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Showing Revision 8 created 05/16/2020 by Monica Claro.

  1. [música ambiente]
  2. Ação!
  3. É grandioso.
  4. É espantoso.
  5. Tenho de continuar a lembrar-me de que eles
    não são reais.
  6. O que estamos aqui a fazer é como
    um filme histórico, na verdade.
  7. 90 % da minha experiência nas filmagens, aqui,
    é assim.
  8. Tivemos de vir para aqui para filmar uma série
    que se passa em Williamsburg.
  9. Mas filmá-la em Berlim... é um pouco
    emotivo.
  10. Uma série em ídiche, na minha opinião
    pessoal, é algo incrível.
  11. Podemos estar a relacionarmos-nos numa
    língua que ninguém compreende.
  12. Estamos a trabalhar com costumes
    e rituais que ninguém compreende.
  13. No entanto, a essência do que acontece é
    universalmente compreendida.
  14. Esta história é muito bonita e única,
  15. mostra-nos os dois mundos.
  16. Não penso que seja uma história sobre a
    existência de Deus, ou de qualquer coisa.
  17. É mais sobre... o direito de nos podermos
    exprimir.
  18. Pessoas como eu talvez nunca tenham tido
    essa oportunidade.
  19. Nunca nos vemos reflectidos nas histórias
    que são contadas
  20. na cultura pop.
  21. Por isso não sabemos muito bem como criar
    as nossas próprias histórias.
  22. Penso que este é o primeiro programa
    desde sempre a retratar com exactidão
  23. a comunidade Hassídica.
  24. São pessoas reais e as suas
    experiências são universais,
  25. e as pessoas identificam-se com elas.
  26. Quando a comunidade vê a série,
    e há alguém como eu a ver e
  27. vê que esta rapariga vivia
    como ela vive.
  28. E que ela reuniu a coragem necessária para
    seguir os seus sonhos.
  29. Talvez ela também consiga.
  30. Quando conheci a Anna e a Alexa,
    e tornei-me amiga delas,
  31. apercebi-me de que, se alguém alcançar
    realmente o sentido da narrativa,
  32. e de alguma forma
  33. colocá-la em prática
  34. isso vai ter um impacto cultural
    positivo,
  35. são estas mulheres.
  36. Depois de conhecer Deborah,
    li o seu livro,
  37. e achei que era magnífico.
  38. Quero dizer, li-o de uma assentada.
    Não conseguia largá-lo.
  39. E depois ela disse:
  40. "Bem, porque é que não adaptas o meu livro
    para uma serie de televisão?"
  41. Durante algum tempo eu e Anna
    quisemos fazer uma serie de televisão
  42. onde pudéssemos trabalhar sobre vários
    temas
  43. e debater ideias sobre o significado
    ser Judeu, especialmente na Alemanha.
  44. Para mim, a história é sobre uma jovem
    mulher, que
  45. está em busca de si própria,
  46. e da sua comunidade no mundo.
  47. Esther é uma rapariga de 19 anos.
  48. Nasceu e cresceu em Williamsburg,
    Brooklyn,
  49. numa comunidade chamada Satmar.
  50. - Não te esqueças, Esty.
    Ele fala primeiro.
  51. Ela cresceu num bairro muito religioso.
  52. E liberta-se do seu casamento infeliz e
    voa para Berlim.
  53. A sua história é única e romântica.
  54. Sentimos que era uma tão diferente,
    alguém deixar esta comunidade insular
  55. em Williamsburg, Brooklyn, Nova Iorque,
  56. e encontrar o seu caminho aqui,
    sem alternativas.
  57. Desde muito jovem sempre
    se sentiu muito diferente.
  58. Foi-lhe sempre dito que era diferente,
  59. pelo facto de que estava sempre a
    questionar-se interiormente,
  60. e possuía aquele "chutzpah".
  61. Os Judeus de Satmar pertencem à
    comunidade Hassídíca,
  62. provenientes da cidade de Satu Mare,
    na Hungria.
  63. A maior parte descendentes de
    sobreviventes do Holocausto e
  64. fundada depois da guerra por sobreviventes
    do Holocausto, em Nova Iorque.
  65. Isto torna-os um pouco diferentes
  66. de muitas outras comunidades Hassídicas,
  67. porque desenvolveram-se a partir do que
    eram depois da guerra e não antes.
  68. Foi fundada por pessoas
    em dificuldade
  69. e profundamente traumatizadas, que dificilmente
    somos capazes de imaginar.
  70. Para a primeira geração,
  71. eu diria até para as duas primeiras gerações,
  72. este trauma foi uma força motriz
  73. por detrás das estruturas ideológicas
    desta comunidade.
  74. A comunidade de Satmar é também especial
    pela sua língua nativa, o Ídiche.
  75. Penso que devem ser valorizados,
    até certo ponto,
  76. por manterem o ídiche vivo.
  77. - Mas porquê Berlim?
    - Pensa nisso.
  78. - O quê?
    - A sua mãe louca vive em Berlim!
  79. Foi muito importante para nós
    fazer mudanças na narrativa
  80. para que se diferenciasse da vida
    real da Deborah Feldman's.
  81. Porque ela é uma jovem mulher e
    figura pública,
  82. é uma intelectual e queríamos
    que a vida de Esther em Berlim
  83. fosse diferente da vida real em Berlim
    de Deborah.
  84. De certa forma as memórias são
    baseadas no livro mas
  85. a narrativa actual é completamente
    inventada.
  86. É preciso estar para lá dos clichés,
  87. das nossas projeções sobre
    como a vida dentro de uma comunidade
  88. deste tipo deve ser.
  89. Foi muito importante para nós
    não apenas a aparência, os
  90. figurinos e rituais serem correctos,
    mas também incorporar
  91. as ideias das personagens deste
    universo, de uma forma
  92. que parecesse autêntica,
    mas também intensificadas
  93. porque estamos na televisão.
  94. Em geral, sinto que quando mostramos
    comunidades diferentes, especialmente
  95. comunidades que estão à margem,
  96. queremos acertar nos detalhes.
  97. Sabíamos que era extremamente importante
    incluir as pessoas,
  98. não apenas como actores, mas
  99. todos os que fazem parte da comunidade,
    á frente da câmara e fora dela.
  100. Assim, uma das primeiras pessoas
    que contratámos foi Eli Rosen,
  101. actor, tradutor e um
    género de especialista
  102. em Ídiche.
  103. Eli Rosen era como o nosso guia.
  104. Era o nosso guia espiritual.
  105. Não só traduziu os manuscritos,
  106. como também acompanhou os
    em Ídiche,
  107. e ajudou-nos com todos os pormenores
    culturais,
  108. e atuou como rabino.
  109. Quando tive a oportunidade
    de assegurar
  110. que ele era representativo e
    autêntico,
  111. eu... , uh
  112. agarrei-o.
  113. Dirigir as cenas que se
    passam no seio do mundo
  114. ultra-Ortodoxo,
  115. estaria perdido sem
    o seu aconselhamento.
  116. Fizémos duas viagens a Nova Iorque
    com toda a nossa equipa
  117. para investigar,
    não apenas para observar,
  118. mas também para tocar em
    tudo aquilo a que tínhamos acesso,
  119. e para encontrar pessoas que ainda
    estão no seio da comunidade.
  120. Tentámos realmente oferecer aos
    nossos dirigentes todo acesso.
  121. Claro que estas viagens são como
    caçadas, em busca de impressões,
  122. sentido da atmosfera.
  123. observação, apenas
    para absorção das coisas.
  124. Uma espécie de investigação baseada
    nas imagens.
  125. Olhámos à nossa volta.
    Tirámos tantas fotografias.
  126. E tentámos inspirar daquele mundo
  127. a partir das impressões visuais que recebemos.
  128. Enquando éramos guiados em Nova Iorque,
  129. fomos numa tour com uma ex-Satmar
    woman em Williamsburg,
  130. que tinha crescido ali,
    e onde tinha tido a sua primeira criança,
  131. casado, como os costumes.
  132. Ela guiou-nos por Williamsburg,
  133. e mostrou-nos as tradições por detrás
    dos edíficios.
  134. Silke estava a tirar muitas notas
    do seu mundo,
  135. e eu tirei muitas notas para os
    personagens que
  136. iria construir.
  137. Começámos a filmar o passado,
    pelas partes de Williamsburg,
  138. e depois fomos para Berlim.
  139. Inesperadamente algo mudou.
  140. Mudar de Ídiche para Inglês,
    com diferente guarda-roupa e maquilhagem.
  141. Derepente o cabelo -- e havia penteados tão
    diferentes, certo?
  142. Haviam carecas e haviam estes e
    haviam perucas, e --
  143. Esty tem tantas facetas.
  144. Antes de iniciar-mos o projecto,
    tinha falado com a Deborah Feldman,
  145. sobre a sua experiência de
    transição com as roupas modestas
  146. de Satmar e as roupas do mundo
    Ocidental.
  147. Ela disse que levou muito tempo
    e que foi um processo lento,
  148. e que se obrigou a usar
  149. T-shirts e mostrar os braços,
  150. e deixar a descoberto mais pele.
  151. Ela disse que levou muito tempo.
  152. Eu quis mostrar isso mesmo.
  153. Eu quis reflectir a experiência da Deborah
    na Esther.
  154. De certo modo, foi bastante difícil
  155. criar uma produção que se aproxima de
    uma recriação histórica, mas
  156. que tem lugar nos dias de hoje.
  157. Criar o guarda-roupa para esta produção
    foi um enorme desafio.
  158. Tal como as cenas que se passam em
    dois mundos,
  159. nós tinhamos dois guarda-roupas
    diferentes para cada mundo.
  160. Acrescentando, que para uma personagem que
    tem uma evolução,
  161. não apenas no seu carácter, mas
    também na sua aparência e vestuário.
  162. O designer de produção sabia que
    localizações nós iriamos
  163. filmar e construiu,
  164. à medida para sincronizar
    com as cenas exteriores
  165. cenas em interiores.
  166. Temos localizações complexas,
    porque filmámos
  167. a parte passada em Nova Iorque,
    aqui em Berlim.
  168. - Poruquê Alemanha?
  169. Os outros filmes que eu fiz,
  170. a câmara filmava das janelas,
  171. mas agora, fazemos tudo do interior.
  172. Talvez esta seja uma primeira experiência
    para mim.
  173. Wolfgang é um cineasta incrível.
  174. Ele já filmou alguns dos mais
    incríveis documentários.
  175. Consegue trabalhar com a luz natural.
  176. Consegue ser espontâneo.
  177. Nós brincamos dizendo que ele é
    como a mão que segura o steadicam.
  178. Ele é bom a combinar
    diferentes tipos de luz,