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← Porque é que a ciência realmente inovadora exige um salto em direção ao desconhecido

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Showing Revision 10 created 08/21/2014 by Rafael Galupa.

  1. Durante o meu doutoramento
  2. fiquei desesperadamente bloqueado.
  3. Cada direcção de investigação que experimentava
  4. levava-me a um beco sem saída.
  5. Parecia que os meus pressupostos básicos
  6. tinham deixado de funcionar.
  7. Sentia-me como um piloto
    no meio do nevoeiro
  8. e perdi todo o meu sentido de orientação.
  9. Dexei de me barbear,
  10. não conseguia levantar-me
    da cama de manhã.
  11. Sentia-me indigno
  12. de atravessar os portões da universidade,
  13. porque não era como Einstein ou Newton
  14. ou qualquer outro cientista
  15. que eu tivesse estudado,
  16. porque, na ciência, aprendemos apenas sobre os resultados
  17. mas não sobre o processo.
  18. E por isso, obviamente,eu não podia ser um cientista.
  19. Mas tive bastante apoio

  20. e consegui seguir em frente.
  21. Descobri uma coisa nova sobre a Natureza.
  22. Há um maravilhoso sentimento de calma,
  23. quando se é a única pessoa no mundo
  24. que conhece uma nova lei da Natureza.
  25. Comecei o meu segundo projeto
    de doutoramento,
  26. e voltou a acontecer o mesmo.
  27. Senti-me bloqueado
    mas consegui seguir em frente.
  28. E comecei a pensar:
  29. "Talvez haja aqui um padrão".
  30. Perguntei a outros estudantes
    e eles disseram:
  31. "Sim, isso também acontece connosco,
  32. "mas nunca ninguém nos falou sobre isso."
  33. Todos nós estudamos ciência
  34. como uma série de passos lógicos
    entre perguntas e respostas,
  35. mas fazer investigação não é nada disso.
  36. Ao mesmo tempo,
    eu também andava a estudar

  37. a arte da improvisação.
  38. Assim, era físico durante o dia,
  39. e à noite ria, pulava, cantava
  40. e tocava viola.
  41. O teatro de improvisação,
    tal como a ciência,
  42. caminha para o desconhecido,
  43. porque é preciso fazer uma cena no palco
  44. sem diretor, sem guião,
  45. sem ter uma ideia do que se vai representar
  46. ou do que é que os outros vão fazer.
  47. Mas, ao contrário da ciência,
  48. no teatro de improvisação,
    dizem-nos logo no primeiro dia
  49. o que vai acontecer connosco
    quando estivermos no palco.
  50. Vamos falhar miseravelmente.
  51. Vamos ficar bloqueados.
  52. Temos que praticar mantendo-nos criativos
  53. no sítio onde estamos bloqueados.
  54. Por exemplo, tínhamos um exercício
  55. em que formávamos um círculo.
  56. Cada pessoa tinha que fazer
    a pior dança de sapateado do mundo
  57. e todos os outros aplaudiam
    e felicitavam-nos,
  58. apoiando-nos em cena.
  59. Quando me tornei professor

  60. e tive que guiar os meus alunos
  61. nos seus projetos de investigação,
  62. dei-me conta novamente:
  63. "Não sei o que fazer".
  64. Estudei física, biologia, química
    durante milhares de horas
  65. mas nem uma hora, nem um conceito
  66. sobre como ser mentor, como guiar alguém
  67. para avançar em conjunto
    para o desconhecido ,
  68. sobre motivação.
  69. Virei-me para
    o teatro de improvisação

  70. e disse aos meus alunos,
    logo no primeiro dia,
  71. o que acontece
    quando iniciamos a investigação
  72. e o que isso tem a ver
    com o nosso esquema mental
  73. sobre como deve ser uma investigação.
  74. Porque, sempre que as pessoas
    fazem qualquer coisa,
  75. — por exemplo, se eu quiser tocar
    neste quadro negro —
  76. primeiro, o cérebro constrói um esquema,
  77. uma previsão do que os músculos vão fazer
  78. antes de eu começar a mexer a minha mão.
  79. Se eu ficar bloqueado,
  80. se o meu esquema
    não corresponder à realidade,
  81. isso provoca uma tensão extra
    e uma dissonância cognitiva.
  82. Por isso é melhor que os esquemas
    correspondam à realidade.
  83. Mas se acreditarmos na forma
    como a ciência é ensinada
  84. e se acreditarmos nos manuais,
  85. teremos possibilidade de seguir
    este esquema de investigação:
  86. "A" é a pergunta,
  87. "B" é a resposta.
  88. A investigação é um caminho direto.
  89. O problema é que,
    se uma experiência não resulta,
  90. ou se um estudante fica deprimido,
  91. isso é encarado como um erro crasso
  92. o que provoca uma tensão tremenda.
  93. É por isso que eu ensino aos meus alunos
  94. um esquema mais realista
  95. — isto é um exemplo de quando as coisas
  96. não correspondem ao nosso esquema —
  97. (Risos)
  98. (Aplausos)
  99. Ensino aos meus alunos
    um esquema diferente.

  100. Se "A" é a pergunta,
  101. "B" é a resposta.
  102. (Risos)
  103. — mantenhamo-nos criativos na nuvem
    e continuemos —
  104. As experiências não resultam,
    não resultam,
  105. as experiências não resultam,
    não resultam,
  106. até que chegamos a um lugar
    ligado a emoções negativas
  107. em que parece que
    os nossos pressupostos básicos
  108. deixaram de fazer sentido,
  109. como se alguém puxasse
    o tapete debaixo dos nossos pés.
  110. Chamo a esse lugar a "nuvem".
  111. [Nuvem]
  112. Podemos perder-nos na nuvem
    durante um dia,
  113. uma semana, um mês,
    um ano, uma carreira inteira.
  114. Mas, às vezes, se tivermos sorte
  115. e tivermos apoio suficiente,
  116. ao observar os materiais que temos à mão
  117. ou a meditar talvez sobre a forma da nuvem,
  118. conseguimos ver uma nova resposta:
  119. "C", e decidimos ir atrás dela.
  120. As experiências não resultam,
    não resultam,
  121. mas chegamos lá.
  122. Aí, contamos tudo isso a toda a gente
  123. publicando um artigo em que se lê:
    "A" --> "C",
  124. o que é uma ótima forma de comunicar,
  125. desde que não esqueçamos o caminho
  126. que nos levou até lá.
  127. Ora bem, esta nuvem
    é uma parte inerente da investigação,

  128. uma parte inerente do nosso ofício,
  129. porque a nuvem fica de guarda na fronteira.
  130. Fica de guarda na fronteira
  131. entre o conhecido
  132. e o desconhecido.
  133. Porque, para descobrir algo
    realmente novo,
  134. pelo menos um dos nossos pressupostos
    básicos tem que mudar.
  135. Isto significa que, na ciência,
  136. fazemos uma coisa muito heróica.
  137. Todos os dias, tentamos chegar à fronteira
  138. entre o conhecido e o desconhecido
  139. e encarar a nuvem.
  140. Agora, notem que eu pus "B"

  141. do lado do conhecido,
  142. porque já o conhecíamos desde o início,
  143. mas "C" é sempre mais interessante
  144. e mais importante do que "B".
  145. Então, "B" é essencial para progredirmos
  146. mas "C" é muito mais profundo.
  147. É essa a maravilha da investigação.
  148. Só por aprender esta palavra, "a nuvem",

  149. o meu grupo de investigação
    sofreu uma grande transformação.
  150. Os estudantes vêm ter comigo e dizem:
  151. "Uri, estou na nuvem"
  152. e eu respondo:
    "Ótimo! devem estar a sentir-se péssimos!"
  153. (Risos)
  154. Mas eu sinto-me, digamos, feliz,
  155. porque podemos estar
    mais perto da fronteira
  156. entre o conhecido e o desconhecido.
  157. Temos a possibilidade de descobrir
    algo verdadeiramente novo,
  158. pois a forma como a nossa mente funciona,
  159. é saber que a nuvem é normal, é essencial,
  160. e, na verdade, maravilhoso.
  161. Podemos aderir
    à Sociedade de Apreço da Nuvem.
  162. Isso desentoxica o sentimento de que
  163. algo está muito errado comigo.
  164. E como mentor, eu sei o que fazer,
  165. é intensificar o meu apoio aos estudantes,
  166. porque a investigação em psicologia
  167. mostra que, se sentirmos medo e desespero,
  168. o nosso espírito fecha-se
  169. em formas de pensar
    muito seguras e conservadoras.
  170. Se desejamos explorar
    os caminhos arriscados
  171. necessários para sair da nuvem,
  172. precisamos de outras emoções
  173. — solidariedade, apoio, esperança —
  174. que vêm da nossa ligação a outra pessoa.
  175. Tal como no teatro de improvisação,
  176. na ciência, é melhor andarmos juntos
    na direção do desconhecido.
  177. Portanto, ao ter conhecimento da nuvem,

  178. também aprendemos
    com o teatro de improvisação
  179. um modo muito eficaz de ter conversas
  180. dentro da nuvem.
  181. Baseia-se no princípio central
  182. do teatro de improvisação.
  183. Aqui o teatro de improvisação
  184. veio novamente em minha ajuda.
  185. Chama-se dizer: "Sim, e..."
  186. às deixas feitas por outros atores.
  187. Ou seja, aceitar as deixas
  188. e construir a partir delas,
    dizendo: "Sim, e...".
  189. Por exemplo, se um ator diz:
  190. "Isto é uma piscina",
  191. e outro ator diz:
  192. "Não, é apenas um palco",
  193. a improvisação acaba, morre
  194. e todos se sentem frustados.
  195. Chama-se a isso "bloqueio".
  196. Se não nos preocuparmos com a comunicação,
  197. as conversas científicas
    podem ter muitos bloqueios.
  198. Dizer "Sim, e..." é assim:

  199. "Isto é uma piscina ."
    "Sim, vamos saltar lá para dentro".

  200. "Olhem, uma baleia!
    Vamos agarrar-nos à cauda dela.

  201. "Está a levar-nos até à lua!"
  202. Então, ao dizer "Sim, e...",
    ultrapassamos o nosso crítico interior.

  203. Todos temos um crítico interior,
  204. um guardião do que dizemos,
  205. para os outros não pensarem
    que somos obtusos
  206. loucos ou pouco originais.
  207. A ciência tem muito medo
    de parecer pouco original.
  208. Ao dizermos "Sim, e...",
    ao ultrapassarmos o critico
  209. e ao libertar as vozes
    ocultas da criatividade,
  210. que nem sabíamos que tínhamos,
  211. elas geralmente trazem a resposta
  212. sobre a nuvem.
  213. Saber que a nuvem existe

  214. e que existe dizer "Sim, e..."
  215. tornou o meu laboratório muito criativo.
  216. Os estudantes começaram a brincar
    com as ideias uns dos outros.
  217. Fizemos descobertas surpreendentes
  218. no "interface" entre a física e a biologia.
  219. Por exemplo, há um ano
    que estávamos bloqueados
  220. tentando entender
    a intrincada rede bioquímica
  221. dentro das nossas células, e dissemos:
  222. "Estamos mergulhados na nuvem".
  223. Tivemos uma conversa divertida.
  224. O meu aluno Shai Shen Orr disse:
  225. "Vamos desenhar esta rede num papel".
  226. Eu, em vez de dizer:
  227. "Já fizemos isso imensas vezes
  228. e não resulta,"
  229. disse: "Sim, e...vamos usar
    um papel bem grande".
  230. Aí Ron Milo disse:
  231. "Vamos usar o papel gigante de arquiteto
  232. e eu sei onde imprimi-lo".
  233. Imprimimos a rede e olhámos para ela.
  234. Foi então que fizemos
    a nossa descoberta mais importante.
  235. Aquela rede complicada é feita
  236. por meia-dúzia de padrões simples,
    de interação repetitiva
  237. como motivos num vitral.
  238. Chamámos-lhes "motivos de rede".
  239. São circuitos elementares
  240. que nos ajudam a entender
  241. a lógica da forma como
    as células tomam decisões
  242. em todos os organismos,
    incluindo o nosso corpo.
  243. Logo depois disso,

  244. comecei a ser convidado
    para fazer palestras
  245. para milhares de cientistas
    em todo o mundo.
  246. Mas o conhecimento sobre a nuvem
  247. e sobre dizer "Sim, e..."
  248. continuou apenas dentro do meu laboratório
  249. porque, em ciência,
    não se fala sobre o processo,
  250. nada de subjetivo ou emocional.
  251. Falamos apenas dos resultados.
  252. Portanto não ia falar nisso
    nas conferências,
  253. era impensável.
  254. Vi cientistas noutros grupos, bloqueados,
  255. sem terem sequer uma palavra
  256. para descrever o que estavam a ver.
  257. Como estavam a pensar
  258. encerrados em caminhos muito seguros,
  259. não atingiam todo o seu potencial
  260. e sentiam-se péssimos.
  261. Eu pensei, é isso mesmo.
  262. Tentei tornar o meu laboratório
    o mais criativo possível.
  263. Se todos fizerem a mesma coisa,
  264. a ciência acabará por tornar-se
  265. cada vez melhor.
  266. Esse ponto de vista acabou por consolidar-se

  267. quando, por acaso, assisti
    à palestra de Evelyn Fox Keller,
  268. sobre as suas experiências
    como mulher cientista.
  269. Ela perguntou:
  270. "Porque é que não falamos sobre os aspectos
  271. "subjetivos e emocionais de fazer ciência?
  272. "Não acontece por acaso.
    É uma questão de valores.
  273. "Sabem, a ciência procura um conhecimento
  274. "que é objetivo e racional.
  275. "Essa é a beleza da ciência.
  276. "Mas também temos um mito cultural
  277. "de que o processo científico,
  278. "o que fazemos diariamente
    para obter esse conhecimento,
  279. "também é apenas objetivo e racional,
  280. "como Mr. Spock.
  281. "Quando rotulamos qualquer coisa
    de objetivo e racional,
  282. "automaticamente, o outro lado,
  283. "o subjetivo e o emocional
  284. "são rotulados de não-ciência
  285. "ou de anti-ciência
    ou de ameaças à ciência.
  286. "Não falamos sobre isso".
  287. Quando eu ouvi isto,
  288. que a ciência tem uma cultura,
  289. tudo se encaixou no lugar certo.
  290. Porque, se a ciência tem uma cultura,
  291. a cultura pode ser mudada
  292. e eu posso ser um agente da mudança
  293. trabalhando para mudar
    a cultura da ciência onde puder.
  294. Na palestra seguinte que fiz
    numa conferência,
  295. falei sobre a minha ciência
  296. e falei sobre a importância
  297. dos aspectos subjetivos
    e emocionais de fazer ciência
  298. e de como devemos falar deles.
  299. Olhei para a audiência.
  300. Estavam frios.
  301. (Risos)
  302. Não podiam perceber o que eu dizia
  303. no contexto de uma apresentação
  304. de 10 diapositivos em PowerPoint.
  305. Tentei várias vezes,
    conferência após conferência,
  306. mas não consegui fazer-me entender.
  307. Eu estava dentro da nuvem.
  308. Acabei por conseguir sair da nuvem

  309. usando a improvisação e a música.
  310. A partir daí, a cada conferência que vou,
  311. faço uma palestra sobre a ciência
  312. e faço uma segunda palestra, especial,
  313. chamada "Amor e medo no laboratório".
  314. Começo cantando uma canção
  315. sobre o maior medo dos cientistas,
  316. que é trabalharmos arduamente,
  317. descobrirmos uma coisa nova,
  318. e alguém publicar isso antes de nós.
  319. Chamamos-lhe ser "scooped"
    [ultrapassado].
  320. Sentir-se "scooped" é terrível.
  321. Deixa-nos com medo de conversar
    uns com os outros,
  322. o que não é nada divertido,
  323. porque viemos para a ciência
    para partilhar ideias,
  324. para aprender uns com os outros.
  325. Então eu canto uma canção de "blues"...
  326. (Aplausos)
  327. que se chama "Novamente scooped".
  328. (Risos)
  329. Peço para a audiência cantar comigo e digo:
  330. "A vossa parte é "Scoop, Scoop".
  331. Soa assim: "Scoop, Scoop!"
  332. Soa assim.
  333. ♪ Fui "scooped" novamente. ♪

  334. ♪ "Scoop! Scoop!" ♪

  335. E cantamos:

  336. ♪ Fui "scooped" novamente. ♪

  337. ♪ "Scoop! Scoop! "♪

  338. ♪ Fui "scooped" novamente. ♪

  339. ♪ "Scoop! Scoop!" ♪

  340. ♪ Fui "scooped" novamente ♪

  341. ♪ "Scoop! Scoop!" ♪

  342. ♪ Fui "scooped" novamente ♪

  343. ♪ "Scoop! Scoop!" ♪

  344. ♪ Oh mamã, não sentes a minha dor? ♪

  345. ♪ Que o Céu me ajude,
    fui "scooped" novamente ♪

  346. (Aplausos)
  347. Obrigado.

  348. Obrigado por fazerem o coro.
  349. Toda a gente começa a rir,
    começa a respirar,

  350. percebe que tem outros cientistas à volta
  351. que têm os mesmo problemas.
  352. Começamos a falar sobre
    os aspectos emotivos e subjetivos
  353. do processo de investigação.
  354. Sente-se que foi afastado um grande tabu.
  355. Finalmente, podemos falar disso
    numa conferência científica.
  356. Os cientistas começaram
    a formar grupos de iguais
  357. que se encontram com frequência
  358. criando um espaço para falar
    das coisas emocionais e subjetivas
  359. que acontecem quando são mentores,
  360. quando caminham rumo ao desconhecido.
  361. Até iniciaram cursos
    sobre o processo de fazer ciência,
  362. sobre caminhar juntos
    rumo ao desconhecido, e outras coisas.
  363. Então, a minha visão é que,

  364. tal como todos os cientistas
    conhecem a palavra "átomo"
  365. e que a matéria é feita de átomos,
  366. todos os cientistas deviam
    conhecer as palavras
  367. como "a nuvem" e dizer "Sim, e...",
  368. A ciência tornar-se-ia muito mais criativa,
  369. faríamos muito mais descobertas inesperadas
  370. para benefício de todos nós.
  371. Conseguiríamos divertir-nos muito mais.
  372. O que eu peço que recordem desta palestra
  373. é que, da próxima vez
    que enfrentarem um problema
  374. que não conseguem resolver,
  375. no trabalho ou na vossa vida,
  376. existe uma palavra para isso:
  377. a "nuvem".
  378. E podem atravessar a nuvem
  379. não sozinhos, mas juntamente com alguém
  380. que seja a vossa fonte de apoio
  381. que diga "Sim, e..." às vossas ideias,
  382. que vos ajude a dizer
    "Sim, e..." às vossas ideias,
  383. para aumentar a possibilidade de,
  384. através dos farrapos da nuvem,
  385. encontrarem momentos de calma
  386. em que vislumbrarão pela primeira vez
  387. a vossa descoberta inesperada,
  388. o vosso "C".
  389. Obrigado.

  390. (Aplausos)