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Isto pode ser a razão de estarmos deprimidos ou ansiosos

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    Durante muito tempo,
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    meditei sobre dois mistérios.
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    Eu não os entendia,
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    e para ser honesto,
    tinha medo de refletir sobre eles.
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    O primeiro mistério era:
    eu tenho 40 anos,
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    e durante toda a minha vida,
    ano após ano,
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    os casos graves de depressão
    e ansiedade têm aumentado
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    nos EUA, na Grã-Bretanha,
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    e em todo o mundo ocidental.
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    E eu queria entender porquê.
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    Porque é que isso
    está a acontecer connosco?
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    Porque é que, a cada ano que passa,
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    cada vez mais gente acha difícil
    chegar ao fim do dia?
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    Eu queria entender isto por causa
    de um mistério mais pessoal.
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    Quando eu era adolescente,
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    lembro-me de ir ao médico
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    e explicar que tinha a sensação
    de uma dor que jorrava de dentro de mim.
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    Eu não a conseguia controlar,
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    não percebia porque é
    que aquilo estava a acontecer,
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    Sentia-me muito envergonhado.
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    O meu médico contou-me uma história
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    que, agora percebo, foi bem intencionada,
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    mas muito simplificada.
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    Não totalmente errada.
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    O médico disse:
    "Sabemos porque é que isto acontece.
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    "Algumas pessoas desenvolvem naturalmente
    um desequilíbrio químico no cérebro,
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    "claramente és uma delas.
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    "Só precisamos de te dar medicamentos
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    "para o equilíbrio químico
    voltar ao normal."
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    Comecei a tomar um fármaco
    chamado Paxil ou Seroxat,
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    é a mesma coisa com nomes diferentes
    em países diferentes.
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    E senti-me muito melhor,
    senti-me estimulado.
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    Mas pouco tempo depois,
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    o sentimento de dor começou a voltar.
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    Deram-me doses cada vez maiores
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    até que, durante 13 anos,
    tomei a dose máxima possível
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    que é permitido tomar legalmente.
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    Na maioria desses 13 anos,
    e praticamente todo o tempo final,
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    eu continuava a sofrer muito.
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    Comecei a perguntar-me:
    "Afinal, o que é que se passa aqui?"
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    "Se estamos a fazer tudo
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    "o que a história da cultura dominante
    nos diz para fazer,
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    "porque é que ainda nos sentimos assim?"
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    Para resolver estes dois mistérios,
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    para um livro que eu escrevi,
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    acabei por fazer uma grande viagem
    por todo o mundo.
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    Eu viajei mais de 64 000 km
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    para falar com os principais
    especialistas do mundo
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    sobre as causas da depressão
    e da ansiedade
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    e, essencialmente, o que as soluciona,
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    e com pessoas que ultrapassaram
    a depressão e a ansiedade
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    de várias formas distintas.
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    E eu aprendi muito
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    com as pessoas maravilhosas
    que conheci ao longo do caminho.
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    Na essência do que aprendi está que,
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    até agora, temos evidências científicas
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    para nove causas diferentes
    da depressão e da ansiedade.
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    Duas delas estão na nossa biologia.
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    Os nossos genes podem tornar-nos
    mais sensíveis a estes problemas,
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    embora eles não escrevam o nosso destino.
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    Há mudanças cerebrais reais que podem
    acontecer quando ficamos deprimidos
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    que podem dificultar a saída.
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    Mas a maioria dos fatores comprovados
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    que causam depressão e ansiedade
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    não estão na nossa biologia.
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    São fatores na nossa maneira de viver.
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    Logo que os compreendemos,
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    abre-se um conjunto
    muito diferente de soluções
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    que deveriam ser oferecidas às pessoas
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    em conjunto com a opção
    de tomar antidepressivos químicos.
  • 2:55 - 2:58
    Por exemplo, se sentimos solidão,
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    temos maior probabilidade
    de ficarmos deprimidos.
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    Se, no trabalho, não temos
    nenhum controlo sobre o nosso trabalho,
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    e só podemos fazer o que nos mandam,
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    temos maior probabilidade
    de ficarmos deprimidos.
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    Se raramente temos contacto
    com a natureza,
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    temos maior probabilidade
    de ficarmos deprimidos.
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    Uma coisa une muitas das causas
    da depressão e da ansiedade
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    que aprendi.
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    Não todas, mas muitas delas.
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    Todos aqui sabem
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    que temos necessidades
    físicas naturais, certo?
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    Obviamente.
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    Precisamos de comida, precisamos de água,
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    precisamos de abrigo,
    precisamos de ar puro.
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    Se nos tirassem essas coisas,
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    ficaríamos em apuros, muito rapidamente.
  • 3:33 - 3:35
    Mas ao mesmo tempo,
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    todo o ser humano tem
    necessidades psicológicas naturais.
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    Precisamos de sentir que pertencemos.
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    Precisamos de sentir que a nossa vida
    tem um sentido e um propósito,
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    que as pessoas nos veem e valorizam.
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    Precisamos de sentir que temos
    um futuro com sentido.
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    Esta cultura que construímos
    é boa em muitas coisas.
  • 3:52 - 3:54
    E muitas coisas estão melhor
    que no passado.
  • 3:54 - 3:55
    Estou feliz por estar vivo hoje.
  • 3:55 - 3:57
    Mas estamos cada vez pior
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    em satisfazer estas necessidades
    psicológicas básicas profundas.
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    E isto não é a única coisa que se passa,
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    mas penso que é a razão chave
    de esta crise estar a aumentar.
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    Achei isto muito difícil de assimilar.
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    Lutei bastante contra a ideia
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    de deixar de pensar na minha depressão
    como um problema apenas no meu cérebro,
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    para um problema com muitas causas,
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    inclusive na nossa forma de viver.
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    Isto só começou a fazer sentido para mim
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    quando um dia fui entrevistar
    um psiquiatra sul-africano
  • 4:28 - 4:30
    chamado Derek Summerfield.
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    Ele é um homem fantástico.
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    O Dr. Summerfield estava
    no Camboja em 2001,
  • 4:35 - 4:38
    quando apresentaram os antidepressivos
    químicos pela primeira vez
  • 4:38 - 4:40
    às pessoas desse país.
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    Os médicos locais, cambojanos,
    nunca tinham ouvido falar dessas drogas
  • 4:43 - 4:45
    e perguntavam: "O que são?"
  • 4:45 - 4:46
    E ele explicou.
  • 4:46 - 4:48
    E eles disseram-lhe:
  • 4:48 - 4:50
    "Não precisamos disso,
    nós já temos antidepressivos."
  • 4:51 - 4:52
    Ele disse: "Como assim?"
  • 4:52 - 4:56
    Pensava que lhe fossem falar
    de algum tipo de remédio herbal,
  • 4:56 - 5:00
    como a erva-de-são-joão,
    a ginkgo biloba, ou algo parecido.
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    Em vez disso, contaram-lhe uma história.
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    Havia um agricultor na comunidade deles
    que trabalhava nos campos de arroz.
  • 5:06 - 5:08
    Um dia, ele pisou uma mina terrestre,
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    deixada pela guerra com os EUA,
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    que lhe arrancou uma perna.
  • 5:12 - 5:14
    Deram-lhe uma perna artificial,
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    e ele voltou a trabalhar
    nos campos de arroz.
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    Mas parece que é muito doloroso
    trabalhar dentro de água,
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    quando se tem um membro artificial,
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    e penso que tenha sido muito traumático
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    voltar a trabalhar no campo
    onde perdera a perna.
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    O homem começou a chorar o dia todo,
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    recusou-se a sair da cama,
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    desenvolveu todos os sintomas
    da depressão clássica.
  • 5:32 - 5:33
    O médico cambojano disse:
  • 5:33 - 5:36
    "Foi então que lhe demos
    um antidepressivo."
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    O Dr. Summerfield disse:
    "O que é que foi?"
  • 5:39 - 5:42
    Eles explicaram que foram ter com ele
    e sentaram-se juntos.
  • 5:42 - 5:44
    Ouviram-no.
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    Perceberam que a dor dele fazia sentido.
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    Era difícil para o homem entender,
    no meio da sua depressão,
  • 5:50 - 5:54
    que esta tinha causas perfeitamente
    compreensíveis na sua vida.
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    Um dos médicos, a falar com as pessoas
    na comunidade, sugeriu:
  • 5:57 - 5:59
    "Se comprarmos uma vaca a este homem,
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    "ele pode ser um produtor de leite,
  • 6:01 - 6:04
    "e não precisa de estar numa situação
    que o prejudica tanto,
  • 6:04 - 6:06
    "não precisa de trabalhar
    nos campos de arroz".
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    Então compraram-lhe uma vaca.
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    Em duas semanas o choro cessou,
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    Num mês, a depressão
    tinha desaparecido.
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    Disseram ao Dr. Summerfield:
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    "Está a ver, doutor, aquela vaca
    foi um antidepressivo.
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    "É a isso que se refere, não é?"
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    (Risos)
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    (Aplausos)
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    Se foram educados para pensar
    na depressão como eu fui,
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    e a maioria das pessoas aqui foi,
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    isto parece uma piada de mau gosto.
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    "Fui à médica pedir um antidepressivo
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    "e ela deu-me uma vaca."
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    Mas o que aqueles médicos cambojanos
    sabiam intuitivamente,
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    baseados neste episódio
    individual e não científico,
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    é o que o principal corpo médico do mundo,
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    a Organização Mundial da Saúde,
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    nos tem tentado dizer há anos,
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    baseando-se nas melhores
    evidências científicas.
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    Se estamos deprimidos,
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    se estamos ansiosos,
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    não somos fracos, não somos malucos,
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    não somos, na maioria,
    uma máquina com peças avariadas.
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    Somos um ser humano
    com necessidades não satisfeitas.
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    Também é importante pensar
    no que os médicos cambojanos
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    e a Organização Mundial da Saúde
    não estão a dizer.
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    Não disseram a este agricultor:
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    "Olha, amigo, tens de te recompor.
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    "És tu que tens de entender
    e resolver este problema sozinho."
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    Pelo contrário, o que é dito é:
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    "Estamos aqui enquanto grupo
    para trabalhar contigo,
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    "Em conjunto, podemos perceber
    e resolver este problema."
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    É disto que uma pessoa
    deprimida precisa,
  • 7:33 - 7:36
    e é o que todas as pessoas
    deprimidas merecem.
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    Por isso é que um dos médicos principais
    das Nações Unidas,
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    no seu discurso oficial
    no Dia Mundial da Saúde,
  • 7:41 - 7:43
    disse há dois anos, em 2017:
  • 7:43 - 7:46
    "Precisamos de falar menos
    em desequilíbrios químicos,
  • 7:46 - 7:49
    "e falar mais nos desequilíbrios
    na forma como vivemos".
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    Os fármacos trazem grande alívio
    a algumas pessoas
  • 7:51 - 7:53
    — deram-me alívio durante algum tempo,
  • 7:53 - 7:57
    mas, precisamente porque este problema
    é mais complexo que a biologia,
  • 7:58 - 8:01
    as soluções também precisam
    de ser mais complexas.
  • 8:01 - 8:03
    A primeira vez que aprendi isto,
  • 8:03 - 8:05
    lembro-me de pensar:
  • 8:05 - 8:07
    "Eu conseguia ver todas
    as evidências científicas,
  • 8:07 - 8:09
    "li um grande número de estudos,
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    "entrevistei muitos especialistas
    que explicavam isto,
  • 8:11 - 8:14
    "mas não deixava de pensar
    'Como é que podemos fazer isto?' "
  • 8:14 - 8:16
    As coisas que nos tornam deprimidos
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    são, habitualmente, mais complexas
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    do que o que se passou
    com o agricultor cambojano.
  • 8:21 - 8:23
    Por onde começar, após esta revelação?
  • 8:23 - 8:26
    Mas depois, na grande viagem
    para o meu livro,
  • 8:26 - 8:28
    por todo o mundo,
  • 8:28 - 8:31
    não parei de conhecer pessoas
    que faziam isso mesmo,
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    desde Sydney
    a São Francisco, a São Paulo.
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    Encontrei sempre pessoas
    que entendiam
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    as causas mais profundas
    da depressão e da ansiedade
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    e, enquanto grupos, as solucionavam.
  • 8:41 - 8:44
    Não vos posso falar
    de todas as pessoas maravilhosas
  • 8:44 - 8:45
    que conheci e sobre quem escrevi
  • 8:45 - 8:49
    ou de todas as nove causas de depressão
    e ansiedade que aprendi,
  • 8:49 - 8:51
    porque não me deixam fazer
    uma palestra TED de 10 horas
  • 8:51 - 8:53
    — podem queixar-se disso com eles.
  • 8:53 - 8:55
    Mas quero focar-me em duas das causas
  • 8:55 - 8:58
    e duas das soluções que delas emergem.
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    Aqui está a primeira.
  • 9:00 - 9:03
    Somos a sociedade mais solitária
    na história da humanidade.
  • 9:03 - 9:06
    Um estudo recente perguntou
    aos norte-americanos:
  • 9:06 - 9:09
    "Sente que já não está
    próximo de ninguém?"
  • 9:09 - 9:13
    E 39% de pessoas disseram
    que isso as descrevia:
  • 9:13 - 9:15
    "Já não estou próximo de ninguém."
  • 9:15 - 9:17
    Nas medições internacionais da solidão,
  • 9:17 - 9:20
    a Grã-Bretanha e o resto da Europa
    seguem-se logo aos EUA,
  • 9:20 - 9:21
    caso alguém se sinta superior.
  • 9:21 - 9:23
    (Risos)
  • 9:23 - 9:24
    Passei muito tempo a analisar isto
  • 9:24 - 9:27
    com o principal especialista
    em solidão do mundo,
  • 9:27 - 9:29
    um homem incrível,
    o professor John Cacioppo,
  • 9:29 - 9:30
    que estava em Chicago.
  • 9:30 - 9:33
    Pensei muito numa questão
    que o trabalho dele coloca.
  • 9:33 - 9:35
    O professor Cacioppo perguntou:
  • 9:35 - 9:37
    "Porque é que existimos?
  • 9:37 - 9:39
    "Porque estamos aqui,
    porque estamos vivos?"
  • 9:39 - 9:41
    Uma razão fundamental
  • 9:41 - 9:44
    é que os nossos antepassados
    nas savanas de África
  • 9:44 - 9:46
    eram muito bons numa coisa.
  • 9:46 - 9:50
    Eles não eram maiores que os animais
    que abatiam na maior parte do tempo,
  • 9:50 - 9:53
    não eram mais rápidos que os animais
    que abatiam na maior parte do tempo,
  • 9:53 - 9:57
    mas eram muito melhores
    a juntar-se em grupos e a cooperar.
  • 9:57 - 10:00
    Este era o nosso superpoder
    enquanto espécie,
  • 10:00 - 10:01
    agrupamo-nos.
  • 10:01 - 10:04
    Assim como as abelhas evoluíram
    para viverem em colmeia,
  • 10:04 - 10:06
    os seres humanos evoluíram
    para viverem em tribos.
  • 10:06 - 10:10
    Somos os primeiros
    seres humanos de sempre
  • 10:10 - 10:12
    a dissolver as nossas tribos,
  • 10:12 - 10:15
    o que nos faz sentir pessimamente.
  • 10:15 - 10:17
    Mas isto não tem de ser assim.
  • 10:17 - 10:20
    Um dos heróis no meu livro,
    e, de facto, na minha vida,
  • 10:20 - 10:22
    é um médico chamado Sam Everington.
  • 10:22 - 10:25
    Ele é clínico geral numa zona pobre
    na zona oriental de Londres,
  • 10:25 - 10:27
    onde vivi muitos anos.
  • 10:27 - 10:28
    Sam estava muito desconfortável,
  • 10:28 - 10:30
    porque muitos pacientes iam ter com ele
  • 10:30 - 10:32
    com depressão e ansiedade terríveis.
  • 10:32 - 10:35
    Ele não se opõe
    aos antidepressivos químicos,
  • 10:35 - 10:37
    pensa que dão algum
    alívio a certas pessoas.
  • 10:37 - 10:39
    Mas ele via duas coisas.
  • 10:39 - 10:42
    Primeiro, que a maioria dos seus pacientes
    estavam deprimidos e ansiosos
  • 10:42 - 10:46
    por razões totalmente compreensíveis,
    como a solidão.
  • 10:46 - 10:49
    Segundo, embora os fármacos
    aliviassem algumas pessoas,
  • 10:49 - 10:52
    na maioria delas
    não resolviam o problema,
  • 10:52 - 10:53
    o problema subjacente.
  • 10:54 - 10:57
    Um dia, Sam decidiu ser pioneiro
    de uma abordagem diferente.
  • 10:57 - 10:59
    Apareceu no seu centro de saúde
  • 10:59 - 11:01
    uma mulher chamada Lisa Cunningham.
  • 11:01 - 11:02
    Eu conheci a Lisa mais tarde.
  • 11:03 - 11:06
    A Lisa tinha estado fechada em casa
    com depressão incapacitante e ansiedade
  • 11:07 - 11:08
    durante sete anos.
  • 11:09 - 11:11
    Quando ela foi ao centro do Sam,
    disseram-lhe:
  • 11:11 - 11:14
    "Não te preocupes, vamos continuar
    a dar-te estes fármacos,
  • 11:14 - 11:17
    "mas vamos prescrever outra coisa também.
  • 11:17 - 11:20
    "Vamos receitar que venhas
    a este centro, duas vezes por semana,
  • 11:20 - 11:23
    "para te reunires com um grupo
    de pessoas deprimidas e ansiosas,
  • 11:23 - 11:26
    "não para falares de quão miserável estás,
  • 11:26 - 11:29
    "mas para descobrires alguma coisa
    com significado que possam fazer juntos
  • 11:29 - 11:32
    "para não te sentires sozinha,
    não sentires que a vida é inútil."
  • 11:33 - 11:35
    A primeira vez que este grupo se reuniu,
  • 11:35 - 11:38
    Lisa começou literalmente
    a vomitar de ansiedade.
  • 11:38 - 11:39
    Foi tão avassalador para ela.
  • 11:39 - 11:42
    Mas as pessoas confortaram-na,
    começaram a falar, dizendo:
  • 11:42 - 11:44
    "O que é que podemos fazer?"
  • 11:44 - 11:46
    Eram pessoas da cidade,
    pessoas como eu,
  • 11:46 - 11:48
    não sabiam nada de jardinagem,
    mas disseram:
  • 11:48 - 11:50
    "Porque é que não aprendemos
    jardinagem?"
  • 11:50 - 11:53
    Havia uma área abandonada
    por detrás dos gabinetes médicos
  • 11:53 - 11:54
    "Porque é que não fazemos um jardim?"
  • 11:55 - 11:57
    Começaram a levar livros da biblioteca,
  • 11:57 - 11:59
    Começaram a ver vídeos no YouTube.
  • 11:59 - 12:02
    Começaram a meter as mãos na terra.
  • 12:02 - 12:05
    Começaram a aprender
    os ritmos das estações.
  • 12:05 - 12:06
    Há muitos indícios
  • 12:06 - 12:08
    de que o contacto com o mundo natural
  • 12:08 - 12:10
    é um antidepressivo muito poderoso.
  • 12:10 - 12:13
    Mas eles começaram a fazer algo
    ainda mais importante.
  • 12:13 - 12:15
    Começaram a formar uma tribo.
  • 12:15 - 12:17
    Começaram a formar um grupo.
  • 12:17 - 12:19
    Começaram a cuidar uns dos outros.
  • 12:19 - 12:21
    Se um deles não aparecia,
  • 12:21 - 12:24
    os outros iam à procura dele e diziam:
    "Está tudo bem?"
  • 12:24 - 12:26
    Ajudavam-no a perceber
    o que o perturbava nesse dia.
  • 12:26 - 12:28
    A Lisa colocou isto assim:
  • 12:28 - 12:31
    "À medida que o jardim
    começou a florescer,
  • 12:31 - 12:32
    "nós começámos a florescer."
  • 12:32 - 12:34
    Esta abordagem chama-se
    prescrição social,
  • 12:34 - 12:36
    e está a espalhar-se pela Europa.
  • 12:36 - 12:38
    Há um pequeno mas crescente
    corpo de indícios
  • 12:38 - 12:41
    que sugere que pode produzir
    um declínio real e significativo
  • 12:41 - 12:43
    na depressão e na ansiedade.
  • 12:43 - 12:47
    Um dia, lembro-me de estar no jardim
  • 12:47 - 12:50
    que a Lisa e os seus amigos construíram
  • 12:50 - 12:51
    — é um jardim mesmo bonito —
  • 12:51 - 12:52
    e ter um pensamento,
  • 12:53 - 12:56
    inspirado por um professor
    chamado Hugh Mackay, da Austrália.
  • 12:56 - 13:01
    Quantas vezes, quando as pessoas
    se sentem em baixo nesta cultura,
  • 13:01 - 13:04
    o que lhes dizemos é:
    — eu e todos aqui o dissemos:
  • 13:04 - 13:07
    "Só precisas de ser tu próprio".
  • 13:08 - 13:11
    Percebi que, na realidade,
    o que deveríamos dizer é:
  • 13:11 - 13:12
    "Não sejam vocês.
  • 13:12 - 13:14
    "Não sejam vocês próprios.
  • 13:14 - 13:16
    "Sejam nós.
  • 13:17 - 13:18
    "Sejam parte de um grupo."
  • 13:18 - 13:21
    (Aplausos)
  • 13:22 - 13:24
    A solução para estes problemas
  • 13:24 - 13:28
    não passa por recorrer
    cada vez mais aos nossos recursos
  • 13:28 - 13:29
    enquanto indivíduo isolado
  • 13:29 - 13:31
    — isso é em parte
    o que nos levou a esta crise.
  • 13:31 - 13:34
    Passa por nos interligarmos
    a algo maior do que nós.
  • 13:34 - 13:36
    Isto está muito associado
    a uma das outras causas
  • 13:36 - 13:39
    de depressão e de ansiedade
    de que vos queria falar.
  • 13:39 - 13:41
    Todos sabem
  • 13:41 - 13:45
    que a comida de plástico domina
    as nossas dietas e nos faz adoecer.
  • 13:45 - 13:47
    Não digo isto com ar de superioridade,
  • 13:47 - 13:49
    eu vim do McDonald's para esta palestra.
  • 13:49 - 13:53
    Eu vi-vos a comer o pequeno-almoço
    saudável do TED, e pensei: "Nem pensar".
  • 13:53 - 13:58
    Mas tal como a comida de plástico domina
    as nossas dietas e nos faz adoecer,
  • 13:58 - 14:02
    uma espécie de valores de plástico
    tem dominado as nossas mentes
  • 14:02 - 14:04
    e faz-nos adoecer, mentalmente.
  • 14:04 - 14:07
    Durante milhares de anos,
    os filósofos disseram
  • 14:07 - 14:12
    que, se pensamos que a vida é
    só dinheiro, estatuto e ostentação,
  • 14:12 - 14:13
    vamo-nos sentir uma porcaria.
  • 14:13 - 14:16
    Não é bem uma citação exata
    de Schopenhauer,
  • 14:16 - 14:17
    mas é na essência o que ele disse.
  • 14:17 - 14:21
    Estranhamente, quase ninguém
    tinha investigado isto cientificamente,
  • 14:21 - 14:24
    até que conheci uma pessoa
    extraordinária, o professor Tim Kasser,
  • 14:24 - 14:26
    que está no Knox College em Illinois,
  • 14:26 - 14:29
    e tem investigado isto há 30 anos.
  • 14:29 - 14:32
    A sua investigação sugere
    várias coisas muito importantes.
  • 14:32 - 14:35
    Primeiro, quanto mais acreditamos
  • 14:35 - 14:38
    que comprar e exibir
  • 14:38 - 14:41
    é o caminho que leva da tristeza
    a uma boa vida,
  • 14:42 - 14:45
    maior é a probabilidade de nos tornarmos
    deprimidos e ansiosos.
  • 14:45 - 14:46
    Em segundo lugar,
  • 14:46 - 14:51
    enquanto sociedade, tornámo-nos
    muito mais conduzidos por estas crenças.
  • 14:51 - 14:52
    Em toda a minha vida,
  • 14:52 - 14:57
    sob o peso da publicidade, do Instagram
    e de tudo o que seja parecido.
  • 14:57 - 14:58
    Enquanto pensava nisto,
  • 14:58 - 15:01
    percebi que é como se nos tivessem
    alimentado desde a nascença,
  • 15:01 - 15:04
    com uma espécie de comida
    de plástico para a alma.
  • 15:04 - 15:08
    Treinaram-nos para procurar a felicidade
    em todos os lugares errados,
  • 15:08 - 15:11
    e tal como a comida de plástico
    não satisfaz as necessidades nutricionais
  • 15:11 - 15:13
    e nos faz sentir pessimamente,
  • 15:13 - 15:17
    os valores de plástico não satisfazem
    as nossas necessidades psicológicas,
  • 15:17 - 15:19
    e privam-nos de uma vida boa.
  • 15:19 - 15:22
    A primeira vez que passei tempo
    com o professor Kasser
  • 15:22 - 15:23
    e estava a aprender tudo isto,
  • 15:23 - 15:26
    senti uma mistura
    bem estranha de emoções.
  • 15:26 - 15:28
    Porque, por um lado,
    achei isto muito desafiante.
  • 15:28 - 15:32
    Eu via quão frequentemente
    na minha vida, ao me sentir em baixo,
  • 15:32 - 15:37
    eu tentava remediar a situação com
    uma solução grandiosa e meio vistosa.
  • 15:37 - 15:40
    E percebi porque é que isso
    não resultara bem para mim.
  • 15:41 - 15:44
    Pensei também:
    "Não é isto óbvio?
  • 15:44 - 15:46
    "Não é isto quase banal?"
  • 15:46 - 15:47
    Se eu vos dissesse a todos
  • 15:47 - 15:49
    que nenhum de vocês se deitará
    no leito de morte
  • 15:49 - 15:52
    a pensar nos sapatos que comprou
    e nos "retweets" que recebeu,
  • 15:52 - 15:54
    mas que vão pensar
    em momentos de amor,
  • 15:54 - 15:56
    de significado e de conexão na vossa vida.
  • 15:56 - 15:58
    Acho que parece quase um cliché.
  • 15:58 - 16:01
    Continuei a falar com
    o professor Kasser e disse-lhe:
  • 16:01 - 16:03
    "Porque é que sinto
    esta estranha duplicidade?"
  • 16:03 - 16:07
    E ele disse: "De certa forma,
    todos sabemos estas coisas.
  • 16:07 - 16:09
    "Mas nesta cultura, não as vivemos.
  • 16:09 - 16:11
    "Conhecemo-las tão bem
    que elas se tornam clichés,
  • 16:11 - 16:13
    "mas não as vivemos".
  • 16:13 - 16:16
    Continuei a perguntar porque é
    que sabemos algo tão profundo,
  • 16:16 - 16:17
    mas não o vivemos?
  • 16:17 - 16:20
    Passado um momento,
    o professor Kasser disse-me:
  • 16:21 - 16:23
    "Porque vivemos numa máquina
  • 16:23 - 16:27
    "concebida para nos fazer negligenciar
    o que é importante na vida."
  • 16:27 - 16:29
    Tive de pensar bem acerca disso.
  • 16:29 - 16:30
    "Porque vivemos numa máquina
  • 16:30 - 16:34
    "concebida para nos fazer negligenciar
    o que é importante na vida."
  • 16:34 - 16:38
    O professor Kasser queria descobrir
    se podemos sabotar essa máquina.
  • 16:38 - 16:40
    Ele fez muita investigação sobre isso.
  • 16:40 - 16:42
    Vou-vos dar um exemplo,
  • 16:42 - 16:45
    e encorajo todos a experimentar isto
    com os amigos e família.
  • 16:45 - 16:48
    Um homem chamado Nathan Dungan,
    reuniu adolescentes e adultos,
  • 16:48 - 16:53
    que se juntaram numa série de sessões
    durante algum tempo.
  • 16:53 - 16:55
    Parte do objetivo do grupo
  • 16:55 - 16:58
    era que as pessoas pensassem
    num momento da sua vida
  • 16:58 - 17:00
    em que tivessem encontrado
    sentido e propósito.
  • 17:01 - 17:03
    Para pessoas diferentes,
    eram coisas diferentes.
  • 17:03 - 17:06
    Para algumas pessoas era tocar música,
    escrever, ajudar alguém
  • 17:06 - 17:09
    — de certeza que todos conseguimos
    imaginar algo assim.
  • 17:09 - 17:12
    E parte do objetivo do grupo
    era que as pessoas perguntassem:
  • 17:12 - 17:15
    "Ok, como é que podemos
    dedicar mais da nossa vida
  • 17:15 - 17:18
    "perseguindo estes momentos
    de significado e de propósito,
  • 17:18 - 17:21
    "e menos a comprar porcarias
    de que não precisamos,
  • 17:21 - 17:23
    "a colocá-las nas redes sociais
    para as pessoas dizerem:
  • 17:23 - 17:25
    " 'Ó meu Deus, que inveja!' "
  • 17:25 - 17:27
    Eles descobriram que,
  • 17:27 - 17:28
    só por ter estas reuniões,
  • 17:28 - 17:31
    era como uma espécie de Alcoólicos
    Anónimos para o consumismo.
  • 17:32 - 17:35
    Fazerem estas reuniões,
    articularem estes valores,
  • 17:35 - 17:38
    decidirem agir sobre eles
    e prestarem contas umas às outras,
  • 17:38 - 17:40
    levou a uma mudança marcada
    nos valores das pessoas.
  • 17:40 - 17:45
    Afastou-as deste furacão
    de mensagens geradoras de depressão
  • 17:45 - 17:47
    que nos treinam a procurar a felicidade
    nos sítios errados,
  • 17:48 - 17:51
    aproximando-as de valores
    mais significativos e nutritivos
  • 17:51 - 17:53
    que nos fazer sair da depressão.
  • 17:53 - 17:57
    Mas com todas as soluções
    que vi e escrevi,
  • 17:57 - 17:59
    e muitas de que não posso falar aqui,
  • 17:59 - 18:01
    continuei a pensar,
  • 18:01 - 18:05
    "Porque é que demorei tanto tempo
    a ter estes discernimentos?"
  • 18:05 - 18:07
    Porque, quando os explicamos às pessoas
  • 18:07 - 18:09
    — algumas são mais complicadas,
    mas não todas —
  • 18:09 - 18:12
    quando explicamos isto às pessoas,
    não é difícil de compreender.
  • 18:12 - 18:14
    De alguma forma,
    já sabemos estas coisas.
  • 18:14 - 18:17
    Mas porque é que achamos
    tão difícil de entender?
  • 18:17 - 18:19
    Acho que há muitas razões.
  • 18:19 - 18:24
    Penso que uma razão é que temos
    de mudar o nosso entendimento
  • 18:24 - 18:27
    do que realmente são
    a depressão e a ansiedade.
  • 18:28 - 18:30
    Há contribuições biológicas muito reais
  • 18:30 - 18:32
    para a depressão e para a ansiedade.
  • 18:32 - 18:35
    Mas se permitimos que a biologia
    pinte todo o quadro,
  • 18:35 - 18:37
    como eu fiz durante muito tempo,
  • 18:37 - 18:41
    como diria que a nossa cultura
    fez basicamente toda a minha vida,
  • 18:41 - 18:45
    o que estamos a dizer implicitamente
    — e ninguém tem essa intenção —
  • 18:45 - 18:48
    mas o que estamos a dizer
    implicitamente é:
  • 18:48 - 18:50
    "A tua dor não vale nada.
  • 18:50 - 18:52
    "É só um mau funcionamento.
  • 18:52 - 18:55
    "É como uma falha
    num programa de computador,
  • 18:55 - 18:58
    "É só um problema de ligações na cabeça."
  • 18:58 - 19:01
    Só consegui mudar a minha vida
  • 19:01 - 19:06
    quando percebi que a depressão
    não é um mau funcionamento.
  • 19:07 - 19:08
    É um sinal.
  • 19:09 - 19:11
    A nossa depressão é um sinal.
  • 19:11 - 19:13
    Está-nos a dizer algo.
  • 19:14 - 19:17
    (Aplausos)
  • 19:18 - 19:20
    Sentimo-nos assim por alguma razão,
  • 19:20 - 19:23
    que pode ser difícil de ver
    no meio da depressão
  • 19:23 - 19:25
    — eu percebo isso muito bem
    por experiência pessoal.
  • 19:25 - 19:29
    Mas com a ajuda certa,
    podemos entender estes problemas
  • 19:29 - 19:31
    e podemos resolver estes problemas juntos.
  • 19:31 - 19:33
    Mas, para fazer isso,
  • 19:33 - 19:37
    o primeiro passo é deixar
    de insultar estes sinais
  • 19:37 - 19:41
    dizendo que são um sinal de fraqueza,
    de loucura ou meramente biológicos,
  • 19:41 - 19:43
    com exceção de um pequeno
    número de pessoas.
  • 19:43 - 19:47
    Temos de começar a ouvir estes sinais,
  • 19:47 - 19:50
    porque nos estão a dizer
    algo que precisamos de ouvir.
  • 19:51 - 19:55
    Só quando verdadeiramente
    ouvirmos estes sinais,
  • 19:56 - 19:59
    honrarmos estes sinais
    e respeitarmos estes sinais,
  • 20:00 - 20:02
    é que começaremos a ver
  • 20:02 - 20:06
    as soluções mais profundas,
    libertadoras e nutritivas:
  • 20:07 - 20:11
    as vacas que estão à espera à nossa volta.
  • 20:12 - 20:13
    Obrigado.
  • 20:13 - 20:16
    (Aplausos)
Títol:
Isto pode ser a razão de estarmos deprimidos ou ansiosos
Speaker:
Johann Hari
Descripció:

Numa palestra comovente e útil, o jornalista Johann Hari partilha uma nova compreensão sobre as causas da depressão e da ansiedade por especialistas de todo o mundo — assim como algumas novas soluções promissoras. "Se estamos deprimidos ou ansiosos, não somos fracos nem malucos — somos um ser humano com necessidades não satisfeitas", diz Hari.

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Video Language:
English
Team:
TED
Projecte:
TEDTalks
Duration:
20:31

Portuguese subtitles

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