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Um plano radical para eliminar o desperdício plástico

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    Chris Anderson: Você tem estado
    obcecado com este problema
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    nos últimos anos.
  • 0:06 - 0:08
    Na sua opinião, qual é o problema?
  • 0:08 - 0:10
    Andrew Forrest: Plástico.
  • 0:10 - 0:11
    Simples assim.
  • 0:11 - 0:15
    Nossa incapacidade de usá-lo
  • 0:15 - 0:18
    para a tremenda possibilidade
    energética que ele tem,
  • 0:18 - 0:20
    e simplesmente jogá-lo fora.
  • 0:21 - 0:24
    CA: Vemos desperdício em toda parte.
  • 0:24 - 0:26
    No seu extremo, parece um pouco com isso.
  • 0:26 - 0:29
    Onde essa foto foi tirada?
  • 0:29 - 0:30
    AF: Nas Filipinas,
  • 0:30 - 0:34
    e há muitos rios, senhoras e senhores,
    exatamente nessas condições.
  • 0:34 - 0:36
    E essa é as Filipinas.
  • 0:36 - 0:38
    Está assim por todo o sudeste asiático.
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    CA: O plástico é jogado nos rios,
    e dali, é claro, acaba no oceano.
  • 0:43 - 0:44
    Quero dizer...
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    obviamente vemos isso nas praias,
  • 0:47 - 0:49
    mas essa não é sua maior preocupação,
  • 0:49 - 0:53
    mas sim o que está acontecendo
    nos oceanos. Fale sobre isso.
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    AF: Certo. Obrigado, Chris.
  • 0:55 - 0:57
    Há uns quatro anos,
  • 0:57 - 1:00
    pensei em fazer algo realmente louco,
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    e me comprometi a fazer
    um doutorado em ecologia marinha.
  • 1:04 - 1:07
    A parte assustadora disso foi
  • 1:07 - 1:10
    que, claro, aprendi muito
    sobre vida marinha,
  • 1:10 - 1:11
    mas mais ainda sobre a morte marinha
  • 1:11 - 1:18
    e a extrema fatalidade
    ecológica em massa dos peixes,
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    da vida marinha, mamíferos marinhos,
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    biologia muito próxima de nós,
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    que estão morrendo aos milhões,
    se não aos trilhões
  • 1:26 - 1:29
    que não temos como contar
    por causa do plástico.
  • 1:29 - 1:33
    CA: Mas muitos pensam no plástico
    como feio, mas estável, certo?
  • 1:33 - 1:36
    Você joga algo no oceano:
    "Isso vai ficar aí pra sempre.
  • 1:36 - 1:38
    Não vai causar nenhum dano, certo?"
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    AF: Olha, Chris, é uma substância
    incrível projetada para a economia,
  • 1:45 - 1:49
    mas a pior possível para o meio ambiente.
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    A pior coisa do plástico,
    quando chega ao meio ambiente,
  • 1:53 - 1:55
    é que ele se fragmenta.
  • 1:55 - 1:58
    Nunca deixa de ser plástico.
  • 1:58 - 2:00
    Se deteriora em pedaços cada vez menores,
  • 2:01 - 2:03
    e a ciência inovadora sobre isso, Chris,
  • 2:03 - 2:06
    que conhecemos em ecologia marinha
    já há alguns anos,
  • 2:06 - 2:08
    mas vai atingir os humanos...
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    Estamos cientes agora que nanoplásticos,
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    as partículas de plástico minúsculas,
    carregando sua carga negativa,
  • 2:16 - 2:19
    podem atravessar os poros da nossa pele.
  • 2:19 - 2:21
    Essa não é a má notícia,
  • 2:21 - 2:25
    e sim que elas vão direto
    pela barreira hematoencefálica,
  • 2:25 - 2:28
    o revestimento que temos
    para proteger nosso cérebro.
  • 2:28 - 2:32
    Nosso cérebro é uma massa amorfa e úmida,
    cheia de pequenas cargas elétricas.
  • 2:32 - 2:35
    Se colocarmos uma partícula negativa nela,
  • 2:35 - 2:39
    particularmente uma partícula negativa
    que possa transportar patógenos:
  • 2:39 - 2:43
    temos uma carga negativa
    que atrai elementos de carga positiva,
  • 2:43 - 2:45
    como patógenos, toxinas,
  • 2:45 - 2:46
    mercúrio e chumbo.
  • 2:47 - 2:50
    Essa é a ciência inovadora
    que veremos nos próximos 12 meses.
  • 2:50 - 2:53
    CA: Você já me disse que existem
    mais ou menos 600 sacolas plásticas
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    para cada peixe de tamanho médio
    no oceano ou algo assim.
  • 2:57 - 3:00
    E elas se separam,
  • 3:00 - 3:02
    e haverá cada vez mais delas,
  • 3:02 - 3:05
    e nem mesmo vimos o começo
    das consequências disso.
  • 3:05 - 3:07
    AF: Não, realmente ainda não.
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    A Fundação Ellen MacArthur
    tem cientistas muito bons,
  • 3:10 - 3:12
    e trabalhamos com eles há um tempo.
  • 3:12 - 3:14
    Valorizo muito o trabalho deles.
  • 3:14 - 3:17
    Eles dizem que haverá
    1 tonelada de plástico
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    para cada 3 toneladas de peixe até 2050,
  • 3:19 - 3:24
    e fico muito impaciente
    com quem fala sobre 2050 - até 2025.
  • 3:24 - 3:25
    Isso está ali na esquina!
  • 3:25 - 3:27
    É simplesmente o aqui e agora.
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    Não precisamos de uma tonelada de plástico
    pra destruir completamente a vida marinha.
  • 3:31 - 3:34
    Menos que isso já estará
    fazendo um grande estrago.
  • 3:35 - 3:38
    Precisamos acabar com isso
    imediatamente. Não temos tempo.
  • 3:38 - 3:43
    CA: Você tem uma ideia para eliminar
    o problema e está chegando a ela
  • 3:43 - 3:45
    não como uma típica campanha
    pelo meio ambiente, digamos,
  • 3:45 - 3:49
    mas como empresário, que viveu...
  • 3:49 - 3:52
    você tem passado toda sua vida pensando
    sobre sistemas econômicos globais
  • 3:52 - 3:54
    e como eles funcionam.
  • 3:54 - 3:55
    E se entendi direito,
  • 3:55 - 4:01
    sua ideia depende de heróis
    que se pareçam com ela.
  • 4:02 - 4:03
    Qual é a profissão dela?
  • 4:03 - 4:07
    AF: Ela é catadora de recicláveis,
  • 4:07 - 4:10
    e havia de 15 a 20 milhões
    de catadores de recicláveis como ela,
  • 4:10 - 4:15
    até a China parar de aceitar
    o lixo de todo mundo.
  • 4:15 - 4:19
    E o preço do plástico,
    que já era barato, caiu mais ainda.
  • 4:19 - 4:21
    Isso levou a pessoas como ela,
  • 4:21 - 4:25
    ela é uma criança em idade escolar.
  • 4:25 - 4:27
    Ela deveria estar na escola.
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    Isso pode ser comparado à escravidão.
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    Minha filha Grace e eu conhecemos
    centenas de pessoas como ela.
  • 4:32 - 4:35
    CA: E há muitos adultos também,
    milhões deles pelo mundo,
  • 4:35 - 4:36
    e em algumas atividades,
  • 4:36 - 4:39
    é por causa deles, na verdade,
    que, por exemplo, não vemos
  • 4:39 - 4:41
    muito resíduo de metal pelo mundo.
  • 4:41 - 4:43
    AF: Isso mesmo.
  • 4:43 - 4:46
    Aquela garotinha é, na verdade,
    a heroína do meio ambiente.
  • 4:46 - 4:50
    Ela está competindo
    com uma grande petroquímica
  • 4:50 - 4:51
    que fica na mesma rua,
  • 4:51 - 4:53
    uma petroquímica de US$ 3,5 bilhões.
  • 4:53 - 4:54
    Esse é o problema.
  • 4:54 - 4:59
    Temos mais petróleo e gás
    em plástico e em aterros
  • 4:59 - 5:03
    do que em todos os recursos
    em petróleo e gás dos EUA.
  • 5:03 - 5:05
    Então ela é a heroína.
  • 5:05 - 5:08
    E esse é um aterro sanitário,
    senhoras e senhores,
  • 5:08 - 5:11
    e é petróleo e gás sólido.
  • 5:11 - 5:14
    CA: Então, há um enorme valor
    potencialmente desperdiçado ali
  • 5:14 - 5:19
    com o qual catadores de recicláveis,
    se pudessem, ganhariam a vida.
  • 5:19 - 5:20
    Mas por que não podem?
  • 5:21 - 5:25
    AF: Porque arraigamos em nós
  • 5:25 - 5:29
    um preço do plástico
    dos combustíveis fósseis,
  • 5:29 - 5:33
    que fica logo abaixo do que é preciso
  • 5:33 - 5:37
    para reciclar plástico do plástico
    de modo econômico e lucrativo.
  • 5:37 - 5:42
    Todo plástico tem como material
    de base o petróleo e gás.
  • 5:42 - 5:46
    Plástico é 100% de polímero,
    que significa 100% de petróleo e gás.
  • 5:46 - 5:50
    E sabemos que temos plástico suficiente
    no mundo pra todas as nossas necessidades.
  • 5:50 - 5:52
    E quando reciclamos plástico,
  • 5:52 - 5:56
    se não podemos torná-lo mais barato
    que o plástico de combustível fóssil,
  • 5:56 - 5:59
    então, é claro, o mundo simplesmente
    adere ao uso desse plástico.
  • 5:59 - 6:01
    CA: Esse é o problema fundamental,
  • 6:01 - 6:05
    o preço do plástico reciclado
    é geralmente maior
  • 6:05 - 6:09
    do que o preço do produto novo,
    feito de mais óleo.
  • 6:10 - 6:11
    Esse é o problema fundamental.
  • 6:11 - 6:14
    AF: Um pequeno ajuste
    das regras aqui, Chris.
  • 6:14 - 6:16
    Sou uma pessoa de commodities.
  • 6:16 - 6:20
    Eu entendo que costumávamos ter
  • 6:21 - 6:23
    sucata de metal e ferro-velho
  • 6:24 - 6:26
    e pedaços de cobre
    esparramados por vilarejos,
  • 6:26 - 6:28
    principalmente em países
    em desenvolvimento.
  • 6:28 - 6:30
    As pessoas descobriram o valor disso.
  • 6:30 - 6:34
    Na verdade, é um artigo de valor,
    e não de descarte.
  • 6:34 - 6:38
    Agora vilarejos, cidades
    e ruas estão limpas;
  • 6:38 - 6:42
    não se tropeça mais em sucata
    de cobre ou de ferro,
  • 6:42 - 6:46
    porque é artigo de valor, é reciclado.
  • 6:46 - 6:51
    CA: Então, qual é a sua ideia de tentar
    mudar isso com os plásticos?
  • 6:51 - 6:53
    AF: Então, Chris,
  • 6:54 - 6:57
    tenho pesquisado bastante nesse doutorado.
  • 6:57 - 7:00
    E o bom de ser empresário bem-sucedido
  • 7:00 - 7:02
    é que as pessoas querem te ver.
  • 7:02 - 7:03
    Outros empresários,
  • 7:03 - 7:07
    mesmo que você seja um tipo esquisito
    que eles gostariam de conhecer,
  • 7:07 - 7:11
    eles dirão: "Tudo bem, todos nós
    encontraremos o Twiggy Forrest".
  • 7:11 - 7:13
    E assim que você estiver lá,
    pode interrogá-los.
  • 7:13 - 7:19
    E estive em muitas empresas
    de petróleo e gás e de consumo
  • 7:19 - 7:21
    em rápida evolução no mundo,
  • 7:21 - 7:24
    e existe um desejo real de mudança.
  • 7:24 - 7:25
    Há alguns "dinossauros"
  • 7:25 - 7:28
    que esperarão pelo melhor sem fazer nada,
  • 7:28 - 7:30
    mas existe um desejo real de mudança.
  • 7:30 - 7:32
    Então, venho discutindo
  • 7:32 - 7:35
    que nós, 7,5 bilhões de pessoas no mundo,
  • 7:35 - 7:39
    não merecemos ter nosso ambiente
    entulhado por plástico,
  • 7:39 - 7:44
    nossos oceanos tornando-se esgotados
    e estéreis de vida marinha por causa dele.
  • 7:45 - 7:46
    Então descemos essa cadeia,
  • 7:46 - 7:50
    e há dezenas de milhares de marcas
    das quais todos nós compramos produtos,
  • 7:50 - 7:54
    mas há apenas 100 principais
    produtores de resina,
  • 7:54 - 7:56
    grandes instalações petroquímicas,
  • 7:56 - 7:59
    que fabricam todo tipo
    de plástico de uso único.
  • 7:59 - 8:02
    CA: Então, 100 empresas estão na base
    desta "cadeia alimentar", digamos.
  • 8:02 - 8:03
    AF: Isso mesmo.
  • 8:03 - 8:06
    CA: Então, o que precisamos
    que essas 100 empresas façam?
  • 8:06 - 8:11
    AF: Precisamos que elas
    simplesmente aumentem o valor
  • 8:11 - 8:14
    do material base do plástico
    do petróleo e do gás,
  • 8:14 - 8:17
    o que chamo de "plástico ruim",
  • 8:17 - 8:18
    que aumentem o valor disso,
  • 8:18 - 8:22
    para que, quando ele chegar a essas marcas
    e for repassado para nós, consumidores,
  • 8:22 - 8:26
    mal notemos um aumento no nosso café
  • 8:26 - 8:29
    ou na Coca-Cola ou Pepsi, ou coisa assim.
  • 8:29 - 8:31
    CA: Tipo um centavo a mais?
  • 8:31 - 8:33
    AF: Menos. Um quarto ou meio centavo.
  • 8:33 - 8:36
    Será certamente mínimo.
  • 8:36 - 8:39
    Mas isso tornará cada peça de plástico,
  • 8:39 - 8:42
    em todo o mundo, um artigo de valor.
  • 8:42 - 8:46
    Onde há o pior desperdício,
  • 8:46 - 8:48
    digamos Sudeste Asiático, Índia,
  • 8:48 - 8:50
    é onde encontramos a maior riqueza.
  • 8:50 - 8:52
    CA: Então parece haver duas partes nisso.
  • 8:52 - 8:56
    Uma é, se vão cobrar mais caro
  • 8:56 - 9:00
    mas trabalhar esse excesso
  • 9:00 - 9:02
    e pagá-lo, a quem?
  • 9:02 - 9:07
    A um fundo operado por alguém
    para resolver que tipo de problema?
  • 9:07 - 9:10
    Como esse dinheiro
    cobrado a mais seria usado?
  • 9:10 - 9:13
    AF: Quando falo com as grandes empresas,
  • 9:13 - 9:17
    eu digo: "Preciso que vocês mudem,
    e que façam isso bem rápido".
  • 9:17 - 9:19
    Eles fazem aquela cara de tédio,
  • 9:19 - 9:22
    a menos que eu diga: "E é um bom negócio".
  • 9:22 - 9:24
    "Agora você tem minha atenção, Andrew."
  • 9:24 - 9:26
    Aí eu digo: "Certo, preciso
    que façam uma contribuição
  • 9:26 - 9:29
    pra um fundo de transição da indústria
    para o meio ambiente.
  • 9:29 - 9:31
    Ao longo de dois ou três anos,
  • 9:31 - 9:33
    toda a indústria global de plásticos
  • 9:33 - 9:37
    pode fazer a transição do material
    de base do combustível fóssil
  • 9:37 - 9:39
    para o uso do plástico já existente.
  • 9:39 - 9:41
    A tecnologia está disponível.
  • 9:41 - 9:42
    Está provada".
  • 9:42 - 9:45
    Assumi US$ 2 bilhões
    de operações do nada,
  • 9:45 - 9:48
    reconhecendo que a tecnologia
    pode ser escalada.
  • 9:48 - 9:53
    Sei de pelo menos uma dúzia de tecnologias
    que podem lidar com todo tipo de plástico.
  • 9:53 - 9:56
    Então, uma vez que elas tenham
    uma margem econômica,
  • 9:56 - 9:58
    a qual isso as proporciona,
  • 9:58 - 10:02
    é daí que o público global
    receberá todo o seu plástico,
  • 10:02 - 10:03
    de produtos já existentes.
  • 10:03 - 10:08
    CA: Então, toda venda de plástico "virgem"
    contribui com dinheiro para um fundo
  • 10:08 - 10:10
    que é usado basicamente
    para fazer a transição da indústria
  • 10:10 - 10:13
    e começar a pagar por coisas
    como limpeza e outras peças.
  • 10:13 - 10:15
    AF: Exatamente.
  • 10:15 - 10:18
    CA: E há o incrível benefício colateral,
    que talvez seja o principal,
  • 10:18 - 10:20
    de criar um mercado.
  • 10:20 - 10:24
    De repente, faz do plástico reciclável
    um negócio gigantesco
  • 10:24 - 10:30
    que permite a milhões em todo o mundo ter
    um meio de subsistência com sua coleta.
  • 10:30 - 10:31
    AF: Exatamente.
  • 10:31 - 10:35
    Então, teremos plástico
    de combustível fóssil a este valor
  • 10:35 - 10:37
    e plástico reciclado nesse valor.
  • 10:37 - 10:39
    Você muda isso.
  • 10:39 - 10:41
    Então o plástico reciclado
    fica mais barato.
  • 10:42 - 10:45
    O que mais gosto nisso, Chris,
  • 10:45 - 10:50
    é que desperdiçamos no meio ambiente
    300, 350 milhões de toneladas de plástico.
  • 10:50 - 10:53
    Segundo as empresas de petróleo e gás,
  • 10:53 - 10:55
    isso deve aumentar
    para 500 milhões de toneladas.
  • 10:55 - 10:57
    Este é um problema que se acelera.
  • 10:57 - 11:01
    Mas cada tonelada disso é polímero
  • 11:01 - 11:05
    que custa de US$ 1 mil
    a US$ 1,5 mil a tonelada.
  • 11:05 - 11:09
    Isso corresponde a US$ 500 bilhões
    que poderiam entrar no negócio
  • 11:09 - 11:12
    e criar empregos, oportunidades
    e riqueza em todo o mundo,
  • 11:12 - 11:14
    particularmente em países mais pobres,
  • 11:14 - 11:16
    porém, nós o jogamos fora.
  • 11:16 - 11:19
    CA: Isso permitiria que grandes empresas
    investissem em usinas de reciclagem
  • 11:19 - 11:20
    no mundo todo.
  • 11:20 - 11:22
    AF: No mundo todo!
  • 11:22 - 11:23
    A tecnologia é de baixo custo,
  • 11:23 - 11:27
    é possível colocá-la em lixeiras,
    porões de grandes hotéis,
  • 11:27 - 11:30
    depósitos de lixo, em todo lugar,
    transformando resíduo em resina.
  • 11:30 - 11:34
    CA: Você é filantropo, e está pronto
    a destinar parte da sua riqueza para isso.
  • 11:34 - 11:36
    Qual é o papel da filantropia
    nesse projeto?
  • 11:36 - 11:40
    AF: Acho que temos que introduzir
    os US$ 40 a US$ 50 milhões
  • 11:40 - 11:42
    para dar o pontapé inicial,
  • 11:42 - 11:44
    e depois temos que criar
    transparência absoluta
  • 11:44 - 11:47
    para que todos possam ver
    exatamente o que está acontecendo.
  • 11:47 - 11:51
    Dos produtores de resina
    às marcas aos consumidores,
  • 11:51 - 11:53
    todos começam a ver
    quem está atuando no jogo,
  • 11:53 - 11:56
    quem está protegendo o planeta,
    e quem não se importa.
  • 11:56 - 11:58
    E isso custará cerca
    de US$ 1 milhão por semana,
  • 11:58 - 12:00
    e vamos subscrever isso por 5 anos.
  • 12:00 - 12:04
    A contribuição total
    é de cerca de US$ 300 milhões.
  • 12:04 - 12:05
    CA: Uau.
  • 12:05 - 12:06
    Agora ...
  • 12:06 - 12:08
    (Aplausos)
  • 12:11 - 12:15
    Você conversou com outras empresas,
    como as Coca-Colas do mundo afora,
  • 12:15 - 12:18
    que estão dispostas a pagar
    um preço mais alto
  • 12:18 - 12:21
    e gostariam de fazer isso,
    contanto que seja justo.
  • 12:21 - 12:23
    AF: Sim, é justo.
  • 12:23 - 12:26
    A Coca-Cola não ia querer
    que a Pepsi entrasse no jogo,
  • 12:26 - 12:29
    a menos que todo mundo soubesse
    que a Pepsi não estava no jogo.
  • 12:29 - 12:31
    Aí não se importam.
  • 12:31 - 12:33
    Então é essa transparência do mercado
  • 12:33 - 12:38
    a qual, se alguém tenta enganar o sistema,
    o mercado e os consumidores podem ver.
  • 12:38 - 12:40
    Os consumidores querem participar disso.
  • 12:40 - 12:42
    Somos 7,5 bilhões.
  • 12:42 - 12:44
    Não queremos que uma centena
    de empresas destruam o planeta.
  • 12:44 - 12:48
    CA: Você falou do que as empresas podem
    fazer e o que você está disposto a fazer.
  • 12:48 - 12:50
    O que nós, te ouvindo, podemos fazer?
  • 12:50 - 12:54
    AF: Gostaria que todos nós, no mundo todo,
  • 12:54 - 12:57
    acessássemos o site noplasticwaste.org.
  • 12:57 - 12:59
    Contatássemos os 100 produtores de resina
  • 12:59 - 13:00
    na nossa região.
  • 13:00 - 13:02
    Há pelo menos um
  • 13:02 - 13:06
    no nosso e-mail, Twitter
    ou contato telefônico.
  • 13:07 - 13:12
    Então, que eles saibam que gostaríamos
    que contribuíssem para um fundo
  • 13:12 - 13:15
    que a indústria ou o Banco Mundial
    podem gerenciar e que gera
  • 13:15 - 13:18
    dezenas de bilhões de dólares ao ano.
  • 13:18 - 13:23
    Assim, fazemos a transição do setor
    pra obter o plástico daquele já existente,
  • 13:23 - 13:24
    não do petróleo.
  • 13:24 - 13:26
    Não precisamos disso.
    Aquilo é ruim. Isto é bom.
  • 13:27 - 13:29
    E pode limpar o meio ambiente.
  • 13:29 - 13:30
    Temos capital suficiente lá,
  • 13:30 - 13:34
    temos dezenas de bilhões de dólares
    ao ano para limpar o meio ambiente.
  • 13:34 - 13:36
    CA: Você está no negócio de reciclagem.
  • 13:36 - 13:38
    Não seria um conflito de interesse,
  • 13:38 - 13:41
    ou melhor, uma grande oportunidade
    de negócio para você?
  • 13:41 - 13:45
    AF: Estou no ramo de minério de ferro
    e compito com o negócio de sucata,
  • 13:45 - 13:48
    por isso não tropeçamos
    em pedaços de metal por aí
  • 13:48 - 13:51
    e cortamos o dedo do pé; ela é coletada.
  • 13:51 - 13:55
    CA: Esta não é sua desculpa pra entrar
    no negócio de reciclagem de plásticos.
  • 13:55 - 13:57
    AF: Não, vou torcer por essa expansão.
  • 13:57 - 13:59
    Essa será a internet
    de resíduos de plástico,
  • 13:59 - 14:03
    uma indústria em expansão
    que se espalhará por todo o mundo,
  • 14:03 - 14:07
    e particularmente onde a pobreza
    é maior porque é aí que há mais lixo,
  • 14:07 - 14:08
    e esse é o recurso.
  • 14:08 - 14:11
    Vou torcer por isso e me afastar.
  • 14:11 - 14:13
    CA: Twiggy, estamos numa era
  • 14:13 - 14:17
    na qual muitas pessoas no mundo anseiam
    por uma nova economia regenerativa,
  • 14:17 - 14:20
    que essas grandes indústrias
    e cadeias de suprimentos
  • 14:20 - 14:22
    se transformem fundamentalmente.
  • 14:22 - 14:24
    Me parece uma ideia gigantesca
  • 14:24 - 14:27
    e você precisará de muita gente
    torcendo pra que torne isso realidade.
  • 14:27 - 14:29
    Obrigado por compartilhar conosco.
  • 14:29 - 14:30
    AF: Muito obrigado, Chris.
  • 14:30 - 14:32
    (Aplausos)
Títol:
Um plano radical para eliminar o desperdício plástico
Speaker:
Andrew Forrest
Descripció:

O plástico é uma substância incrível para a economia, mas é a pior substância possível para o meio ambiente, diz o empresário Andrew Forrest. Numa conversa destinada a desencadear um debate, Forrest e Chris Anderson, do TED, discutem um plano ambicioso para levar as maiores empresas do mundo a financiar uma revolução ambiental, e transitar a indústria para obter todo o seu plástico do material já existente, e não dos combustíveis fósseis.

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Video Language:
English
Team:
closed TED
Projecte:
TEDTalks
Duration:
14:58

Portuguese, Brazilian subtitles

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