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← Flipside Science | Oceanos saudáveis: Soluções para os impactos humanos | Academia das Ciências da Califórnia

A Academia das Ciências da Califórnia é o único local do planeta com um aquário, um planetário, um museu de história natural e uma floresta tropical de quatro andares, debaixo dum só teto.

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Showing Revision 22 created 07/21/2017 by Margarida Ferreira.

  1. Oceanos Saudáveis:
    Soluções para os Impactos Humanos
  2. Ouvimos falar muito
    da pesca excessiva no oceano
  3. mas, por vezes, a pesca é a solução
    para os problemas dos mares.
  4. Este é Luiz Rocha, cientista da Academia,
  5. a pescar peixe-leão nas Caraíbas.
  6. O peixe-leão é invasivo na região
    e está a depredar os peixes locais.
  7. pondo em perigo várias espécies.
  8. "Espécies invasivas" é um termo
  9. que os cientistas usam
    para descrever espécies
  10. que não estão onde deviam estar.
  11. Foram transportadas pelos homens
    de um local para outro
  12. e introduzidas num habitat
    a que não pertenciam.
  13. O peixe-leão é um predador
    e não é nativo das Caraíbas.
  14. Por isso, nas Caraíbas, as espécies
    não o reconhece como predador
  15. Assim, muitas espécies
    das Caraíbas estão a sofrer
  16. e muitas das espécies
    que o peixe-leão está a comer
  17. têm um papel fundamental
    no ecossistema.
  18. Só podemos controlá-lo,
    manter reduzido o seu número
  19. e dar aos peixes nativos das Caraíbas
    uma hipótese de sobreviverem.
  20. Os peixes das Caraíbas
    hão de adaptar-se,
  21. hão de aprender que eles são predadores.
  22. Em muitos locais, estão a ser apanhados
    para tentar manter reduzido o seu número
  23. e isso está a ter impacto
    porque há cada vez mais pessoas
  24. a tentar arpoá-los
    e a vendê-los em locais
  25. onde eles são distribuídos
    por todo o país
  26. e vendidos em grande quantidade.
  27. Eu quero sushi
    de peixe-leão, por favor.
  28. Passa-me os tacos
    de peixe-leão, por favor.
  29. O peixe-leão não é a única espécie invasiva
    que causa problemas no oceano.
  30. Há espécies de peixes, moluscos,
    plantas e outras coisas
  31. que provocam prejuízos
    nos ecossistemas marinhos mundiais.
  32. A maior parte desses organismos
    chega a novos locais pelos barcos.
  33. Não numa cabina confortável,
    mas no balastro de água
  34. que os barcos transportam nos porões
    para manter os barcos estáveis.
  35. Os barcos carregam água
    levando formas de vida para bordo
  36. e descarregam-nas em diversos portos
    com o líquido.
  37. Muitas organizações governamentais
  38. têm hoje regulamentações estritas
    quanto à mudança da água de balastro.
  39. Algumas exigências estipulam
  40. que os barcos têm que mudar a água
    a meio do oceano,
  41. onde a vida é mais difícil
    de se estabelecer.
  42. Outros estão a tentar tratar
    a água do balastro
  43. para assegurar que as invasivas
    não apanhem boleia.
  44. Outras regiões estão a vigiar as águas
  45. para que, se aparecerem
    espécies não nativas,
  46. elas não possam sobrepor-se
    ao ecossistema.
  47. Esta é outra solução
    para espécies invasivas
  48. e outras ameaças ao oceano:
    as Áreas Marinhas Protegidas.
  49. As Áreas Marinhas Protegidas,
    ou AMP, como lhes chamamos,
  50. podem proteger partes do oceano
    quanto a peixes, aves, outros animais
  51. e até mesmo seres humanos.
  52. Algumas são instituídas
    e geridas por regiões,
  53. outras, por Estados.
  54. Algumas são protegidas
    por comunidades locais.
  55. Como esta AMP nas Filipinas,
  56. onde as pessoas locais
    estão a proteger a linha costeira
  57. contra a pesca excessiva, incluindo
    a pesca com dinamite.
  58. Posso ir a uma AMP para nadar?
    Ou é só para a pesca?
  59. Isso varia conforme o local.
  60. Nalguns locais,
    não podemos nadar nem pescar.
  61. Noutros são mais abertos à pesca
    e até ao ecoturismo.
  62. As Áreas Marinhas Protegidas
    são muito variadas pelo mundo inteiro.
  63. Podem ser uma área de proibição de pesca
  64. ou podem ser uma área
    que é uma Área Marinha Protegida
  65. em que ainda se pode pescar,
    mas está sujeita a gestão,
  66. por isso há muita sustentabilidade
    incorporada, o mais possível.
  67. Assim, pode manter-se um ecossistema
    saudável e em funcionamento.
  68. Nos EUA, 41% das suas águas
  69. estão sob uma proteção de qualquer tipo.
  70. O único problema
    com as Áreas Marinhas Protegidas
  71. é que não são as bastantes.
  72. Só protegem cerca de 4%
    dos oceanos mundiais.
  73. Os cientistas calculam
    que, para proteger a vida marinha,
  74. vamos precisar de muitas mais.
  75. Olhem para mim! Estou a salvar o oceano,
    neste preciso momento.
  76. Certamente estás a satisfazer
    os teus vizinhos
  77. ao apanhares isso.
  78. Mas não sei bem
    se estás a salvar o oceano.
  79. Na verdade, ela tem razão.
  80. Uma das maiores ameaças à saúde
    do oceano é a poluição de nutrientes
  81. causada pelos fertilizantes, o tratamento
    de esgotos e até os dejetos dos animais.
  82. Mas os nutrientes parecem ser
    uma boa coisa.
  83. São-no até certo ponto.
  84. Mas demasiado escoamento
    de azoto e fósforo para o oceano
  85. podem provocar áreas
    conhecidas por "zonas mortas".
  86. Quando a água transporta esses nutrients
    das quintas ou das zonas urbanas
  87. para as águas que correm para o oceano,
  88. o azoto e o fósforo
    podem causar uma explosão de algas.
  89. Muitos pequenos animais do oceano
    comem essas algas
  90. mas quando são em demasia,
    os animais não conseguem acompanhar.
  91. Quando as algas morrem
    e se afundam, decompõem-se
  92. o que gasta a maior parte
    ou todo o oxigénio na água
  93. provocando zonas mortas.
  94. Com 18 000 km2 de área
    — cerca do tamanho de Nova Jérsei —
  95. há uma das maiores zonas mortas
  96. onde o Rio Mississippi desagua
    no Golfo do México.
  97. O uso excessivo de fertilizantes
    nas quintas ao longo do Rio Mississippi
  98. contribui para esta zona morta.
  99. O uso mais eficaz desses fertilizantes
  100. seria um bom contributo
    para ajudar a resolver este problema.
  101. Não posso acreditar
    que usar uma coisa aqui
  102. possa afetar o oceano lá adiante.
  103. É por isso que,
    onde quer que vivamos,
  104. devemos assegurar-nos
    de que estas coisas não acabam no oceano.
  105. Podemos fazer a nossa parte.
    As ações locais têm um impacto global.
  106. Tradução de Margarida Ferreira