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← Ciência de hoje: Como estudamos o Zika | Academia de Ciências da Califórnia

De onde surgiram os vírus Zika? Qual a sua progressão? Como estudá-los?

A Academia das Ciências da Califórnia é o único local do planeta com um aquário, um planetário, um museu de história natural e uma floresta tropical de quatro andares, debaixo dum só teto.

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Showing Revision 3 created 11/14/2016 by Margarida Ferreira.

  1. Como estudamos o Zika
  2. Estamos a sequenciar os vírus Zika,
    no meu laboratório
  3. para perceber se são diferentes
    dos virus Zika anteriores.
  4. O meu papel é observar
    como o genoma do vírus
  5. se tem transformado com o tempo,
    e como pode estar a adaptar-se
  6. para responder a novas regiões geográficas,
    às populações humanas
  7. e até a populações de mosquitos.
  8. Podemos usar o genótipo, ou seja,
    assinatura genética, dos vírus
  9. para perguntar: "Quais são
    os que são mais aparentados?"
  10. Se tivermos todos os aparentados
    registados por local e data,
  11. podemos reconstruir a história
    do movimento viral,
  12. e também podemos perceber
    melhor se o vírus
  13. está a mudar com esse movimento.
  14. Sabemos que o vírus Zika existe
    desde o final dos anos 40,
  15. início dos anos 50, quando foi detetado
    em África, pela primeira vez,
  16. e tem estado a circular
    a níveis muito baixos,
  17. atingindo umas 10 a 15 pessoas.
  18. Só se tornou um fenómeno mais alargado
  19. quando entrou na ilha estado de Yap,
    no Pacífico, em 2007.
  20. Estes vírus atingiram mais pessoas,
  21. e depois passaram
    para a Polinésia francesa
  22. e foram detetados em 2013.
  23. Descobrimos que os vírus
    que se encontram no Brasil
  24. são provenientes dos mesmos vírus
    que encontrámos na Polinésia francesa
  25. e que, quando se espalharam
    para fora do Brasil,
  26. é uma confusão;
    espalham-se muito rapidamente.
  27. Os vírus que antecederam
    os vírus do Brasil
  28. e os vírus da Polinésia francesa,
  29. e mesmo os vírus de Yap,
    são provenientes de África.
  30. São um pouco diferentes.
  31. Não sabemos qual o significado
    destas diferenças.
  32. Não sabemos se as mutações genéticas
  33. que separam esses vírus africanos
  34. são o que permitiram que os vírus
    se espalhem tão rapidamente.
  35. Portanto, este é o tipo de trabalho
  36. que o meu laboratório e outros
    estamos a fazer
  37. para saber como os vírus
    se têm transformado,
  38. e qual será a chave para o seu êxito
  39. nas populações humanas e nas pessoas
    que vivem lado a lado com os mosquitos.
  40. Tradução de Margarida Ferreira