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16 llengües

Showing Revision 13 created 10/14/2020 by Elaine Fedeli.

  1. (música suave)
  2. Ação!
  3. É grandioso.
  4. É enlouquecedor.
  5. Tenho que lembrar sempre
    que não é real.
  6. O que estamos fazendo aqui
    é como um filme histórico.
  7. Noventa por cento da minha experiência
    de filmagem aqui
  8. É assim.
  9. Vir aqui gravar uma série
    que se passa em Williamsburg,
  10. e fazê-la em Berlim, é meio,
    você sabe, me deixa confuso.
  11. Uma série em iídiche, para mim,
    pessoalmente, é ótimo.
  12. Lidar com uma língua que ninguém entende.
  13. Lidar com costumes e rituais
    que ninguém entende.
  14. Mas a essência do que está acontecendo,
    é compreendida por todos.
  15. Esta história linda e única
  16. que mostra um pouco de ambos os mundos.
  17. Não acho que é uma estória sobre
    a existência de Deus ou coisa assim.
  18. É mais sobre...
    o direito de ter sua voz.
  19. Pessoas como eu nunca realmente
    tiveram esta oportunidade.
  20. Nunca nos vimos refletidos
    nas estórias que são contadas
  21. na cultura popular.
  22. Então não sabíamos como criar
    nossas próprias histórias.
  23. Acho que esta é a primeira série
    que retrata precisamente
  24. a comunidade Hassídica.
  25. São pessoas reais e suas experiências
    são muito universais
  26. e muito relacionáveis.
  27. Quando a comunidade assiste,
    e tem alguém como eu,
  28. assistindo, e vê que essa garota,
    vivia exatamente como ela vive
  29. E conseguiu ter coragem
  30. para seguir seu sonhos.
  31. Talvez ela consiga também
  32. [Making of]
  33. [Nada Ortodoxa]

  34. Quando conheci Ann e Alexa,
    e me tornei amiga delas,
  35. Eu percebi que, se vai ser possível
    para alguém realmente compreender

  36. sobre o que é essa história,
  37. e produzir de uma forma
  38. que venha a causar
    um impacto cultural positivo,
  39. São essas mulheres.
  40. Depois de conhecer Deborah,
    eu li seu livro,
  41. e achei marvilhoso.
  42. Quer dizer, eu li em uma sentada,
    Não conseguia parar de ler.
  43. E então, ela disse:
  44. "Bom, por que você não transforma o livro
    em uma série de TV?"
  45. Anna e eu vinhamos querendo
    produzir uma série há um tempo,
  46. na qual pudéssemos trabalhar
    em cima de vários assuntos
  47. sobre os quais falamos muito,
    principalmente sobre ser judeu na Alemanha.
  48. Para mim, a história é sobre
    uma jovem,
  49. que está procurando a si mesma,
  50. e procurando seu lugar no mundo.
  51. Esther é uma menina de 19 anos.
  52. Ela nasceu e foi criada em
    Williamsburg, no Brooklyn,
  53. em uma comunidade chamada Satmar.
  54. - Não se esqueça, Esty.
    Ele fala primeiro.
  55. Ela cresce em uma comunidade
    muito religiosa.
  56. E, se liberta de um
    casamento arranjado infeliz,
  57. e voa para Berlim
  58. A história dela é única e romântica.
  59. Nós achamos que seria diferente,
    que alguém deixaria
  60. essa comunidade tão provinciana,
    em Williamsburg, Brooklyn, em Nova Yorque,
  61. e encontraria seu lugar aqui,
    por vontade própria.
  62. Desde muito nova,
    ela sempre se sentiu diferente.
  63. Sempre disseram que ela
    era muito diferente,
  64. pelo fato de que
    ela sempre teve perguntas dentro de si,
  65. e ela tem aquele 'chutzpah',
    como se diz.
  66. Os judeus de Satmar são
    uma comunidade hassídica,
  67. original da cidade de
    Satu Mare, na Hungria.
  68. A maioria deles é descendente
    de sobreviventes do Holocausto, e
  69. começou com descendentes do Holocausto,
    em Nova Iorque, depois da guerra.
  70. Isso meio que os torna
    um pouco diferentes
  71. de várias outras
    comunidades hassídicas,
  72. porque eles realmente se desenvolveram
    da forma que era antes da guerra,
  73. e não após ela.
  74. A comunidade foi fundada por
    pessoas lutando
  75. com um trauma maior do que
    conseguimos imaginar.
  76. Na primeira geração,
  77. Eu diria até que para as
    as duas primeiras gerações,
  78. esse trauma foi uma força motivadora
  79. por trás da estrutura ideológica
    dessa comunidade
  80. A comunidade Satmar também é especial,
    o iídiche é seu idioma nativo
  81. Eu acho que eles merecem o crédito,
    em algum nível,
  82. por manter o iídiche vivo.
  83. - Mas por que Berlim?
    - Pense nisso
  84. - No que?
    - A mãe louca dela mora em Berlim!
  85. É muito importante para nós,
    fazer mudanças na estória do presente
  86. da vida real da Deborah Feldman.
  87. Porque ela é uma mulher jovem,
    ela é uma figura pública,
  88. Ela é uma intelectual pública,
    e queríamos que a vida da Esther em Berlim
  89. fosse diferente da vida real
    da Deborah em Berlim.
  90. Então, de certo modo, as recordações
    são baseadas no livro,
  91. mas a estória no presente
    é completamente inventada.
  92. [Checando os detalhes]
    Você tem que ir além do clichê,
  93. Além da nossa projeção
    do que a seria a vida
  94. em uma comunidade como essa.
  95. Foi muito importante para nós transmitir
    não apenas a aparência e sentimento,
  96. as roupas, rituais e tudo mais correto,
  97. mas viver a ideia de mundo
    desses personagens,
  98. de um modo
    que não só pareça autêntico,
  99. mas também intensificado,
    porque é televisão.
  100. Em geral, eu sinto que,
    quando você está mostrando
  101. comunidades diferentes,
    especialmente comunidade marginalizadas,
  102. você quer mostrar certo os detalhes.
  103. Sabíamos que era importante fazer
    as pessoas participarem,
  104. não apenas enquanto atores, mas tanto
    atrás quanto na frente das câmeras,
  105. mostrar quem é essa comunidade.
  106. Então uma das primeiras pessoas que
    contratamos foi Eli Rosen,
  107. Ele é um ator, tradutor
    e um tipo de especialista,
  108. quando se trata de iídiche.
  109. Eli Rosen foi como o nosso guia.
  110. Ele era o nosso guia espiritual.
  111. Ele não só traduziu os roteiros,
  112. ele treinou os atores em iídiche,
  113. ele ajudou com os detalhes culturais
  114. e fez o papel do rabino.
  115. Quando eu tive a oportunidade
    de ajudar a garantir
  116. que a série fosse representativa,
    que fosse autêntica,
  117. Hm.. eu...
  118. aceitei prontamente.
  119. Dirigir as cenas que são em um cenário
  120. dentro do mundo ultra ortodoxo,
  121. Eu estaria perdida sem esses conselhos.
  122. Nós fizemos duas viagens de pesquisa
    para Nova York,
  123. com toda a nossa equipe,
    não apenas para observar e olhar,
  124. e tocar tudo o que víamos,
    mas nós tivemos acesso
  125. a conhecer pessoas que ainda
    estão nessa comunidade.
  126. Nós tentamos oferecer aos chefes de
    departamento todo esse acesso.
  127. Essas viagens, claro, são como uma caçada
    por impressões,
  128. por sentir a atmosfera,
  129. por apenas observar e absorver as coisas.
  130. Foi como uma pesquisa baseada em imagens.
  131. Nós olhávamos em volta,
    tiramos tantas fotos.
  132. e nós tentávamos absorver esse mundo
  133. por meio das impressões visuais
    que nós tínhamos.
  134. Enquanto nós éramos levamos
    por Nova York,
  135. nós fomos no tour de Williamsburg
    com uma mulher que pertenceu aos Satmar,
  136. ela cresceu lá e teve
    o seu primeiro filho lá,
  137. ela tinha se casado e tudo mais.
  138. Ela nos levou a por uma caminhada
    por toda Williamsburg,
  139. e por toda tradição envolvida
    na área externa dos prédios.
  140. Silke tomava nota de
    tudo o que ela dizia,
  141. e eu tomava nota
  142. pensando nos personagens
    que construiría.
  143. Nós começamos gravando o passado,
    como as cenas em Williamsburg,
  144. e então nós fomos para Berlim.
  145. Então, de repente, sentíamos
    que alguma coisa estava diferente,
  146. Estávamos mudando do iídiche para inglês,
    além de roupas e maquiagem diferente,
  147. Repentinamente, o cabelo - e haviam
    tantos penteados diferentes, certo?
  148. Tinha careca, tinha isso
    e tinha peruca...
  149. Esty tinha tantas faces.
  150. Eu conversei com a Deborah Feldman,
    antes de começarmos o projeto,
  151. sobre sua experiência com a transição
  152. das roupas modestas dos Satmars
    para roupas ocidentais.
  153. Ela disse que a levou muito tempo,
    e que foi um processo lento,
  154. ela se esforçou para ter a experiência
  155. de vestir camisetas,
    e mostrar o seu braço,
  156. mostrar um pouco mais do corpo.
  157. Ela disse que levou muito tempo.
  158. Então, eu queria mostrar isso.
  159. Eu queria refletir a experiência
    da Deborah na Esther.
  160. Foi muito difícil criar, de certa forma,
  161. uma produção que fosse como
    a de um filme de época,
  162. mas que se passa nos dias de hoje.
  163. Criar as roupas foi um grande desafio,
  164. assim como os cenários que
    se passam nesses dois mundos,
  165. Nós tínhamos roupas usadas
    nesses dois mundos.
  166. Além de um personagem que faz esse arco,
  167. não apenas no caráter, mas
    também na aparência e roupas.
  168. Nosso designer de produção
    sabia quais locações externas
  169. nós usaríamos,
  170. e ele construiu e fez os
    cenários na medida
  171. para sincronizar com o
    exterior desses lugares.
  172. Nós tínhamos lugares complicados,
    porque nós gravamos
  173. a maioria das cenas de
    Nova Iorque aqui em Berlim.
  174. - Por que Alemanha?
  175. Os outros filmes que eu fiz antes,
  176. nós passávamos tudo pelas janelas,
  177. e agora nós fazemos tudo ali dentro.
  178. Então, talvez, esta é a minha
    primeira experiência.
  179. Wolfgang é um diretor
    de fotografia incrível,
  180. Ele já gravou alguns dos
    documentários mais incríveis.
  181. Ele é capaz de trabalhar com luz natural.
  182. Ele é capaz de trabalhar
    com espontaneidade
  183. Nós zoamos que ele é
    como um steadicam de mão.
  184. Ele é bom em combinar
    diferentes tipos de luz,
  185. porque nós combinávamos
    cenários internos e externos reais,
  186. a iluminação foi muito delicada,
  187. e Wolfgang foi incrível nisso.
  188. Quando eu assisto o
    material pós produzido,
  189. Eu penso quão difícil é notar
  190. o que foi gravado dentro
    e o que foi no externo,
  191. o que foi gravado em
    Nova Iorque e em Berlim.
  192. - Ela não está aqui?
  193. (música intrigante)
    [O elenco]
  194. Shiras Haas é talentosa. Que rosto!
  195. Eu quero dizer, ela só precisa
    mover uma parte do rosto,
  196. e ela pode fazer você chorar ou rir.
  197. Shira é uma tremenda atriz.
  198. Tão talentosa. Tão trabalhadora.
  199. Era pura alegria.
  200. Todo dia era pura alegria
    trabalhar com a Shira.
  201. O que eu realmente acho
    bonito na Esty,
  202. eu a acho muito muito muito...
  203. mesmo que a tenham dito
    a vida toda, que ela é diferente,
  204. mesmo que ela sinta que é diferente,
  205. ela sempre tenta se encaixar.
  206. E sempre tenta encontrar um sentimento
    de pertencimento e felicidade.
  207. Nós temos quatro personagens principais.
  208. Bom, Esther é a personagem principal,
  209. mas os outros personagens principais
    são todos da Satmar,
  210. que estão lidando com estar
    dentro e fora ao mesmo tempo.
  211. O ponto é que ela foi expulsa ou saiu
    da comunidade 15 anos atrás.
  212. Foi esse papel que me atraiu,
    realmente, a coisa toda.
  213. Com Amit Rahav, nós nunca tínhamos
    visto ele atuando em outro projeto.
  214. Nós apenas o vimos na audição,
  215. e todos nós ficamos
    impressionados com ele.
  216. Ele arrasa em todas as cenas,
    ele é um talento natural.
  217. Eu o acho muito ingênuo e inocente.
  218. Isso não é uma fraqueza.
  219. Ele tem uma verdade, e essa é a
    uma verdade que ele conhece.
  220. - Está por aqui em algum lugar.
  221. - Aqui está!
  222. - Nessa seção. Próximo a árvore caída!
  223. Com Jeff Willbusch, uma
    loucura aconteceu.
  224. Nosso diretor alemão de elenco disse:
  225. "Nós temos esse ator
    alemão que fala iídiche"
  226. Era fim do dia, eu e a Alexa
    estávamos realmente cansados,
  227. e estávamos aqui
    sentados no escritório.
  228. Então esse cara entra,
    e nós explicamos:
  229. "Yeah, o programa é sobre isso"
    e tudo mais.
  230. E ele: "está é a minha história".
  231. E nós: "como é?"
  232. E ele respondeu:
  233. "Eu vim da comunidade Satmar.
  234. iídiche é meu idioma nativo.
    Esta é a minha história".
  235. Eu considero o Moishe um papel trágico.
  236. Ele tem muitos problemas.
  237. Problemas pessoais, que ele
    precisa lutar
  238. Ele é perseguido.
  239. E também é um caçador.
  240. Então, ele vêm para trazer
    a Esther de volta.
  241. - Diga. Onde está a Esty?
  242. - Onde está a Esty, telefone?
  243. - Você é louco, Yanky.
  244. [Um casamento Satmar]
  245. (Borrifando spray de cabelo)
  246. Para nós, o desafio de
    criar um casamento Satmar,
  247. aqui em Berlim, começou em encontrar
    figurantes o suficiente,
  248. quem tivesse barba grande
  249. e estivesse disposto a fazer
    todo cabelo e maquiagem.
  250. O engraçado nessa série é
    que os homens precisam
  251. de mais cabelo e maquiagem
    do que as mulheres.
  252. - O meu está crescido agora.
    Não me era permitido cortá-lo.
  253. Era uma ritual muito cultural e complexo.
  254. Queríamos fazer certo.
    Haviam muitos detalhes.
  255. Eu estou apenas colocando todos
    em uma ordem por gênero e idade,
  256. assim como relacionamento imaginário
    com a noiva e o noivo.
  257. Então, há uma forma de ordem para isso.
  258. É uma incrível ostentação.
  259. É um momento de alegria
    para a família.
  260. Mas eles não, necessariamente,
    expressam isso
  261. da forma que outras comunidades
    a expressam.
  262. Eu paguei por tudo.
  263. Então tudo tem que estar resolvido.
  264. Eu chequei o comportamento de todos.
  265. Estou me divertindo, mas não em excesso.
  266. Foi muito importante para nós,
  267. acertar o tom com o casamento.
  268. E tivemos uma centena de figurantes.
  269. Roupas.
  270. Bem, o primeiro e maior desafio,
  271. foi gravar tudo em dois dias.
    (risos)
  272. Foi o nosso grande momento hollywoodiano.
  273. Estava muito quente enquanto gravávamos.
  274. Infelizmente,
  275. para todo os figurantes e atores,
  276. eles estavam usando muitas roupas,
  277. maquiagem e penteados,
  278. em um clima de 37º Celsius.
  279. - Todos os dias no set é assim. Normal.
  280. - É com isso que estou acostumado.
    - Ele é o rei.
  281. Está quente lá.
  282. Está muito quente. Por favor,
    não me mandem lá de novo.
  283. Nós tivemos uma talentosíssima
    designer de roupas, Jusine Seymour.
  284. Ela já trabalhou por todo o mundo.
  285. Ela é incrivelmente flexível.
  286. Foi desafiador porque algumas
    das roupas não estavam a venda,
  287. então algumas coisas são de Williamsburg.
  288. Eles vestem esses chapéus de pêlo
    chamados shtreimels.
  289. Não podíamos comprá-los,
    eles custam mais de mil euros cada.
  290. cada chapéu contém
    a pele de seis martas,
  291. o que parecia desnecessário, já que
    precisávamos de muitos deles.
  292. Então a companhia de teatro de Hamburgo
    os fez de pele sintética.
  293. Por isso nenhuma marta foi machucada
    para fazer esse programa de TV.
  294. Agora mesmo, eu estou borrifando
    e acariciando o shtreimel,
  295. para deixar o pêlo baixo
    e parecer mais realista e brilhante.
  296. Nós tivemos que fazê-los servir
    e darem certo
  297. para cada ator, sim!
    Até mesmo cada um dos figurantes.
  298. Tem uma barraca logo ali,
    cheia de shtreimels.
  299. Nós a chamamos de barraca dos shtreimels.
  300. A líder do departamento de cabelo
    e maquiagem, Jens,
  301. conseguiu criar costeletas
    de uma forma que eu nunca havia visto
  302. Cem por cento as melhores costeletas
    que já vi.
  303. É muito interessante.
  304. Ontem, nós estávamos rindo muito.
  305. Quando se tem 150 Hasids do lado de fora,
    é uma cena bem engraçada.
  306. Alguém disse: "Olhe! Os judeus
    estão de volta a Berlim".
  307. (Música tradicional)
  308. [Berlim]
  309. Nós sempre falamos sobre tentar
    retratar a realidade no filme.
  310. Não há maior realidade
    do que a diversidade.
  311. Isso é... basta apenas
    atravessar a rua.
  312. Para Berlim, nós realmente queríamos
  313. criar uma iluminação bem colorida
  314. para a arquitetura que nós escolhemos.
  315. Nós retornamos para Berlim ocidental.
  316. Alguns tipos de locais e áreas pequenas,
    com certo tipo de arquitetura,
  317. que foi construído nas
    décadas de 1970 e 1980.
  318. Eu queria ter um espaço mais livre,
  319. com mais ritmo.
  320. A Silke encontrou uma locação incrível,
    próximo da Filarmônica.
  321. Ninguém nunca gravou lá,
    o local era perfeito.
  322. Era para a academia de música,
    foi construído na década de 1960.
  323. Era para ter sido uma arquitetura
    mais clara e aberta.
  324. Pós guerra. Era sobre comunicação,
  325. sobre baixas hierarquias,
  326. hm... espelhada na arquitetura.
  327. Nós criamos a nossa própria
    academia de música,
  328. onde judeus e mulçumanos
    estão tocando juntos.
  329. É muito insano,
    um paradoxo pós colonial.
  330. Por que pessoas do Oriente Médio
  331. estão tocando música alemã?
  332. Ele aproxima esses mundos inesperados,
  333. isso provêm para o espírito do
    programa, em todos os níveis.
  334. O conceito dessa academia de música
    é que diferentes talentos musicais
  335. de todo o mundo, se juntem para
    praticar seu instrumento específico.
  336. (Música instrumental)
  337. Televisão é ambiciosa.
  338. Nós gostamos da ideia de mostrar
    uma versão Berlim
  339. que é repleta de música,
  340. uma música emergente do passado,
    com jovens do futuro,
  341. contra esse incrível plano de fundo.
  342. Esse é o tipo de retorno histórico
  343. que já nesse programa.
  344. Nós temos um personagem judeu,
  345. que afim de escapar dos confinamentos
    da sua própria vida,
  346. retorna para a origem do
    trauma da comunidade.
  347. - Você vê aquele vilarejo?
  348. - A conferência em que os nazistas
    decidiram matar os judeus,
  349. nos campos de concentração,
    aconteceu em 1942 naquela vila.
  350. - E você nada nesse lago?
  351. - Um lago é só um lago.
  352. Claro que vê-la ser confrontada
  353. pelo nosso mundo,
  354. também nos faz questionar o nosso mundo.
  355. Gravar uma série em iídiche,
    em Berlim,
  356. se tornou, ironicamente,
    um tipo de diáspora,
  357. porque você tem todos
    esses jovens judeus israelitas,
  358. todos esses judeus americanos,
    voltando a Berlim,
  359. isso é um movimento,
    não a história de uma pessoa.
  360. Hm, isso serve. Isso faz sentido.
  361. esse é o lugar em que redescobriríamos
    esse idioma,
  362. fora do contexto religioso.
  363. Há arte em iídiche ,
  364. Há teatro em iídiche.
  365. Mas uma série real da Netflix, em iídiche?
  366. É algo extraordinário.
  367. Sabe, Berlim realmente veste
    o seu trauma até as mangas.
  368. É isso que faz a cidade tão crua
    e interessante.
  369. Esty vindo para cá,
    ela faz o mesmo na cidade.
  370. Ela se adiciona a essas camadas.
  371. Isso foi muito importante para nós:
    fechar um ciclo,
  372. como dizemos em alemão.
  373. (Música instrumental suave)