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← Expedição aos recifes: Por detrás do cenário | Academia de Ciências da Califórnia

A Academia das Ciências da Califórnia é o único local do planeta com um aquário, um planetário, um museu de história natural e uma floresta tropical de quatro andares, debaixo dum só teto.

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19 llengües

Showing Revision 2 created 02/11/2018 by Margarida Ferreira.

  1. Criar uma cena como esta
    é uma tarefa muito difícil.
  2. Há imensas pessoas envolvidas.
  3. Fizemos imensa investigação.
  4. No início, não sabíamos
    se conseguiríamos
  5. criar tecnicamente esta cena
    com toda esta riqueza,
  6. porque exige uma quantidade incrível
    de processamento informático
  7. para se criar um ambiente
    fotografico realista
  8. cheio de diversidade e complexidade.
  9. Queríamos usar gráficos de computador
  10. para criar ambientes e animais
    e criaturas a partir do nada,
  11. usando referências e vídeos.
  12. Também usamos uma técnica
    chamada fotogrametria.
  13. A fotogrametria é uma técnica
    que combina imagens estáticas
  14. para criar modelos de computador
  15. ou criar mosaicos de uma grande área.
  16. A fotogrametria é bastante difícil
  17. mas fazê-la debaixo de água
    é impressionante.
  18. Temos trabalhado com investigadores
  19. da Academia e fora dela,
    que estiveram nos recifes de coral
  20. e tiraram milhares de fotos
    de diversas espécies de corais.
  21. Foi assim que obtivemos
    muitos dos modelos de corais
  22. que temos usado através
    da fotogrametria.
  23. A experiência de gerar mosaicos
    dos Visualization Studio’s
  24. a partir do ponto de vista
    da fotogrametria,
  25. permite-lhes aconselhar-me sobre
    como tornar esse processo mais eficaz,
  26. para eu poder usá-la como um instrumento
    para a futura investigação cientifica.
  27. A parte mais difícil era começar
    esta tarefa gigantesca
  28. de colocar milhares e milhares
    de pedaços de coral
  29. e conseguir que parecessem bem.
  30. Agarramos numa coisa
    e multiplicamo-la muitas vezes
  31. e tentamos modificá-las um pouco
    de cada vez.
  32. Rodamo-la, aumentamo-la,
    orientamo-la de várias formas,
  33. podemos mudar um pouco a cor
  34. ou fazer variantes subtis,
    sistematicamente.
  35. No que se refere às variações
    individuais de cada coisa
  36. são milhares, dezenas de milhares,
  37. são mais do que eu consigo diferenciar.
  38. Para além dos corais, que são animais,
  39. também criamos outras criaturas
  40. para atrair a atenção do público
    para este local.
  41. A cena em si está cheia
    de uns 3000 peixes.
  42. Temos 31 espécies diferentes de peixes.
  43. Começámos por olhar para os peixes
    que temos no nosso tanque.
  44. Durante algum tempo, ia ali
    todas as manhãs,
  45. só para olhar para eles e tentar
    perceber melhor como se moviam.
  46. Ficava ali e tentava aprender
    o mais que podia
  47. o que se passava
    com o comportamento deles.
  48. Depois, começámos a construir
    os modelos para cada peixe.
  49. Entretanto, precisávamos de imaginar
    uma forma de obter o volume de peixes
  50. que queríamos na cena,
    e queríamos bastantes.
  51. Por isso, comecei a investigar.
  52. Usámos um "software"
    que é muito bom a simular multidões,
  53. como grande número de pessoas,
  54. e adaptámo-lo para simular
    grande quantidade de pexes.
  55. Observámos uma relação
    muito interessante
  56. entre esta criatura que se chama
    coroa-de-espinhos,
  57. que é uma estrela do mar espantosa,
    coberta de espinhos.
  58. Comem corais, podem aparecer
    e dizimar todo um recife
  59. se não forem controladas.
  60. Mas há um pequeno caranguejo,
    chamado caranguejo Acropora
  61. que vive dentro deste coral.
  62. Quando aparece uma destas
    coroas-de-espinho, a atacar a casa dele,
  63. tenta expulsá-la.
  64. Tive que fazer imensa animação
  65. para a luta entre o caranguejo
    e a coroa-de-espinhos,
  66. porque o caranguejo agarra-se
    aos espinhos e sacode-os
  67. e isso envolvia muita atividade.
  68. Há pouco tempo, recebemos um cientista.
  69. Quando ele viu isto, disse:
  70. "Uau! Como é que fizeram isto?
    Está estupendo!"
  71. Todo este processo é fascinante
  72. e, para mim, foi muito divertido
    integrar-me na equipa de visualizações.
  73. Quando eles estavam a desenvolver
    uma determinada cena
  74. pediam-me conselhos sobre
    como fazer essa cena
  75. de forma científica muito rigorosa.
  76. O nível de pormenores a que eles
    chegavam era incrível.
  77. Para mim era um verdadeiro desafio
    descobrir as novidades de ponta,
  78. tive que atualizar a literatura
    para lhes fornecer
  79. a maior quantidade
    de informações que conhecemos.
  80. Esta cena de abertura mostra
    os riscos que corremos
  81. e ocasionaram as imagens mais belas
  82. a que o público vai poder assistir.
  83. Queremos que o público
    saia do espetáculo satisfeito
  84. e também temos esperança
  85. de que tenham uma ideia melhor
    do que são os recifes de coral.
  86. Atualmente, os recifes de coral mundiais
  87. estão ameaçados, como nunca,
    sobretudo pelos seres humanos.
  88. Este espetáculo instila
    um sentimento de esperança.
  89. É uma história difícil,
    é um ponto de viragem para os recifes,
  90. mas não é tarde demais.
  91. Podemos dar-lhe a volta,
    coletivamente,
  92. se pusermos em prática
    algumas decisões responsáveis.
  93. Tradução de Margarida Ferreira