangue
  92. estava ativa durante uma certa tarefa.
  93. E é esse o ponto crucial
    de como a IRMf trabalha.
  94. É usada desde os anos 90
  95. para estudar processos muito complexos.
  96. Agora vou analisar um estudo que fiz,

  97. que foi Jazz num scanner IRMf.
  98. Isto foi feito com o meu colega
    Alan Braun, na NIH.
  99. Este é um pequeno vídeo de como o fizemos.
  100. (Vídeo) Isto é um teclado
    de um piano MIDI de plástico

  101. que usamos para experiências de "jazz".
  102. É um teclado com 35 teclas
  103. concebido para caberem os dois
    dentro do "scanner",
  104. ser magneticamente seguro,
  105. ter interferência mínima
  106. que contribua para qualquer artefacto
  107. e temos esta almofada para ser pousada
    nas pernas do músico
  108. enquanto estão deitados no "scanner",
    a tocar de costas.
  109. E funciona assim — isto não produz
    nenhum som.
  110. Emite o chamado sinal MIDI
  111. — ou Interface digital
    de um instrumento musical —
  112. através destes cabos dentro da caixa
    e depois do computador,
  113. que depois aciona exemplos de pianos
    de alta qualidade, como estes.
  114. (Música)

  115. (Música)

  116. Charles Limb: Ok, trabalha.

  117. Através deste teclado,
  118. temos o necessário
    para estudar o processo musical.
  119. E o que fazemos agora que temos
    este teclado fixe?
  120. Não se pode dizer:
    "Fantástico, temos o teclado".
  121. Temos que elaborar
    uma experiência científica.
  122. A experiência assenta no seguinte.
  123. O que acontece no cérebro durante algo
    que é memorizado e sobre-aprendido,
  124. e o que acontece no cérebro durante algo
  125. gerado espontaneamente ou improvisado,
  126. de modo a ser combinado motoramente
  127. e em termos de características
    do motor sensorial de baixo-nível?
  128. Então, eu tenho aqui
    o que chamamos de paradigma.

  129. Há uma escala paradigma, tocar a escala
    de cima para baixo, memorizada.
  130. E depois há a improvisação numa escala
  131. — semínimas, metrónomo, direita —
  132. cientificamente muito seguro,
  133. mas musicalmente muito aborrecido.
  134. E uma que é chamada
    de paradigma "jazz".
  135. Trouxemos músicos
    profissionais de "jazz" à NIH,
  136. e eles memorizaram esta partitura
    do lado inferior esquerdo
  137. — que é o que me ouviram tocar —
  138. e depois pusemo-los a improvisar
    as mesmas mudanças de acordes.
  139. Carregando no ícone de som
    em baixo à direita,
  140. temos o exemplo
    do que foi gravado no "scanner".
  141. (Música)

  142. Não é o ambiente mais natural,

  143. mas eles conseguem
    tocar música a sério.
  144. Eu ouvi aquele solo 200 vezes,
    e ainda gosto dele.
  145. Os músicos estavam confortáveis no final.
  146. Primeiro medimos o número de notas.
  147. Estavam a tocar mais
    notas quando improvisavam?
  148. Não era isso que estava a acontecer.
  149. Depois olhámos para a atividade cerebral.
  150. Vou tentar condensar isto para vocês.
  151. Isto são mapas de contraste que
    mostram subtrações
  152. entre o que muda quando se improvisa
  153. versus quando se faz algo decorado.
  154. A vermelho está a área ativa
    no córtex pré-frontal,
  155. o lobo frontal do cérebro.
  156. E a azul a área que estava desativada.
  157. Chamamos a esta área focal
    córtex pré-frontal mediano
  158. que aumentou a atividade.
  159. Temos esta ampla área chamada
    córtex pré-frontal lateral
  160. que baixou a atividade,
    e eu vou resumir-vos isto.
  161. Isto são áreas multifuncionais do cérebro.

  162. Como gosto de dizer,
    não são as áreas do "jazz" do cérebro.
  163. Elas fazem uma grande variedade de coisas
  164. que têm a ver com autorreflexão,
  165. introspeção, memória trabalhada etc.
  166. A consciência real está no lobo frontal.
  167. Mas temos a combinação
  168. de uma área que pensamos estar envolvida
    com a automonitorização, "desligada",
  169. e a área que pensamos ser autobiográfica,
  170. ou expressividade própria, "ligada".
  171. Achamos, pelos menos
    neste estudo preliminar — é um estudo.
  172. Provavelmente está errado.
  173. Mas é um estudo.
  174. Achamos que, no mínimo,
    uma hipótese razoável
  175. é, para ser criativo,
  176. tem de se fazer
    esta dissociação no lobo frontal.
  177. Uma área liga, e a área maior desliga,
  178. para não estarmos inibidos,
    para estarmos dispostos a errar,
  179. de modo a não estarmos sempre a desligar
  180. todos os impulsos produtores novos.
  181. Muita gente sabe que a música
    não é sempre uma atividade a solo
  182. — por vezes é feita comunicativamente.
  183. E a pergunta era:

  184. Que acontece se os músicos
    trocam para a frente e para trás,
  185. — "troca de quatro compassos" —
  186. como se faz numa experiência de "jazz"?
  187. Isto é um "blue" de doze compassos.
  188. Tornei-o em grupos
    de quatro compassos aqui,
  189. assim sabem como iriam trocar.
  190. Levámos um músico para o "scanner",
  191. fizemo-lo memorizar a melodia
  192. e tínhamos outro músico
    na sala de controlo
  193. a trocar de trás para a frente
    interactivamente.
  194. Este é o músico, Mike Pope,

  195. um dos melhores baixistas do mundo
    e um pianista fantástico.
  196. Ele está a tocar a peça
  197. que vimos só um bocadinho melhor
    do que o que eu escrevi.
  198. (Vídeo) CL: Mike, entra.
    (Homem: Que a força esteja contigo.)

  199. Enfermeira: Nada nos bolsos ok?
  200. Mike Pope: Não. Nada nos bolsos.
    (Enf.: Ok.)
  201. CL: Tem de se ter a atitude certa
    para concordar fazê-lo.

  202. (Risos)
  203. Até é divertido.
  204. E agora estamos a tocar
    de trás para a frente.
  205. Ele está ali. Podem ver-se as pernas dele.
  206. Estou aqui na sala de controlo, a trocar.
  207. (Música)

  208. (Vídeo) Mike P.: É uma boa representação

  209. de como é.
  210. É bom que não seja muito rápido.
  211. O facto de se fazer repetidamente
  212. deixa-nos ambientar ao que nos rodeia.
  213. A parte mais difícil para mim foi
    a coisa cinestésica,
  214. de olhar para as minha mãos
  215. através de dois espelhos,
  216. deitado de costas
  217. e não me poder mexer,
    além da minha mão.
  218. Foi um desafio.
  219. Mas de novo,
  220. tive momentos, de certeza,
  221. tive momentos
  222. absolutamente de verdadeira e honesta
    interação musical.
  223. CL: Aqui, esperamos uns momentos.

  224. Vemos aqui
  225. — e estou a cometer
    um pecado mortal em ciência,
  226. que é mostrar-vos dados preliminares.
  227. São os dados de um indivíduo.
  228. De facto, dados de Mike Pope.
  229. O que estou a mostrar?
  230. Quando ele está a trocar quatros comigo,
    improvisação "versus" memória,
  231. a área linguística dele iluminou-se,
    a área de Broca,
  232. que é o giro frontal inferior na esquerda.
  233. Aliás ele tinha um homólogo na direita.
  234. Pensa-se que esta área está envolvida
    na expressividade da comunicação.
  235. Esta noção de que a música é um idioma,
  236. que existe uma base neurológica para isso,
  237. podemos vê-lo quando dois músicos
    têm uma conversação musical.
  238. Fizemos isto em oito indivíduos até agora,
  239. e estamos a juntar os dados.
  240. Espero dizer algo significativo.
  241. Quando penso em improvisação e linguagem,
    o que vem a seguir?

  242. "Rap", claro, "rap"
  243. — estilo livre.
  244. Sempre me senti fascinado
    pelo estilo livre.
  245. E vamos prosseguir e ver este vídeo.
  246. (Vídeo) "RAP": ♫ "... brown skin I be" ♫

  247. ♫ "Rockin' it when I be,
    in your vicinity" ♫
  248. ♫ "Whole-style synergy,
    recognize symmetry" ♫
  249. ♫ "Go and try to injure me,
    broke 'em down chemically" ♫
  250. ♫ "Ain't the number 10 M.C.,
    talk about how been I be" ♫
  251. ♫ "Styled it like Kennedy,
    late like a 10 to three" ♫
  252. ♫ "When I say when I be,
    girls say bend that key cut" ♫
  253. CL: Existe muita analogia

  254. entre o que ocorre
    no "rap" de estilo livre e no "jazz".
  255. Há muita correlações
    entre as duas formas de música
  256. penso que em diferentes períodos de tempo.
  257. O "rap" tem a mesma função social
  258. que o "jazz" costumava ter.
  259. Então como se estuda o "rap"
    cientificamente?
  260. Os meus colegas pensam que sou maluco,
  261. mas acho que é muito viável.
  262. É como se faz: temos um artista
    de estilo livre.
  263. Vem ao laboratório
    e decora o "rap" que escrevi,
  264. que ele nunca ouviu.
  265. e depois pomo-lo a fazer estilo livre.
  266. Disse aos meus colegas
    que ia fazer "rap" para o TED,
  267. e eles: "Não vais nada."
  268. E eu pensei...
  269. (Risos) (Aplausos)

  270. Mas é assim,

  271. com este grande ecrã,
    podem todos fazer "rap" comigo. ok?
  272. Pusemo-los a memorizar este ícone
  273. do lado inferior esquerdo.
  274. Isto é o estado de controlo.
    Isto é o que eles memorizaram.
  275. Computador: ♫ Memória, baque. ♫

  276. CL: ♫ O baque da batida
    numa repetição conhecida ♫
  277. ♫ Ritmo e rima, fazem-me completo ♫
  278. ♫ A subida é sublime
    quando estou no micro ♫
  279. ♫ Cuspindo rimas
    que te atingem como raios ♫
  280. ♫ Eu busco a verdade
    nesta procura eterna ♫
  281. ♫ A minha paixão não é moda,
    podem ver como estou vestido ♫
  282. ♫ Palavras psicopatas na minha cabeça
    aparecem ♫
  283. ♫ Sussurrar esta letra,
    só eu posso ouvir ♫
  284. ♫ A arte de descobrir
    e o que está a pairar ♫
  285. ♫ Dentro da mente dos não confinados ♫
  286. ♫ Todas estas palavras continuam a cair
    como chuva ♫
  287. ♫ Preciso de um cientista louco
    para ver o meu cérebro... ♫
  288. (Aplausos)

  289. Garanto-vos que isto
    nunca mais vai acontecer.

  290. (Risos)

  291. O que é fantástico
    em relação ao estilo-livre,

  292. vão dizer-lhes diferentes palavras.
  293. Eles não sabem quais são,
    vão ouvir algo de improviso.
  294. Cliquemos no ícone de som direito.
  295. Vão dizer-lhes estas 3 palavras :
    "como", "não" e "cabeça".
  296. Ele não sabe quais as palavras.
  297. Estilo-Livre:
    ♫ "I'm like some kind of..." ♫

  298. ♫ "...extraterrestrial,
    celestial scene" ♫
  299. ♫ "Back in the days, I used
    to sit in pyramids and meditate" ♫
  300. ♫ "With two microphones
    hovering over my head" ♫
  301. ♫ "See if I could still listen,
    spittin' off the sound" ♫
  302. ♫ "See what you grinning" ♫
  303. ♫ "I teach the children
    in the back of the classroom" ♫
  304. ♫ "About the message of apocalyptical" ♫
  305. ♫ "Not really though,
    cause I've got to keep it simple" ♫
  306. ♫ "[Imperceptível] instrumental" ♫
  307. ♫ "Detrimental playing Super Mario" ♫
  308. ♫ "... big boxes... hip hop" ♫
  309. CL : Novamente, algo incrível
    está a acontecer,

  310. neurologicamente,
    é extraordinário.
  311. Se gostam ou não da música é irrelevante.
  312. Falando criativamente,
    é fenomenal.
  313. Este é um pequeno vídeo
    de como fazemos isto dentro do "scanner".
  314. (Risos)
  315. (Vídeo) CL: Estamos aqui com o Emmanuel.

  316. CL: Aquilo foi gravado no "scanner".

  317. (Vídeo) CL : O Emmanuel está no "scanner".

  318. Ele acabou de decorar a rima.
  319. Emmanuel:
    ♫ "Top of the beat with no repeat" ♫

  320. ♫ "Rhythm and rhyme make me complete" ♫
  321. ♫ "Climb is sublime when I'm on the mic" ♫
  322. ♫ "Spittin' rhymes that'll hit you
    like a lightning strike" ♫
  323. ♫ "I search for the truth
    in this eternal quest" ♫
  324. ♫ "I'm passing on fashion; you can see
    how I'm dressed" ♫
  325. CL: Ok. Vou parar aqui.
    O que é que se vê no cérebro dele?

  326. Isto são cérebros de quatro "rappers".
  327. Vemos as áreas da linguagem iluminadas,
  328. mas depois — olhos fechados —
  329. quando estão a improvisar e não decoraram,
  330. temos as principais
    áreas visuais iluminadas.
  331. Há uma atividade cerebral,
    relacionada com a coordenação motora.
  332. Há atividade cerebral intensa quando
    fazemos atividades comparáveis,
  333. quando uma tarefa é criativa
    e a outra memorizada.
  334. É muito preliminar,
    mas acho que é interessante.
  335. Em conclusão,
    temos muitas perguntas a fazer.

  336. E como eu disse,
    vamos fazer perguntas e não responder.
  337. Mas queremos chegar à raiz do que
    é génio criativo, neurologicamente.
  338. Acho que com estes métodos, estamos perto.
  339. Espero que, nos próximos 10, 20 anos,
  340. vocês possam ver estudos reais
    e com significado
  341. que digam que a ciência tem de
    alcançar a arte,
  342. e talvez estejamos a começar a chegar lá.
  343. Quero agradecer pelo vosso tempo.

  344. (Aplausos)