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Magníficas vistas da ignorância | Alejandro Sánchez Alvarado | TEDxKC

  • 0:07 - 0:12
    [ Você pode me ajudar? ]
  • 0:12 - 0:17
    [ Você pode ajudar a mudar o mundo
    com perguntas mais significativas? ]
  • 0:17 - 0:21
    [ Questione tudo. ]
  • 0:21 - 0:24
    [ Questione tudo melhor. ]
  • 0:28 - 0:33
    Tenho passado meus verões
    no laboratório biológico da marinha
  • 0:33 - 0:35
    no povoado de Woods Hole, Massachusetts.
  • 0:35 - 0:39
    E lá, basicamente alugo um barco.
  • 0:39 - 0:42
    O que gostaria de fazer é te convidar
  • 0:42 - 0:46
    para um passeio de barco comigo à noite.
  • 0:46 - 0:51
    Então, saímos de Eel Pond
    para Vineyard Sound,
  • 0:51 - 0:53
    à direita da costa de Martha's Vineyard,
  • 0:53 - 0:57
    equipados com um drone
    para identificar lugares potenciais
  • 0:57 - 0:59
    dos quais podemos observar
    dentro do Oceano Atlântico.
  • 0:59 - 1:03
    Antes eu diria
    "nas profundezas do oceano",
  • 1:03 - 1:07
    mas não precisamos chegar tão fundo
    para alcançar o desconhecido.
  • 1:07 - 1:09
    Aqui, a apenas 3,2 km de distância
  • 1:09 - 1:14
    do que é o maior laboratório
    de biologia marinha do mundo
  • 1:14 - 1:19
    apenas colocamos uma rede de plânctons
    na água e trazemos para a superfície
  • 1:19 - 1:22
    coisas nas quais a humanidade
    raramente prestou atenção
  • 1:22 - 1:25
    e frequentemente nunca foram vistas antes.
  • 1:25 - 1:28
    Aqui está um dos organismos
    que pegamos em nossa rede.
  • 1:28 - 1:30
    Esta é uma água-viva.
  • 1:30 - 1:31
    Mas olhe bem!
  • 1:31 - 1:34
    Podemos ver outro organismo
    vivendo dentro dela.
  • 1:34 - 1:37
    Isto é provavelmente algo
    totalmente novo para a ciência.
  • 1:37 - 1:39
    Uma espécie completamente nova.
  • 1:39 - 1:42
    E que tal esta outra beleza transparente:
  • 1:42 - 1:47
    com um coração pulsante crescendo
    assexuadamente em cima da sua cabeça,
  • 1:47 - 1:51
    sua descendência
    se reproduzirá sexuadamente.
  • 1:51 - 1:52
    Deixe-me dizer isto de novo:
  • 1:52 - 1:56
    este animal está crescendo
    assexuadamente em cima de sua cabeça,
  • 1:56 - 2:01
    e sua descendência se reproduzirá
    de maneira sexuada nas próximas gerações.
  • 2:01 - 2:03
    Uma água-viva estranha?
  • 2:03 - 2:04
    Não muito.
  • 2:04 - 2:06
    Esta é uma ascídia.
  • 2:06 - 2:08
    Esse é um grupo de animais
    com o qual, agora sabemos,
  • 2:08 - 2:11
    compartilhamos uma grande
    ancestralidade genética
  • 2:11 - 2:16
    e talvez sejam as espécies invertebradas
    mais próximas da nossa espécie.
  • 2:16 - 2:18
    Conheça sua prima:
  • 2:18 - 2:20
    "Thalia democratica".
  • 2:20 - 2:21
    (Risos)
  • 2:21 - 2:24
    Tenho certeza que você não guardou lugar,
  • 2:24 - 2:27
    na última reunião de família,
    para a Thalia,
  • 2:27 - 2:28
    mas deixe-me dizer:
  • 2:28 - 2:32
    estes animais estão muito ligados a nós
  • 2:32 - 2:36
    de maneira que estamos
    apenas começando a entender.
  • 2:36 - 2:40
    Então, da próxima vez que ouvir
    alguém ironicamente dizer
  • 2:40 - 2:44
    que este tipo de pesquisa
    é uma simples expedição de pesca,
  • 2:44 - 2:48
    espero que se lembre da viagem
    que acabamos de fazer.
  • 2:48 - 2:54
    Hoje, muitas das ciências biológicas
    só dão valor a aprofundar conhecimentos,
  • 2:54 - 2:57
    em mapear continentes já descobertos.
  • 2:57 - 3:01
    Mas alguns de nós estão
    mais interessados no desconhecido.
  • 3:01 - 3:05
    Queremos descobrir continentes
    completamente novos
  • 3:05 - 3:09
    e contemplar magníficas
    vistas da ignorância.
  • 3:09 - 3:13
    Ansiamos pela experiência
    de ficarmos perplexos
  • 3:13 - 3:15
    com algo que nunca vimos antes.
  • 3:15 - 3:20
    E, sim, eu concordo que há
    uma certa satisfação do ego em dizer:
  • 3:20 - 3:23
    "Veja, fui o primeiro a descobrir isto".
  • 3:23 - 3:26
    Mas não se trata de uma iniciativa
    para autoengrandecimento,
  • 3:26 - 3:29
    porque nesse tipo
    de pesquisa de descoberta,
  • 3:29 - 3:32
    se você não se sente um idiota
    na maioria das vezes,
  • 3:32 - 3:35
    não está pesquisando duro o suficiente.
  • 3:35 - 3:37
    (Risos)
  • 3:39 - 3:44
    A cada verão, trago coisas
    novas para nosso barco.
  • 3:44 - 3:50
    Muitas coisas sobre as quais
    muito pouco sabemos.
  • 3:52 - 3:56
    Quero te contar uma história sobre a vida
  • 3:56 - 4:00
    que raramente é contada
    em um lugar como este.
  • 4:00 - 4:02
    Do ponto de vista
  • 4:02 - 4:08
    dos laboratórios biológicos do século 21,
  • 4:08 - 4:13
    muitos mistérios da vida foram
    esclarecidos através do conhecimento.
  • 4:13 - 4:19
    E a cada século de pesquisa científica,
    fazemos significativos avanços
  • 4:19 - 4:23
    para entender alguns dos princípios
    fundamentais da vida.
  • 4:24 - 4:26
    Nosso otimismo coletivo se reflete
  • 4:26 - 4:31
    no crescimento da biotecnologia
    em todo o mundo,
  • 4:31 - 4:36
    empenhando-se em usar conhecimento
    científico para curar doenças humanas.
  • 4:37 - 4:42
    Coisas como câncer, envelhecimento
    e doenças degenerativas
  • 4:42 - 4:46
    são apenas algumas das coisas
    indesejáveis que tentamos domar.
  • 4:47 - 4:49
    Eu sempre me pergunto:
  • 4:49 - 4:54
    "Por que temos tantos problemas
    tentando solucionar o câncer?"
  • 4:55 - 5:01
    É porque tentamos solucionar só o problema
    e não procuramos entender a vida?
  • 5:01 - 5:04
    A vida neste planeta tem uma origem comum,
  • 5:04 - 5:07
    e posso resumir 3,5 bilhões de anos
  • 5:07 - 5:11
    da história da vida neste planeta
    em um único slide.
  • 5:11 - 5:17
    O que você vê aqui é a representação
    de todas espécies conhecidas do planeta.
  • 5:17 - 5:21
    Nesta imensidão de vida e biodiversidade,
  • 5:21 - 5:24
    ocupamos uma posição bem inexpressiva.
  • 5:24 - 5:25
    (Risos)
  • 5:25 - 5:27
    Homo sapiens.
  • 5:27 - 5:30
    O último de nossa espécie.
  • 5:30 - 5:35
    E, apesar de não querer menosprezar
    as realizações da nossa espécie,
  • 5:35 - 5:40
    tanto quanto desejamos ser,
    e frequentemente fingimos ser,
  • 5:40 - 5:43
    não somos a medida de todas as coisas.
  • 5:43 - 5:47
    No entando, somos a medida
    de muitas coisas.
  • 5:47 - 5:51
    Quantificamos, analisamos e comparamos,
  • 5:51 - 5:56
    e, de fato, alguns destes métodos
    são inestimáveis, mas necessários.
  • 5:56 - 6:02
    Mas esta ênfase hoje em forçar
    a pesquisa biológica para se especializar
  • 6:02 - 6:05
    e produzir resultados práticos,
  • 6:05 - 6:08
    está restringindo nossa habilidade
    de questionar a vida
  • 6:08 - 6:13
    a limites extremamente estreitos
    e profundidades insatisfatórias.
  • 6:13 - 6:18
    Estamos medindo uma faixa de vida
    espantosamente estreita,
  • 6:18 - 6:22
    esperando que aqueles números
    salvem todas as vidas.
  • 6:22 - 6:24
    "Quão estreito é?", você pode perguntar.
  • 6:24 - 6:26
    Bem, aqui vai uma estatística:
  • 6:26 - 6:30
    recentemente, a National Oceanic
    and Atmospheric Administration estimou
  • 6:30 - 6:35
    que cerca de 95% dos oceanos
    permanecem inexplorados.
  • 6:35 - 6:37
    Tente imaginar isto agora.
  • 6:37 - 6:42
    Noventa e cinco por cento
    de nossos oceanos continuam inexplorados.
  • 6:42 - 6:44
    Eu digo com segurança
  • 6:44 - 6:50
    que nem mesmo sabemos o quanto
    desconhecemos sobre a vida.
  • 6:50 - 6:53
    Então, não é surpresa que a cada semana
  • 6:53 - 6:56
    caada vez mais espécies são acrescentadas
  • 6:56 - 6:58
    a essa maravilhosa árvore da vida.
  • 6:58 - 7:03
    Este aqui, por exemplo, descoberto
    no meio deste ano, novo para a ciência,
  • 7:03 - 7:07
    e agora tem seu próprio ramo
    na árvore genealógica.
  • 7:07 - 7:12
    O mais trágico é que sabemos
    sobre muitas outras espécies,
  • 7:12 - 7:15
    mas sua biologia continua sendo
    muito pouco estudada.
  • 7:15 - 7:18
    Tenho certeza que alguns de vocês
    ouviram sobre o fato
  • 7:18 - 7:22
    de que uma estrela-do-mar pode
    regenerar seu braço depois de perdê-lo.
  • 7:22 - 7:24
    O que talvez não saibam
  • 7:24 - 7:29
    é que este braço pode regenerar-se
    em uma nova estrela-do-mar.
  • 7:29 - 7:34
    E há animais lá fora
    que fazem coisas incríveis.
  • 7:34 - 7:35
    Estou quase disposto a apostar,
  • 7:35 - 7:41
    que muitos de vocês nunca ouviram falar
    da tricladida mediterrânea.
  • 7:41 - 7:46
    Este carinha aqui faz coisas
    que simplesmente me deixam pasmo.
  • 7:47 - 7:51
    Você pode pegar um animal destes
    e cortá-lo em 18 partes diferentes,
  • 7:51 - 7:54
    e cada uma destas partes se regenerará
  • 7:54 - 7:58
    em um animal completo
    em menos de duas semanas.
  • 7:58 - 8:03
    São 18 cabeças, 18 corpos, 18 mistérios.
  • 8:03 - 8:05
    Nos últimos 15 anos mais ou menos,
  • 8:05 - 8:09
    estive tentando descobrir
    como eles fazem o que fazem,
  • 8:09 - 8:11
    e como fazem este truque de mágica.
  • 8:11 - 8:16
    Mas como todo bom mágico,
    não mostram o segredo tão fácil assim.
  • 8:16 - 8:17
    (Risos)
  • 8:17 - 8:23
    Então aqui estamos, depois de 20 anos
    estudando esses animais,
  • 8:23 - 8:25
    mapeando genoma, coçando a cabeça,
  • 8:25 - 8:28
    e depois de milhares
    de amputações e regenerações,
  • 8:28 - 8:33
    ainda não entendemos completamente
    como esses animais fazem o que fazem.
  • 8:33 - 8:39
    Cada planária é um oceano
    cheio de incógnitas.
  • 8:39 - 8:42
    Uma das características comuns
    a todos esses animais que falei
  • 8:42 - 8:47
    é que parece que não receberam o protocolo
    dizendo que precisam se comportar
  • 8:47 - 8:53
    conforme as regras extraídas de alguns
    animais aleatoriamente selecionados,
  • 8:53 - 8:59
    e que atualmente povoam a grande maioria
    dos laboratórios biomédicos pelo mundo.
  • 8:59 - 9:01
    Conheça nossos vencedores do Prêmio Nobel:
  • 9:01 - 9:03
    basicamente, sete espécies,
  • 9:03 - 9:07
    que nos forneceram muito do que sabemos
  • 9:07 - 9:10
    do comportamento biológico hoje.
  • 9:10 - 9:12
    Este carinha bem aqui...
  • 9:12 - 9:15
    conquistou 3 Prêmios Nobel em 12 anos.
  • 9:15 - 9:19
    E depois de toda a atenção que ganhou
    e todo o conhecimento que gerou,
  • 9:19 - 9:21
    assim como a maior parte
    dos financiamentos científicos,
  • 9:21 - 9:26
    aqui estamos, falando dos mesmos
    problemas intratáveis
  • 9:26 - 9:28
    e muitos novos desafios.
  • 9:28 - 9:30
    E isso porque, infelizmente,
  • 9:30 - 9:36
    estes 7 animais correspondem a 0,0009%
  • 9:36 - 9:40
    de todas as espécies
    que habitam o planeta.
  • 9:40 - 9:43
    Então começo a suspeitar
  • 9:43 - 9:48
    que nossa especialização está atrasando
    nosso progresso, na melhor das hipóteses,
  • 9:48 - 9:51
    e, na pior das hipóteses,
    está nos deixando perdidos.
  • 9:51 - 9:54
    Isso porque a vida
    neste planeta, e sua história,
  • 9:54 - 9:56
    é a história dos quebradores de regras.
  • 9:56 - 9:59
    A vida começou neste planeta
    como organismos unicelulares
  • 9:59 - 10:02
    nadando por milhões de anos no oceano,
  • 10:02 - 10:04
    até que uma dessas criaturas decidiu:
  • 10:04 - 10:06
    "Vou fazer as coisas
    de forma diferente hoje.
  • 10:06 - 10:10
    Hoje vou inventar algo
    chamado multicelularidade".
  • 10:10 - 10:13
    Sei que não foi uma decisão
    muito popular no momento...
  • 10:13 - 10:14
    (Risos)
  • 10:14 - 10:16
    mas de alguma forma conseguiu fazê-lo.
  • 10:16 - 10:18
    E assim, organismos multicelulares
    começaram a povoar
  • 10:18 - 10:21
    todos esses antigos oceanos,
    e eles se desenvolveram.
  • 10:21 - 10:23
    E hoje nós temos eles aqui.
  • 10:23 - 10:26
    As terras emergiram
    da superfície dos oceanos,
  • 10:26 - 10:28
    e outra criatura pensou:
  • 10:28 - 10:30
    "Ei, aquilo parece
    um pedaço legal de terra.
  • 10:30 - 10:32
    Eu gostaria de morar lá".
  • 10:32 - 10:35
    "Você está louco? Você vai secar lá.
    Nada pode viver fora da água."
  • 10:36 - 10:37
    Mas a vida encontrou um jeito,
  • 10:37 - 10:40
    e agora existem organismos
    que vivem na terra.
  • 10:40 - 10:42
    Estando em terra, podem ter
    olhado para o céu e dito:
  • 10:42 - 10:45
    "Seria legal ir até as nuvens, vou voar".
  • 10:45 - 10:49
    "Você não pode quebrar a lei da gravidade.
    Não tem jeito de você voar."
  • 10:49 - 10:53
    E, mesmo assim, a natureza inventou,
    múltiplas e independentes vezes,
  • 10:53 - 10:55
    diferentes formas de voar.
  • 10:55 - 10:57
    Adoro estudar esses animais
    que quebram as regras,
  • 10:57 - 11:01
    porque sempre que fazem isso,
    eles inventam algo novo,
  • 11:01 - 11:05
    o que tornou possível estarmos aqui hoje.
  • 11:05 - 11:07
    Esses animais não receberam o protocolo.
  • 11:08 - 11:09
    Eles quebram as regras.
  • 11:09 - 11:12
    Então se você vai estudar
    animais que quebram regras,
  • 11:12 - 11:16
    não é melhor quebrar as regras
    para estudá-los?
  • 11:16 - 11:20
    Precisamos renovar nosso
    espírito de exploração.
  • 11:20 - 11:22
    Em vez de trazer a natureza
    para nossos laboratórios
  • 11:22 - 11:26
    e analisá-la dentro deles,
    precisamos levar nossa ciência
  • 11:26 - 11:29
    para o majestoso laboratório
    que é a natureza,
  • 11:29 - 11:32
    e lá, com nosso moderno
    arsenal tecnológico,
  • 11:32 - 11:35
    analisar cada nova forma de vida
  • 11:35 - 11:38
    e cada nova característica
    biológica que encontrarmos.
  • 11:39 - 11:43
    Na verdade, precisamos
    de toda nossa inteligência
  • 11:43 - 11:45
    para nos tornarmos estúpidos novamente...
  • 11:45 - 11:50
    ignorantes diante
    da imensidão do desconhecido.
  • 11:50 - 11:51
    Porque no fim das contas,
  • 11:51 - 11:53
    ciência não é sobre conhecimento.
  • 11:53 - 11:56
    Ciência é sobre ignorância.
  • 11:56 - 11:57
    Isso é o que fazemos.
  • 11:57 - 12:01
    Então, se levamos isso a sério,
    temos que começar a apoiar seriamente
  • 12:01 - 12:05
    as instituições que possibilitam
    que a pesquisa de descoberta aconteça.
  • 12:05 - 12:07
    Instituições como a nossa,
  • 12:07 - 12:10
    Stowers Institute for Medical Research,
    na cidade de Kansas, Missouri,
  • 12:10 - 12:14
    ou The National Institute of General
    Medical Sciences em Bethesda, Maryland,
  • 12:14 - 12:17
    sem esquecer de nossa porta
    de entrada para a biodiversidade,
  • 12:17 - 12:20
    The Marine Biological Laboratory,
    em Woods Hole, Massachusetts.
  • 12:20 - 12:25
    Tive a felicidade de fazer parte
    desse treinamento,
  • 12:25 - 12:31
    e é um prazer levar alunos
    para fora de seus laboratórios,
  • 12:31 - 12:33
    longe dos seus computadores e catálogos,
  • 12:33 - 12:37
    e jogá-los num mundo
    de descobertas e exploração.
  • 12:37 - 12:43
    Na verdade, é um imenso prazer
  • 12:43 - 12:48
    ver como a curiosidade dessas mentes
    jovens e brilhantes abre suas asas
  • 12:48 - 12:52
    e voa longe, quando em contato
    com o desconhecido.
  • 12:52 - 12:55
    É assim que nos tornamos
    verdadeiros cientistas.
  • 12:55 - 12:57
    Precisamos dessas pessoas
  • 12:57 - 13:00
    para irem lá fora e fazerem
    as melhores perguntas
  • 13:00 - 13:04
    que vão nos ajudar a chegar mais perto
    das respostas que procuramos.
  • 13:04 - 13:08
    Como Antoine de Saint-Exupéry escreveu:
  • 13:08 - 13:09
    "Se você quer construir um barco,
  • 13:09 - 13:14
    não consiga pessoas para pegar madeira,
    nem atribua-lhes tarefas e trabalho,
  • 13:14 - 13:18
    mas, em vez disso, ensine-as a desejar
    a imensidão infinita do oceano..."
  • 13:18 - 13:22
    Como cientista e professor,
    gosto de parafrasear isso dizendo
  • 13:22 - 13:25
    que nós, cientistas, precisamos
    ensinar nossos alunos
  • 13:25 - 13:30
    a desejar a infinita imensidão
    do oceano da nossa ignorância.
  • 13:30 - 13:37
    Nós, Homo sapiens, somos a única espécie
    impulsionada pela investigação científica.
  • 13:37 - 13:39
    Assim como outras espécies neste planeta,
  • 13:39 - 13:44
    estamos intimamente ligados
    à história da vida aqui.
  • 13:45 - 13:48
    Acho que estou um pouco errado
    quando digo que a vida é um mistério,
  • 13:48 - 13:50
    porque penso que a vida
    é um segredo aberto,
  • 13:50 - 13:55
    que nos acena há milênios
    para ser compreendida.
  • 13:55 - 13:56
    Então te pergunto:
  • 13:56 - 14:01
    não somos a melhor chance
    que a vida tem de se conhecer?
  • 14:01 - 14:04
    Se sim, o que estamos esperando?
  • 14:04 - 14:08
    Precisamos fazer as coisas
    de maneira diferente.
  • 14:08 - 14:11
    E hoje à noite quero te pedir,
    que por favor nos ajude a construir
  • 14:11 - 14:16
    a maior embarcação de pesquisas
    de descoberta na humanidade.
  • 14:16 - 14:18
    Ligue para os seus governantes!
  • 14:18 - 14:21
    Peça que financiem as pesquisas,
  • 14:21 - 14:23
    ajude como puder instituições
    como as que citei antes,
  • 14:23 - 14:26
    que se dedicam à pesquisa de descoberta,
  • 14:26 - 14:30
    e embarque conosco nesta grande jornada
  • 14:30 - 14:34
    para mudar radicalmente
    nosso entendimento da vida
  • 14:34 - 14:36
    e, ao longo do caminho,
  • 14:36 - 14:40
    mudar para sempre a forma
    como fazemos pesquisas biomédicas.
  • 14:40 - 14:41
    Obrigado.
  • 14:41 - 14:45
    (Aplausos)
Title:
Magníficas vistas da ignorância | Alejandro Sánchez Alvarado | TEDxKC
Description:

A vida neste planeta é a história de quebradores de regras: espécies que não receberam o protocolo sobre como deveriam se comportar. Então, se vamos estudar esses infratores, não seria melhor quebrar as regras para estudá-los?

Esta maravilhosa conversa levanta uma questão: a forma como a ciência se aproxima dos grandes mistérios da vida, está restringindo nossa habilidade de entendê-la?

Alejandro Sánchez Alvarado é pesquisador no Stowers Institute for Medical Research e no Howard Hughes Medical Institute, e também é membro da American Academy of Arts and Sciences.

Os atuais esforços de pesquisa do Dr. Sánchez, visam a compreensão da base molecular e celular da regeneração animal.

Esta palestra foi dada em um evento TEDx, que usa o formato de conferência TED, mas é organizado de forma independente por uma comunidade local. Para saber mais visite http://ted.com/tedx

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Video Language:
English
Team:
TED
Project:
TEDxTalks
Duration:
14:52

Portuguese, Brazilian subtitles

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